Me diziam que era difícil me contrariar. Que eu não agia como devia. E como é que eu devia agir? Ficando quieta e aceitando tudo? Porque é isso que me dizem que é certo desde que eu via coisa errada do meu pai e ele me mandava ficar quieta. Aprendi que pra ser em totalidade o que nasci pra ser ou me tornar o que devo, requer coragem. O mundo não gosta mesmo de pessoas contrárias... Sou o ato que questiona e isso incomoda. Não preciso de todas as respostas. Mas me deixa contente imaginar que todos pensem através das palavras que solto. De repente alguém me diz que eu devo fazer algo, e eu questino: - E por que devo? E me respondem: - Porque é necessário.
E nisso vou seguindo incansavelmente nas perguntas e algumas vezes eles me deixam falando sozinha porque se irritam com os meus questionamentos. Sempre me ocorreu isso de deixar as pessoas irritadas. Dentro de mim existe uma mulher agitada.
Se precisar falar eu falo.
Se precisar gritar eu grito.
Se precisar questionar eu questiono.
Se precisar acreditar sozinha, assim farei.
Aprendo diariamente que somos o que temos e não o que nos dizem pra ser. E eu sou coisa pra caramba, menos silenciosa diante dos fatos da vida. Gosto de falar de todos os assuntos e me inspiro mais se vejo que os outros estão se sentindo incomodados com os meus questionamentos. Acredito que aonde existe o silêncio existe o medo de falar o que se pensa e de ser o que se é.
Não tem como ter medo de ser rejeitada, já lidei com isso com meu pai. E se nem ele me calou, sinceramente eu não sei quem vai. Na verdade eu sei que ninguém vai. Minha voz é da alma e minha alma é teimosa.
@afragmentada










