Demoras
É, já era tarde quando percebi o quão profundo era o buraco no qual eu me encontrava, demorei pra entender o porque tudo ali era tão frio, gastei de maneira impensada muito tempo tentando entender tudo à minha volta e no fim, eu simplesmente me deparei com o vazio, aquele que nada ao meu redor preenchia, companhias não faziam tanta diferença, sorrisos quase nunca eram sinceros, enfim, demorei, demorei demais pra entender que nem tudo em nossa vida é da forma que queremos, sonhamos, pensamos, planejamos, e, quer saber? Isso foi um tanto destrutivo pra mim, sim, destrutivo, pois, aquilo que outrora eu pensava ser meu alicerce, agora, em minha frente, tudo não passava de um castelinho de areia, daqueles que fazemos à beira mar, de pingos, que, embora “sustente” a estrutura, não demanda segurança alguma, e, não é atoa que ao receber um mero toque das ondas se desmancha e volta a ser exatamente o que era antes, uma quantia insignificante em meio à uma imensidão. Demorei, sim, demorei demais e isso acabou me destruindo.













