Dagon Weswood estava de saco cheio.Tudo bem que era a cozinha dele, e que ali ele era alguma espécie de rei ditador em que, se tivesse um povo, eles cantariam canções de desprezo. Contudo Micah estava passando de todos os limites possíveis. Ele não permitia que o piloto tocasse em algumas panelas específicas... ou qualquer outra quando estava de péssimo humor; não deixava-o fazer uso de temperos, sendo que o mesmo disse: ‘não diga nenhuma receita, siga seu instinto’. “Seguir meus instintos, você diz.” o tom de voz de Dagon denunciava perigo enquanto removia o avental. “Muito bem, Micah-Elie. Então seguirei os meus instintos.”
Embora o alemão fosse cerca de dez centímetros mais alto que ele, o Westwood tinha treinamento militar e muito mais músculos. Consequentemente, não foi difícil neutralizar o rapaz contra a mesa de metal que centralizava a cozinha do restaurante (que ainda bem que ela era presa no chão, pois com a força bruta dos dois corpos masculinos colidindo-se com ela provavelmente a faria atravessar o âmbito). Micah protestou um pouco, mas antes que viesse falar qualquer outra coisa, Dagon fechou a distância de seus lábios como argumento. O inicio meio violento tornou o beijo uma bagunça de dentes e língua, apenas encontrando um ritmo que tornasse aquilo mais calmo alguns segundos após o início. Naquela altura, o alemão já não protestava mais, e Dagon não conseguiu reprimir o pequeno sorriso que surgira. Afastou-se minimamente para dar mais atenção ao pescoço do rapaz, procurando algum ponto mais sensível por ali para que pudesse explorar. “você deve ter gostado de ficar mandando,” mordiscou o lóbulo da orelha dele. “mas agora é a minha vez. Espero que seja obediente.” seu tom baixo era praticamente ditador -- aproveitou a situação para remover o avental de Micah. “e se você não quer envolver sua preciosa cozinha, tem exatamente dez segundos para pensar em outro cômodo para que continuemos isto.” ah, mas deixá-lo pensar claramente seria algo que Dagon não permitiria que acontecesse. Contando os números mentalmente, ocupava sua boca com a cozinheiro, pressionando ainda mais seu corpo contra o do rapaz; as mãos que já não mais prendiam os punhos de Micah estavam livre para passear no corpo do alemão; uma estimulava a ereção alheia sob a calça e a outra se responsabilizara de expôr a barriga do outro enquanto navegava por debaixo de sua camisa. Se o chef viesse se arrepender pela manhã, Dagon não sabia; até lá, iria deliciar-se daquilo e aproveitar enquanto podia.