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@alekreinhardt
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kathdvis:
Balançou a cabeça para os lados, ponderando a fala alheia. Sim, já haviam lhe dito aquilo diversas vezes, mas ninguém parecia realmente entender. “Não é fácil para mim falar… Eu tenho problemas sabe?” Murmurou, rindo fraco, mas sem tirar a concentração do que fazia. “Por exemplo, agora que as traições do meu pai foram descobertas ele está cada vez mais agressivo, com medo de que todo o seu império seja destruído se acontecer o divórcio. Ele desconta em quem? Minha família. Minha mãe? Vive com medo do que pode lhe acontecer e não está errada. E se não bastasse agora está decidido a me fazer terminar com o Aiden.” Virou para Alek, encolhendo os ombros. “Segundo ele, meu namorado mancha o nome da família e eu deveria ficar com alguém que tenha um futuro.” Suspirou triste, antes de voltar a massa, acrescentando o chocolate em pó. Katherine ainda não havia falado sobre com ninguém. Nem mesmo com Piper, ou com Aiden. “Eu sei o que é o mundo e como ele pode ser cruel, mas eu apenas… Não deixo que meus problemas afetem quem eu sou ou a minha maneira de viver, entende? Sou grata pelos meus amigos, e pelas coisas que tenho e quero sempre aproveitar o dia da melhor forma possível. Conhecer pessoas novas, passar vergonha, gargalhar até não poder mais, sentir tudo a flor da pele. Não sabemos o que vai acontecer amanhã, Alek. Se eu tiver que terminar com Aid para protegê-lo…” Dizer aquelas palavras lhe doíam, mas não podia fugir da realidade. “Eu quero ter a certeza de que curti o meu relacionamento o máximo que pude durante esses dias. Quero ser melosa, quero ser apaixonada e é por isso que aconselho a todos vocês a fazerem o mesmo. Deixarem que o sentimento entre.”
“Não, você não explicou.” Respondeu simples, voltando seu olhar para o mais velho enquanto a batedeira fazia seu trabalho. Katherine apenas sabia daquilo porque Liesel havia lhe contado. “Pode explicar agora, se quiser.”
Alek ficou com a sensação de que a Davis tinha algo importante a dizer. Nem sempre o loiro entende a cabeça das mulheres, mas consegue pressentir quando alguma coisa grandiosa está por vir, como os temerosos segundos antes de uma DR. Por isso, voltou totalmente sua atenção para Katherine, neste momento até se esquecendo um pouco da filha no sofá. "Seus pais são desse tipo?" Bufou, balançando a cabeça em uma negativa de lamento. "Eu sinto muito, Kath. Deve ser uma merda." O palavrão veio natural; Alek realmente estava concentrado na Davis, tanto que não lembrou de poupar o ambiente de sua casa. Continuou escutando o que ela dizia, mas apesar do conteúdo positivo de parte das palavras, cruzou a cozinha e tirou de Kath as coisas que ela segurava para, então, tomá-la em um abraço. "Você não vai ter que terminar." Disse com um afago na cintura da moça. "Eu te coloco dentro da minha casa, se preciso." Separou o abraço devagar, mas somente o suficiente para olhar Kath nos olhos. “E te coloco trabalhando para mim na cafeteria. Você vai ter onde viver e como se sustentar, está resolvido.” Brincou, mesmo sabendo que as questões familiares eram bem mais complexas. A vida não se resumia a ter onde morar e em quê trabalhar.
Ele deu alguns passos para o lado, deixando a mulher trabalhar no prato e respirando fundo antes de falar do tema complicado. Manteve um volume de voz mais baixo, agora totalmente consciente da presença de Cami. “Eu não quero que a Cami se apegue a alguém que vai ocupar o papel de madrasta, sem a certeza que essa pessoa vai ficar. Não posso admitir outro abandono de uma figura materna na vida dela.” Fitou de longe a garotinha concentrada na televisão. “Foi por isso que abandonei meu sonho de trabalhar como piloto. Para que ela não corresse o risco de outro abandono, já que voar é perigoso... pela Camille eu faço qualquer coisa, K. Até mesmo me abster de namoros e relacionamentos duradouros.”
chapter one. then there was you... pull me out of the crowd ▪ liesek. valentine’s day.
lcsel:
“I’ll think about that.” dissera por cima do ombro antes de sentar-se, pensando consigo mesma que faria o possível para agradecer bem, independente da forma que fosse. Riu baixo quando ele concordara, alegando que tinha sempre as melhores ideias apenas para descontração. “Uh, eu adoraria poder te dar essa resposta, mas você sabe que nem sempre eu tenho a melhor confirmação do mundo. Talvez eu possa te dar algumas medidas se você me ajudar da mesma forma.” levantou um dos ombros, servindo o vinho nas taças perfeitamente desenhadas. Em seguida, tirou a última blusa de frio que a cobria antes de mostrar uma regata de alças e tecido finos que quase transpareciam por completo a peça em renda que escolhera como sutiã. “Happy Valentine’s Day, sweetheart. You don’t know how glad I feel.” virou-se por completo, apoiando os cotovelos sobre as coxas grossas de Aleksander, já tendo uma das taças em mãos e estendendo a outra a ele. Após tilintar o seu vidro contra o dele, deu um gole no vinho que descera deliciosamente pela garganta, começando a ficar de pé e roçando as pernas contra as dele propositalmente durante o ato, sem esconder que realmente era tentador provocá-lo o quanto pudesse. “Estou perdendo mais alguma surpresa ou não vale a pena vasculhar o resto da cabana?” andou alguns passos para trás, ainda de frente para ele, apontando com a cabeça para as portas que seguiam-se para o interior.
Sorriu com a resposta dada, mantendo a mão perto dos lábios e observando a todo tempo cada movimento de Liesel. Aleksander se perguntava em que exato momento começou a se apaixonar por ela; a partir de que ponto a Schneider se acorrentou em alguma parte mais íntima a ponto de fazê-lo cogitar se comprometer, algo absurdamente raro. Deixaria de ser sua paixão algum dia? Ele esperava que não. "Happy Valentine's Day, babe." Disse, abaixando o olhar para ela; quase não conseguia olhar para outro lugar que não fosse a transparência da regata que ela usava. Ele, vestido com uma blusa de mangas compridas justa, calça jeans e coturno, estava mais vestido do que Liesel, não demoraria a sentir um pouquinho de calor pelo aquecimento que vinha da lareira. Tilintaram as taças e, em seguida, Alek atestou com um gole que aquele vinho era realmente um de qualidade, conforme solicitado repetidas vezes via telefone ao homem que ajeitou a cabana. "Uma cama, uma banheira com bastante espaço para nós dois... temo que só isso." Respondeu depois de provocado pelo roçar das pernas femininas nas suas, inclinando-se ligeiramente para frente e mordendo a parte interna da boca. O Reinhardt pensava, naquele instante, se deveria ter preparado algo mais; se o motivo da pergunta de Liesel era que esperava mais que aquilo dele. Ele pouco sabia como ser um namorado, menos ainda como ser um namorado de alguém como Liesel. "Também vou cozinhar para você esta noite. Seu prato favorito." Pronto, ali estava tudo que tinha. O homem se levantou do sofá devagar, bebendo um gole do vinho antes de caminhar para mais perto de Lis; se caminhasse para o quarto, iria acompanhá-la. “Está faltando algo? Digo, deixei passar alguma coisa?”
fshray:
Aquele era o tipo de reação que adorava quando percebiam que ela ouvia esse tipo de música, não denominando de ‘música de velho’ que sua amiga havia feito por pura brincadeira. ❝ Exatamente. Não subestime meu gosto musical. ❞ Respondeu com uma piscadela, rindo junto dele mas não deixando de ter seu rosto corado levemente. Por algum motivo ela ficava sem graça diante de algumas reações dele. ❝ Ahn, eu não lembro de ter te contado. Mas eu faço aula de canto desde pequena, provavelmente para minha mãe ter mais tempo livre. ❞ Deu de ombros, o comentário saindo automaticamente de seus lábios. Sempre imaginou que a quantidade de coisas que aprendeu em sua infância era um modo para não atrapalhar a matriarca. ❝ Enfim, é um hobbie sabe? Não faço com frequência. Mas naquele dia eu simplesmente fiz. E foi divertido. ❞ Ouvi-lo dizer que gostaria de ter ouvido fez a garota sorrir. ❝ Quem sabe um dia que eu saiba que você esteja por lá eu não decido fazer uma visita a minha amiga? ❞
Ouvir a voz de Camille cantando animada no banco de trás fazia Ray soltar umas risadinhas no meio da música, ainda mais com quando Aleksander resolveu acompanhá-las, os três quase fazendo uma performance dentro do carro. Quando a música terminou, a Fisher bateu palmas. ❝ Belos cantores que temos por aqui. ❞ Comentou brincando quando percebeu que começou a tocar ‘Hakuna Matata’ e sendo uma de suas músicas favoritas, sua voz saiu um pouco mais alta quando cantou a outra música.
“Que isso, hein garota? Quem te olha assim, vestida como uma das princesas da Disney que a Cami adora, não imagina que tem uma Mariah Carey na sua playlist. Esperei por música clássica, jazz, talvez até um indie...” Ele zombou, escondendo que na verdade só pediu para ela colocar uma playlist porque tinha receio de que a sua fosse zombada. “Entendi, apesar de não entender realmente o porquê de uma mãe desejar afastar uma filha.” Alek era de família tradicional, as relações afetivas e os vínculos eram priorizados e até mesmo sacralizados entre os Reinhardt. “Pode ser, pode ser. Como se chama o restaurante? Se for um daqueles de granfinos, pode esquecer. Eu sou um cara modesto, classe média, com várias contas para pagar, miss Fisher. Várias mesmo.” Riu-se com seus problemas reais e quase preocupantes. A parte boa de não poder flertar com alguém é se desobrigar de parecer perfeito e poder admitir coisas como aquela.
Quando começou a tocar Hakuna Matata, Alek deu outra risada. Esta música também sabia de cor. Era seu filme favorito da Disney, aliás. Porém, já estavam praticamente na rua da festa de aniversário e não teriam muito tempo para aproveitar a canção. “Estamos chegando... Lembre-se, querida, o papai e a Ray vão ficar só um pouquinho.”
fshray:
Assim que Camille foi posta no chão e esticou a mão na direção de Raynna, a garota segurou prontamente e dando um sorriso para a pequena. Quem observasse de longe veria uma família feliz que havia resolvido para um dia na rua para se divertir. O caminho não foi muito longe e logo a criança estava sendo colocada na cadeirinha no banco de trás e a Fisher agradeceu o gesto do homem com um balançar de cabeça quando entrou no lado do passageiro e sentou, colocando o cinto. ❝ Ah, tudo bem. Obrigada. ❞ Agradeceu mais uma vez, procurando seu celular dentro da bolsa. Depois que conectou com o carro, seus dedos foram procurar pelo seu aplicativo de música e acidentalmente colocou a última música que ouvia para tocar. A melodia que estorou no auto falante do carro fez Ray rir sozinha. ❝ Você acredita que eu cantei essa música outro dia desses no restaurante que uma amiga minha trabalha? Eu cantei e ela tocou piano. Eu nem sei porque fiz aquilo mas ficou muito lindo. ❞ Explicou a ele antes de ouvir a pequena lá trás pedir pela playlist que tinham feito juntas. ❝ Tudo bem, tudo bem. Só um momento. ❞ Riu e tirou a música que tocava, procurando então para não demorar começar a tocar as músicas dos filmes e séries da Disney, a primeira sendo “Love Is An Open Door”, do Frozen. ❝ Quero você se você cantar ein, Mille. ❞ Implicou com a menina olhando para trás por alguns segundos antes de voltar para seu lugar e rir baixo, olhando Alek de canto antes de voltar sua atenção para a estrada e cantar baixinho a música.
Aleksander poderia ter batido o carro com a surpresa que levou quando a voz forte de uma emocionada Mariah Carey tocou alto nos altos falantes. "Cara...mba. Against All Odds! Um clássico!" Ele deu uma gargalhada alta, por sorte tinha parado em um semáforo e assim podia olhar para Raynna enquanto ela contava sobre ter cantado esta música em um restaurante. "E desde quando você canta? Eu já sabia disso?" Questionou, genuinamente interessado, sem saber se sua memória estava lhe traindo mais uma vez. "Poxa, eu faria absolutamente qualquer coisa para estar presente nesse restaurante e ter visto isso..." Sorriu largo, sentindo no canto de seu campo visual que o sinal mudara de cor para verde.
Ah, as duas, criança e babá tinham feito uma playlist juntas. Agora Alek entendeu o que Camille quis dizer dias atrás quando pedia insistentemente por uma tal de lista, apontando para o telefone celular. Fitou a filha pelo retrovisor central. Ela se agitava para a esquerda e para a direita com a música do Frozen e Alek deu uma leve risada consigo mesmo pensando que poderia ele mesmo dublar aquele filme sozinho, tantas foram as vezes que precisou assistir com Cami. Ele tamborilou os dedos no volante e cantou junto com as duas moças; era impossível, a melodia é praticamente um chiclete.
fshray:
Com aquela confissão, Raynna ficou imaginando Alek sentado no sofá da casa dele com Camille na sua frente e ele explicando com calma o que ela poderia e não poderia fazer. Tal cena fez a garota rir e virar na direção da mais nova. ❝ Então eu acho que isso merece uma estrelinha para o nosso quadro pelo bom comportamento, hm? ❞ Ergueu uma sobrancelha, sorrindo largo em seguida com a animação da pequena no colo do pai. As duas haviam feito um quadro onde teria espaços para colocar estrelinhas. Cada comportamento positivo de Camille, Raynna ia lá e colocava uma estrela, assim como também tirava se a menina fazia algo de errado. A Fisher tinha prometido que dar um presente a ela quando completasse todo o quadro. ❝ Pelo menos o pai tonto tem uma boa memória de última hora e vai fazer a filha feliz. ❞ Brincou com ele, observando os dois conversando por um momento, soltando uma risadinha em seguida com o comentário sobre a Julia. Estava prestes então a se despedir dos dois quando a criança fez a pergunta e seus olhos arregalaram brevemente com a surpresa. O certo seria recusar, afinal, Raynna havia passado parte da manhã e da tarde com a menina, não queria mais roubá-la do pai. Mas pelo outro lado, a família Reinhardt tinha alguma que a fazia não querer se afastar. Com um sorriso, a loira assentiu brevemente. ❝ Será um prazer acompanhar vocês. ❞ Anunciou, virando para o carro para deixar a bolsa da dança na parte de trás, pegando apenas sua bolsa com documentos. ❝ George, eu vou com ele. Qualquer coisa, eu te ligo. ❞ Viu o motorista assentir e se afastou para que ele pudesse partir. Aproximando-se novamente de Camille e Alek, sorriu. ❝ A gente chega lá, eu danço uma música com você e depois eu e seu pai vamos embora. Combinado? ❞
Aleksander mal percebeu que tinha franzido sutilmente o cenho quando Raynna mencionou o quadro de estrelinhas. Estava mais uma vez comparando a forma com a qual Ray tratava Cami com a forma que imaginava que seria o jeito de Adeline criar a menina. Era impossível não se encontrar melancólico vez ou outra por saber que Ade foi privada de ver a filha crescer. Ele sabia o tanto que ela adorava a criança, como olhava para ela como se fosse a joia mais cara de uma coroa. "É. Pelo menos..." Repetiu com ares de alívio, emendando em uma risada simples. Alek percebeu a alegria da filha quando Ray concordou em acompanhá-los e deixou a garotinha no chão a pedido dela. Queria dar as mãos para os dois, para o pai e para a babá, no caminho até o carro. E assim foram, os três de mãos dadas, alguns passos depois de Cami concordar com a proposta feita pela Fisher. Alek estava com seu Honda Civic e no banco de trás tinha instalada uma cadeirinha para a loirinha de olhos claros. Ele colocou a menina lá e, depois de se certificar que Ray estava bem acomodada no banco do passageiro, veio até a direção. Deu a partida rumo à casa da amiguinha Julia. "Pode escolher a música, se quiser... só conectar seu celular ao carro. Fique à vontade.", falou para Raynna enquanto tomava a esquerda, ultrapassando um motorista que dirigia absurdamente mal.
kathdvis:
“Ela mesma.” Respondeu, quebrando os ovos e separando as claras da gema. Queria fazer um pão de ló daquela vez, ficaria mais gostoso. “Aria é extremamente divertida, achei que combinaria com você.” Explicou simples, ignorando o olhar de repreensão. Em sua mente, como uma boa amiga, deveria procurar pessoas para seus outros amigos, principalmente quando pareciam encalhados como Alek. “Como assim não vai me contar tudo?” Questionou virando o rosto para o homem e o encarando com firmeza. Qual era o problema em dar míseros detalhes, afinal? Ela dava e nem precisavam pedir. “E você é como o Chandler Bing no começo de Friends.” Katherine estava pegando aquela mania de comparar seus conhecidos com personagens da série. “Ele tinha medo de compromisso. No entanto, no final de tudo ele acaba feliz e com dois filhos.” Sorriu confiante para Aleksander, antes de voltar sua atenção a massa do bolo, começando a bater as claras já separadas. “Apenas não te deixo roubar meu casal, porque eu e Aiden já somos Monica e Chandler. Don’t worry, vai dar tudo certo. Ficar pensando assim apenas vai te deixar ainda mais inseguro. Apenas aproveite a felicidade enquanto pode, meu amigo. Se apaixonar é maravilhoso.” Realmente era. Ainda que tivesse vezes que Kath acabasse decepcionada, ela não deixaria de acreditar naquilo. Os momentos bons supriam os ruins. “E será natural.” Franziu o cenho ao escutar o questionamento do amigo. “Você é realmente velho, não? Sim é a junção dos nomes. Pensei em fazer camisetas também, o que acha?” Brincou, rindo alto em seguida. Seria divertido aparecer com camisetas com a junção do nome dos amigos. Deveria fazer uma pegadinha com eles qualquer dia desses.
"Ela é divertida. Nos conhecemos na cafeteria dia desses. E acho que até combinaria sim, se não existisse a Liesel e tal." Sorriu minimamente, puxando um cantinho da boca. Alek não entendeu absolutamente nada quando Kath passou a discursar sobre Friends; assistia somente Game of Thrones e Vikings. Nada mais. "É fácil para você falar, você enxerga o mundo com lentes coloridas, K. Já te disseram isso que eu 'tô ligado. A mulher mais romântica, arco íris e unicórnios de todo o estado de Nova Iorque."
"Pelo amor de Deus, não. Eu te dou os detalhes, se quiser, mas nem me apareça com nada vergonhoso tipo camisetas. Lis e eu começamos a ficar sem querer, casual mesmo. Nos conhecemos em uma festa, não sei, bar. Acho que era um aniversário de um amigo meu, I don't know." A memória do Reinhardt não era sua melhor característica. "Aí na segunda vez já, eu acho, mandei a real pra ela... Disse que tinha uma filha, mas que minha filha não conhece minhas namoradas, por causa da morte da Adeline e tal. Já te expliquei isso, né?" Ele esperava que sim, mas não se lembrava de ter explicado.
miakxng:
Por sorte, Mia não trabalharia naquele fim de tarde; embora isso não significasse que ela não teria nada para fazer — pois tinha, e muito. Por começar, uma entrevista para o seu primeiro emprego de babá em alguns meses. Estava animada, afinal, se pudesse optar entre os trabalhos domésticos e os com as crianças, certamente escolheria o posterior sem hesitar. Arrumou-se tão bem quanto o frio permitia, sempre disposta a a apresentar a melhor versão de si mesma, e pegou um táxi que a levaria até a cafeteria em Manhattan. Após algum tempo conversando com o motorista e assistindo à passagem de cenários pela janela, desceu a alguns metros do local; agradecendo ao homem do táxi pela viagem.
Com as mãos congelando nos bolsos do casaco, seguiu pela rua em passos lentos até a cafeteria. Tentava ocupar a mente e afastá-la do nervosismo, distraindo-se com o ato infantil de inspirar e expirar só para ver a respiração sair condessada de sua boca. — You got this, Mia — murmurou o incentivo, dando alguns pulinhos no lugar quando já se encontrava frente à fachada do estabelecimento. Mesmo depois de tantas entrevistas, ela ainda ficava receosa. Respirou fundo e abriu a porta, adentrando o recinto aquecido. Aproveitou a temperatura ambiente para tirar o casaco e o gorro, e assim que o fez, aproximou-se da bancada. — Com licença, você é Aleksander?
@alekreinhardt
Realmente vinha se preocupando com o afeto que Camille nutria cada vez mais por Raynna Fisher. Existia algo de muito óbvio ali, que Alek não poderia mais negar ou fingir não perceber. Raynna era mulher muito bonita, inteligente e carinhosa por quem já tivera significativo interesse em um passado não tão distante assim. Além disso, ela tinha dinheiro, o que a desobrigava da necessidade de ocupar o cargo de babá por necessidades financeiras, como as babás normais do mercado. Agora que Alek estava em um relacionamento sério e que tinha se proposto a ser um homem honesto e de uma mulher só, não podia deixar essa situação se agravar a ponto de se tornar um problema para ele e Liesel. É claro que não afastaria Camille da babá que tanto adorava, mas poderia diminuir significativamente o tempo que a criança passava com Ray. Se tivesse sorte, daria certo.
É por isso que estava andando apressado pelas ruas de Nova Iorque para chegar à cafeteria. Tinha anunciado em um grupo de pais solteiros do WhatsApp que estava precisando de uma babá e alguém lhe indicou aquela a quem iria entrevistar no final da tarde. Todavia, acabou se envolvendo em problemas com fornecedores de trigo e afins, acabando por se embolar um pouco, quase chegando atrasado. Foi a conta do dono entrar na cafeteria, que fica localizada em local estratégico na First Avenue, tirar o casaco, cumprimentar os funcionários presentes para, então, escutar o barulho da porta por onde a mulher entrou. Diabos. Não podia ser alguém de aparência desagradável? “Opa. Sim. Aleksander Reinhardt. É um prazer conhecê-la.” Abaixou os olhos para o casaco e o gorro nas mãos da mulher, por alguns segundos imóvel, sem nada fazer, apenas recuperando o fôlego por ter andado depressa demais algumas ruas até ali. “Vem, podemos conversar nos fundos. Esse horário aqui é bem cheio.” Reagiu finalmente. Saiu de trás do balcão e caminhou um passo à frente da candidata, chamando-a para adentrar o estabelecimento no espaço depois da cozinha, permitido somente para funcionários. “Desculpa, eu precisei correr um pouquinho para não me atrasar. Minha vida anda uma loucura nos últimos tempos, de verdade.” Enquanto andavam até a pequena mesa nos fundos, tentava se lembrar do nome e sobrenome daquela candidata em específico, mas a memória não colaborava em nada.
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lcsel:
Ela pensara bem antes de dar ou não corda para o pequeno incômodo na voz do homem. Se ela resolvesse explicar, acabariam discutindo e estavam apenas começando um dos vários feriados que teriam por vir e ela não queria que acabasse tornando-se algo tremendamente chato e, pior ainda, ficar aborrecida com Aleksander, o que era muito comum quando ele tinha alguns pequenos surtos de ciúmes. Ademais, o cenário em que se encontrava agora, assim como a proximidade com ele, a prendiam mais ainda. Riu pelo nariz quando ele confirmou, negando com a cabeça. “Hell yeah. Vou precisar agradecê-lo pessoalmente… ou quem estiver por trás disso.” piscou para ele, dando um leve gemido em seguida. “Seria ganancia demais querer tudo isso ao mesmo tempo? Talvez possamos seguir a ordem cronológica ou deixar as malas guardadas aqui mesmo e beber enquanto eu tiro as minhas roupas.” disse em tom provocativo, uma vez que ele sequer havia mencionado algo sobre as próprias. Sabia que aquilo era apenas uma brincadeira, mas ela não ousaria em perder uma oportunidade sequer de rebater provocação. “E te dou um tempinho para pensar em se juntar a mim.” deu de ombros, ao mesmo tempo em que dava as costas para ele e tirava o casaco, jogando-o sobre o sofá mais próximo para dirigir-se às almofadas ao redor da mesa de centro onde o vinho estava ao lado de taças.
Checou todo o ambiente conforme ajeitava as malas no canto da sala de madeira. As flores estavam lá, o vinho, a lareira acesa, bem como as compras cuja lista preparou e deu ao homem para que comprasse. É claro que tudo aquilo tinha lhe custado uma nota preta que não sairia facilmente e sem dor do seu bolso como saem dos bolsos dos riquinhos do UES, mas achava que por Liesel o esforço valia a pena. Precisava tentar ser um homem direito uma vez na vida que seja e aquela mulher era sua melhor aposta. "Eu prefiro que você agradeça a mente pensante por trás de tudo." Falou com um sorriso ladino depois de uma caretinha em que franziu o nariz, entregando a brincadeira por fim. Aleksander cruzou os braços na altura do peito ao ver a namorada se adiantar para o vinho, mordendo o lábio inferior para prender uma risada ao mesmo tempo em que a observava com curiosidade. "Pensando bem, acho que as malas estão bem onde estão e podemos começar abrindo esse vinho." Descruzou os braços e, depois de devagar tirar a jaqueta que vestia para que não ficasse do avesso, se sentou esparramado no sofá, bem ao lado dos dois casacos, propositalmente não indo na direção das almofadas. "E talvez você possa me ajudar a testar a temperatura... sabe como, amor? Tirando a roupa e me dizendo se sente frio.” Permitiu-se brincar também, contendo a vontade de checar o resto da cabana para saber se realmente estava tudo conforme arranjado.
fshray:
A garota simplesmente amava a relação que o homem tinha com sua filha. Talvez por não ter tido o mesmo quando era da idade de Camille, sempre que encontrava pais e filhos na rua Raynna observava suas relações e as vezes pegava-se imaginando como teria sido divertido se o Fisher tivesse feito o mesmo com ela. O modo carinhoso como Alek chamou a filha fez Ray dar uma pequena risada. ❝ Faço o que posso.❞ Deu de ombros brincando e sorriu logo depois. ❝ É aula mesmo. E sim ocorreu tudo bem. A Mille ficou sentada quietinha no canto da sala assistindo e ainda comeu o lanche todo que eu trouxe para ela. ❞ Informou ao mais velho para que ele pudesse saber que a pequena estava alimentada. Ouvindo ela falar para o pai das piruetas, dos levantamentos e da coreografias, Raynna chegou até o carro da família e abriu a porta. ❝ Vamos, eu te dou uma carona. ❞
Olhou para o rostinho da filha em seu colo e sorriu orgulhoso. “Que alívio então... ontem conversamos sobre não fazer a tia Raynna passar vergonha na frente dos ‘coleguinhas de escola’ dela, não foi filha?” A menininha fez que sim com a cabeça, ao passo que o ex-piloto deu uma risada e buscou o rosto da babá. “Na verdade, eu estou de carro. Preciso deixar a pequena em uma festinha de aniversário que eu, o pai tonto, esqueci que era hoje. É aniversário da Julia, você quer ir?” A última frase direcionou para Camille. “Siiiiiiiiim! Vai ter pula-pula?” Alek fez como se estivesse pensando. “Acho que vai ter mais de um pula-pula. Julia’s a show off.” Desta vez a última frase ele endereçou à Ray. Camille, que não entendia o significado de show off, ficou mais que animada com a possibilidade de mais de um pula-pula. “A tia Raynna pode ir?” Perguntou ao seu pai, surpreendendo o homem. “Bem... ela pode, se quiser. Mas nós, adultos, não podemos ficar muito tempo por lá... é uma festa para crianças. Aí tem que ver se a tia Raynna vai querer ir para ficar só um pouquinho, né?”
Clémence Poésy as Adeline Lefèvre.
✡ August, 1985. ✞ September, 2013.
“His soul sat up. It met me. Those kinds of souls always do - the best ones. The ones who rise up and say "I know who you are and I am ready. Not that I want to go, of course, but I will come." Those souls are always light because more of them have been put out. More of them have already found their way to other places.” ― Markus Zusak, The Book Thief
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lcsel:
Ela ergueu uma sobrancelha, unida com um meio sorriso, sabendo que ele não enjoaria de ouvir detalhes se ela os desse. Sabia, principalmente, que havia uma pequena curiosidade enciumada por trás daquilo. “Não, não dessa vez. Foi em outra passada e digamos que talvez e tenha dado algum prejuízo para rodízios de comida e bares.” deu de ombros, piscando para ele ates de bater a porta para segui-lo. A expressão voltou à amargura, embora ela não quisesse trazer aquilo à tona. Não naquele dia. “Talvez porque já estão com a sensação de dever cumprido por aqui. Eu não tinha muito o que fazer além de aceitar.” abaixou o olhar enquanto esperava para que o porta-malas fosse aberto. Eram poucas as bagagens de forma que até mesmo ela poderia levar tudo em uma só viagem; quando Aleksander indicou que carregaria tudo, ela negou com a cabeça rapidamente e pegou uma das bolsas e algumas das poucas sacolas que ela mesma havia providenciado. “No fucking way.” fez uma careta a ele, sendo o tom de brincadeira completamente evidente. Foi à frente, agora esperando por algo. Ela tentaria fazer alguma piada sobre dormir com ratos ou algo do tipo, mas não queria estragar o momento de Alek, tampouco a sua expectativa que havia aumentado. “Eu espero que ele tenha limpado bem os móveis para não termos que fazer isso.” disse após pensar, indo até a porta. A maçaneta girou em sua mão e ela pôde sentir o cheiro de madeira e o calor interior, sentindo-se extremamente confortável de imediato. Passaria reto se não tivesse notado o chão decorado por algo que não era madeira, assim como a mesa e a sala. A boca semi-aberta em um sorriso de surpresa não negava que de todas as coisas do mundo, ela não esperava por aquilo. Lentamente, deixou o que carregava no chão e caminhou ao redor. “O responsável… fez isso?” apontou para o ambiente, voltando-se para ele com os olhos denunciando todo o misto de sentimentos que corriam por si. “Oh my God, Alek… You didn’t have to…” disse devagar, embora ela quisesse dizer que, na verdade, era mais do que o suficiente. Se já estava feliz com a casa, não podia dizer sobre como estava à respeito da primeira coisa realmente romântica que já tivera na vida. “You’re the best valentine ever, you know that?” aproximou-se dele em seguida, pousando as mãos sobre a cintura do mesmo para ficar nas pontas dos pés e levar os lábios contra o dele, quase temendo que ele pudesse sentir a pulsação rápida.
Aleksander trocou com ela um sorriso contido, como se partilhassem um segredo, quase unindo as sobrancelhas em um pedido silencioso de desculpas. Não poderia conter os ciúmes e já avisou a mulher mais de uma vez sobre este aspecto de sua personalidade. "Entendo." Foi tudo o que comentou, apesar da mente correr pelos bares, imaginando os noruegueses interessados em sua namorada. Ele realmente não podia evitar. Com sua próxima pergunta em pauta, o homem registrou a angústia no olhar de Liesel e pensou que aquela frase que teve por resposta continha uma dor com a qual ele não poderia simpatizar. Seu pai e sua mãe sempre foram muito unidos e, filho único, recebe atenção constante, bem como o apoio na criação de Camille. Pensando que retomaria o assunto mais tarde, quando estivessem mais à vontade, fez uma careta rápida para Liesel quando ela lhe tomou uma das malas. Era uma mulher moderna e talvez teriam alguns embates por isso no novo relacionamento. "Eu também espero." Ele respondeu, mas só por brincadeira. Sabia por fato que pessoas devidamente pagas limparam o local; sua incerteza realmente se referia à ambientação que ele pediu ao homem para fazer por ele, mesmo tendo comprado tudo. O calor da cabana trouxe um sorriso suave aos lábios de Alek e, depois de entrar, posicionou-se ao lado da porta, agora com essa fechada por ele mesmo. Deixou as malas no chão e observou atentamente a reação da mulher. Graças a Deus o homem tinha feito exatamente do jeito como Alek recomendou muitas vezes ao telefone e também por e-mail. "Yes, he did. Cara incrível, não é?" Deu uma leve risada. Preparou-se para receber Liesel, envolvendo o rosto dela com as duas mãos e deixou os lábios se unirem aos dela em um beijo. A frase dita pela namorada ressoando em sua mente, porque ele realmente tinha medo de não ser um bom valentine. O receio era real e crescia a cada dia, conforme o sentimento por ela também crescia. Ele afastou os lábios após o beijo e fitou o rosto feminino. "Você vai querer guardar as malas, beber um pouco... ou devo tirar suas roupas agora mesmo? Não tenho objeções quanto a nenhuma das opções, apesar de talvez preferir um pouquinho a última."
kathdvis:
Assentiu esperando por Alek distrair a filha e continuou a separar os ingredientes que usaria para o bolo. Faria o sabor favorito de Camille. “Sei.” Respondeu o outro, rolando os olhos. “Mas mesmo assim devia ter me contado. Eu estava crente de que você era um velho solteirão encalhado, ainda que parecesse um deus grego. Quase que furo o olho da minha amiga te arranjando outra.” O acusou, lembrando-se que pretendia juntá-lo com Aria, antes de Liesel lhe contar sobre o envolvimento com o mais velho. “Mas agora é sério, certo?” Questionou começando a massa do bolo. Ao menos pelas conversas que tinha com Liesel parecia ser sério. Ela gostava de verdade de Alek. “Pode começar a me contar tudo.” Katherine adorava uma boa história de amor e a amiga ainda não tinha te dado todos os detalhes que deveria. “Quero desde quando se conheceram até a situação atual. Já pediu ela em casamento?” Questionou, claro que em brincadeira, mas aquilo não tirava a veracidade do fato que queria saber de tudo que envolvia os dois. “Estou pensando em Liesalek, o que acha?”
Alek sorriu com discrição ao ver Katherine escolher os ingredientes para um bolo de chocolate, o favorito da filha. Era por este e outros motivos que mantinha com Kath aquela amizade improvável, tão incomuns e separados por uma diferença de idade considerável. “Eu estou sabendo disso aí, aliás. Aria Moirai. Ela me contou.” Ele ergueu uma das sobrancelhas grossas, como se estivesse repreendendo a Davis, mas só por brincadeira. Apoiou as costas na bancada de mármore da cozinha e cruzou os braços na altura do peito. “Você é a pessoa mais curiosa que eu conheço, definitivamente. Não vou contar tudo e nada de falar sobre casamento ainda. Eu nunca me casei, Kath. Não namorei direito por mais de quatro meses, nada. Nem mesmo com a mãe da Cami tive um relacionamento sério. ‘Tá sendo tudo muito novo. Não é natural pra mim... eu até... fico esperando pelo momento em que vou estragar tudo.”
“Liesalek? O que vem a ser isso? Uma junção dos nossos nomes?” Questionou com sorriso mínimo e semblante confuso. Não estava familiarizado com as manias dos jovens.
fazmiaumiau:
“Te admiro por isso” ela o respondeu com profunda sinceridade, mantendo um sorriso em seus lábios. Não conseguia imaginar ‘se virando’ com crianças, mas achava incrível quem conseguia tal proeza. “Ah, que ótimo! Ainda bem que você tem essas pessoas. Não deve ser fácil cuidar de uma filha e de um lugar desses ao mesmo tempo” contatou, olhando ao redor. O café não era lotado, mas era evidente que muitos apreciavam as bebidas preparadas ali. “Eu voltarei, não se preocupe. Sou viciada em café, não vivo sem. Então acho que ainda vamos nos cruzar muitas vezes”
Viu o sorriso nos lábios da mulher, junto com aquelas palavras, e automaticamente sua mente comparou Amelia com Liesel. Ele se perguntou o quão difícil deve ter sido para a namorada não insistir em conhecer Camille por todo o tempo em que estiveram mantendo o relacionamento informal, visto que a menina é tão importante na vida dele. “Espero que sim. Vou me certificar que caprichem nos seus pedidos. Bem... eu acho que preciso atender meu próximo cliente. Te vejo por aí então?”
Devido a convivência com a coreógrafa e bailarina profissional da NYDA, Justine tinha sua confiança para que pudesse cuidar do estúdio quando ela precisava se ausentar. Olhando para o grande relógio da parede, indicando sete horas da noite, a loira pairou desajeitadamente na entrada, se deparando com alguém sentado no banco de espera, próximo ao balcão. A bailarina mordeu a bochecha antes de se pronunciar, confusa. ❛ Eu posso ajudá-lx…? Estamos quase fechando. ❜
Já tinham se passado quarenta minutos desde a hora combinada com a babá de Camille para trazer a garotinha até o pai no local marcado. Ao ouvir que a menina tinha frequentado algumas aulas de Raynna, a segunda babá também quis mostrar a ela suas próprias aulas --- qual é o problema de Aleksander para conseguir babás que não dançam? ---, mas até o momento parecia que a moça tinha esquecido ou sabe-se lá o quê. Ele mandava a sétima mensagem para a mulher quando ouviu uma voz feminina. Ergueu o rosto e procurou não parecer um completo maluco. “Sorry. Uh. Eu estou esperando por uma pessoa. É a babá da minha filha... Barbara é o nome dela. Barbara Houston. Você a conhece? Acho que ela está com a minha menina aí, em uma das aulas. Assim eu espero, pelo menos, se não vou ter de acionar a polícia.” Apesar das palavras ditas com certo humor, Alek estava de fato preocupado.
kathdvis:
Katherine estava pronta para responder que sobrara já que o bolo havia acabado de sair do forno, quando ouviu a sugestão de Alek, o encarando com os olhos semicerrados. Era claro que Camille ia querer o bolo. “Eu não acredito que você vai me trair assim, Mille!” Fingiu estar decepcionada com a loirinha, mas logo um sorriso fora aberto em seus lábios com a risada alheia. “Tudo bem, tia Kath pode fazer esse esforço. Se ela puder levar metade do bolo para a casa, principalmente…” Arqueou a sobrancelha para o mais velho, sorrindo de maneira divertida. “Então vamos de uma vez!” Disse, levantando-se do chão em um pulo e esperando por Camille pegando na mão da pequena e caminhando com ela até a cozinha. “Será que Senhora Miller vai ficar bem sozinha?” Questionou fingindo uma expressão preocupada. Katherine se achava boa com crianças pela sua facilidade em conseguir entrar na brincadeira delas. Sentia que elas não gostavam de serem tratadas como crianças de fato, precisava levar a sério o que inventavam e ela sabia como fazer aquilo tranquilamente. “Por que o papai não vai pegar a Senhora Miller para a gente?” Sugeriu encarando Alek sugestivamente. Usaria aquilo como uma pequena vingança. “Vamos Mille, vem lavar as mãos que hoje você vai me ajudar.” Se deu a liberdade de decidir, pegando a pequena no colo e ligando a torneira para ela lavar as mãozinhas. “Esfrega bem. Não quero ver sujeira aí!” Riu, esperando pela garota finalizar para lavar as suas próprias. “Alek queria falar com você…” Começou, enquanto procurava pelos ingredientes pela cozinha. “Por que nunca me contou sobre a Liesel?”
Segurou uma risada com a cena que se seguiu, sabendo que tinha sim executado uma estratégia para fazer com que Katherine cozinhasse para eles. “Metade do que sobrar, né? Neste caso, até pode.” Riu-se, erguendo seu corpo pesado do chão logo depois da mulher. Alek ia seguindo as duas moças quando Kath o fez retornar. Com uma risada, ele respondeu: “Ei, não guarde rancor. A gente ama o bolo da tia Kath, é só isso!”
Foi buscar a tal Senhora Miller no quarto da filha, mas acabou demorando alguns minutos, enviando algumas mensagens no celular para alguns fornecedores antes de retornar à cozinha. Chegando lá, escutou a pergunta de Katherine e apontou para Camille com a cabeça, fazendo uma caretinha. Ele distrairia a garota antes de tocar em qualquer assunto que envolva a nova madrasta dela. Por isso, a tomou no colo e cantando com ela a música de seu desenho favorito, a colocou na frente da televisão. Uma vez tendo retornado para perto da amiga, se pôs a responder. “Porque não era para contar, sua curiosa. Não era sério. Era só... você sabe.”