Esse é Milo Suthipong , 28 anos, perambulando pelos corredores de thornhill? antigamente ele era conhecido como O Outsider, mas hoje em dia é um botânico. eu me lembro de sua disposição cordial e genuína mas também de seu temperamento apático e dissimulado. eu espero que apelido ache seu caminho para fora desses portões. (Joss Wayar)
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Milo nasceu em Londres, mas cresceu imerso nas tradições tailandesas que seus pais se esforçaram para preservar. O sr. Suthipong o ensinou tailandês na infância, mas com o tempo ele perdeu a fluência. No entanto, algumas palavras e expressões continuam a surgir em momentos de emoção ou nostalgia.
Crescer na propriedade dos Thornhill teve dois lados: o acesso ao conhecimento e aos livros era um privilégio raro para um filho de empregados, mas ele também enfrentava o peso constante - e frustrante - das comparações com aqueles que tinham uma vida mais confortável e sem tantas barreiras sociais.
Milo percebeu sua sexualidade ainda no início da adolescência, mas a aceitação foi um caminho longo e solitário. O medo de ser julgado pela sociedade e pela própria família o levou a tentar se encaixar, o que resultou em namoros que nunca prosperaram. Seu maior conflito interno era equilibrar o desejo de ser verdadeiro com o medo de rejeição.
Durante a juventude, Milo teve pequenas paixões não correspondidas por amigos ou conhecidos, mas nunca teve coragem de revelar seus sentimentos, optando pelo silêncio como forma de proteção.
Milo é conhecido por suas aulas inovadoras de botânica. Em vez de confiná-las a salas de aula, ele prefere levar os alunos para o ar livre, incentivando-os a tocar, sentir e compreender a natureza. Para ele, a conexão com o ambiente é a chave para o aprendizado verdadeiro.
Apesar de sua expressão apática e distante, Milo tem uma conexão especial com crianças e animais, que parecem instintivamente atraídos por sua presença tranquila. Ele não admite abertamente, mas adora a companhia deles e sente-se mais confortável com esses encontros do que com interações adultas.
O amuleto budista que sua mãe lhe deu na infância é um de seus maiores tesouros. Ele acredita que o objeto não só o protege, mas também simboliza sua ligação inquebrável com suas raízes culturais.
A prática da meditação, ensinada por seu pai, é um hábito que ele mantém diariamente. Esses momentos são seu refúgio mental, ajudando-o a encontrar equilíbrio em meio às pressões internas e externas.
Milo é um verdadeiro outsider, marcado por sua origem como descendente de imigrantes siameses (atual Tailândia). Ele cresceu em Thornhill, uma cidade onde as diferenças culturais e de classe social são acentuadas, tornando-o constantemente consciente de sua posição como estrangeiro. Essa condição moldou seu caráter e fortaleceu sua determinação em preservar suas raízes, mesmo em meio às pressões de assimilação.
Com orgulho inabalável, Milo carrega consigo a rica herança cultural de seus ancestrais. Ele pratica o budismo com devoção, encontrando equilíbrio e sabedoria em seus ensinamentos, e adorna-se com vestes que mesclam elementos siameses com toques do estilo europeu, criando uma aparência única e autêntica. Seu modo de vestir é mais do que um gosto estético; é uma afirmação de identidade em uma terra onde ele muitas vezes sente ser um estranho.
A vida de Milo é guiada por seu profundo desejo de liberdade. Ele rejeita a ideia de estar confinado, seja em espaços físicos ou dentro das rígidas convenções sociais que observa ao seu redor. Como botânico, ele encontra propósito em compartilhar seu conhecimento e sua paixão pela natureza, inspirando aqueles ao seu redor a valorizar o mundo natural. Ainda assim, ele permanece apático e desinteressado em tudo que não desperta sua atenção ou curiosidade.
Apesar de sua contribuição significativa para a sociedade, Milo mantém uma postura reservada e solitária. Ele prefere a companhia das plantas e do ar livre à interação humana. Sua personalidade única e distante, raramente permitindo que alguém se aproxime o suficiente para conhecê-lo verdadeiramente. Para muitos, Milo é um enigma — um forasteiro que escolheu trilhar seu próprio caminho em um mundo que frequentemente tenta moldá-lo de outra forma.
O coração de Milo se divide entre os jardins e a floresta de Thornhill, locais que marcaram profundamente sua infância. Ele passou momentos preciosos ao lado de seu pai, o velho sr. Suthipong, cuidando dos jardins e aprendendo sobre as plantas. Foi nesses espaços que ele descobriu sua paixão pela botânica, desenvolvendo um olhar atento para identificar e cuidar das diversas espécies. Esses lugares não são apenas cenários de suas memórias mais queridas, mas também o ponto de partida para seu sonho de se tornar botânico, inspirado pelo amor e pelo conhecimento que floresceram ali.
ความกลัวต่อความเป็นจริง — 𝖙𝖍𝖊 𝖋𝖊𝖆𝖗 𝖔𝖋 𝖗𝖊𝖆𝖑𝖎𝖙𝖞.
O maior temor de Milo é também a fonte de sua maior raiva: ser considerado inferior em relação aos outros.
Como filho de imigrantes siameses, estrangeiro em uma terra de tradições diferentes, e vindo de uma família de empregados, ele enfrentou preconceitos e olhares de superioridade desde cedo. Essa sensação de ser constantemente subestimado ou visto como alguém à margem da sociedade assombra sua mente e reforça seu isolamento. Mais do que qualquer rejeição explícita, é a sutileza dos julgamentos alheios e o peso das expectativas que o atormentam, alimentando sua determinação de permanecer fiel a si mesmo, mesmo em meio à adversidade.
Além de seus outros temores, Milo carrega um medo profundo relacionado à sua sexualidade. Ser gay é um dilema que ele enfrenta tanto internamente quanto externamente, um aspecto de si mesmo que o deixou dividido por muito tempo.
Aceitar seus desejos por pessoas do mesmo sexo foi uma jornada dolorosa, marcada por uma homofobia internalizada que ele cultivou por anos. Ele frequentemente se perguntava: por que logo ele não podia ser “normal”? Não bastava já ser um imigrante e pobre, ele também precisava carregar mais esse peso em uma sociedade londrina tão rígida e preconceituosa?
O medo da rejeição o consumia. Ele temia a reação de seus pais, a opinião das famílias de seus alunos e, acima de tudo, o julgamento implacável das pessoas ao seu redor. Para Milo, ser quem ele realmente era parecia apenas aumentar a distância que o separava dos outros, reforçando ainda mais sua posição de forasteiro.