✦ Nome do personagem: Yoo Mindeulle.
✦ Faceclaim e função: Gaeul - IVE.
✦ Data de nascimento: 24/09/2002.
✦ Idade: 22 anos.
✦ Gênero e pronomes: Feminino, ela/dela.
✦ Nacionalidade e etnia: Coreia do Sul, coreana.
✦ Qualidades: Charmosa, protetora e leal.
✦ Defeitos: Emotiva, inconstante e severa.
✦ Moradia: Tartaros.
✦ Ocupação: Manicure e Pedicure no Psique Beauty e Vendedora de Doces Independente.
✦ Bluesky: @TT02YM
✦ Preferência de plot: ANGST, CRACK, FLUFFY, HOSTILITY, ROMANCE, SMUT.
✦ Char como condômino: É o tipo de vizinha introvertida com estranhos, mas na mesma medida chama muita atenção mesmo sem querer por acabar sendo muito barulhenta pelo complexo quando com companhia. Não costuma ser muito amigável, mas não nega ajuda a quem precisa e sempre evita brigas e desavenças desnecessárias.
TW’s na bio: abusos, violência doméstica e negligência parental.
Biografia:
Mindeulle foi a primeira filha do casal Yoo e desde que se entende por gente ela sabia que iria precisar se virar sozinha. Seus pais não eram os mais atenciosos do mundo, dificilmente demonstravam afeto e passavam a maior parte do tempo trabalhando ou preocupados demais com outra coisa para dar atenção a menina. Mindy sempre fingiu não se importar, ela conseguia se virar bem vivendo no seu próprio mundo, tentava se manter fora de problemas assim como também tentava evitar chamar a atenção. Até porque quando chamava ela precisava lidar com as consequências.
Seus pais eram abusivos, mesmo quando a coreana fazia tudo certo ainda tinha que escutar as rudes palavras e xingamentos de seu pai e perdeu a conta de quantas vezes recebeu tapas de sua mãe por não agir da forma que eles queriam. Mindeulle não sabia o que eles queriam. Ela tentava ser a melhor, tentava manter suas notas boas, ajudava em casa, não criava problemas… Então por qual motivo no fim do dia ela ainda era humilhada na sala de casa e precisava ir dormir com machucados por seu corpo? Não sabia.
Apesar do que sofria, a pequena não costumava descontar isso em outras pessoas e sequer falava sobre com alguém. Era algo que ela mantinha como um “segredo” por achar que isso era o melhor a se fazer, talvez um lado ingênuo demais que pensava que seus pais poderiam melhorar a fez se manter ali ainda tentando. Mas poderia dizer que os amava? Ou só se forçava a pensar isso por ser sua filha? De todo modo, Mindy tentava ser uma garota carismática, mesmo que extremamente fechada em seu próprio mundo. Gostava muito de estudar gastronomia, tudo relacionado a esse mundo a fascinava, tanto que foi por isso que a graduação na área seria sua escolha no futuro. se acostumou com a vida que levava e gostava de se prender a ideia de que um dia ela poderia seguir seu próprio caminho e tudo isso ia parar. Até que seu irmão mais novo nasceu.
A primeiro momento ela pensou que isso poderia fazer seus pais mudarem. Eles ganharam o herdeiro homem que tanto queriam e talvez isso os deixassem mais felizes, até porque com o tempo a violência que ela sofria passou a diminuir… Até ela perceber que tudo isso estava sendo voltado para o mais novo. Mindeulle não poderia deixar ele passar por tudo o que ela passou, ele não merecia isso e a coreana sentia que, como irmã mais velha, tinha o dever de o proteger. Passava a maior parte de seu tempo com o garoto, não deixando que ele e seus pais ficassem sozinhos sem ela por perto, começando a bater boca e engajar em brigas em casa, algo que nunca fez anteriormente. Tudo porque queria proteger o menor. Óbvio que isso deixava o casal ainda mais irritado e os abusos que ela sofria pioraram de uma forma que estava se tornando impossível esconder.
Seus amigos próximos começaram a mostrar preocupação enquanto tudo que a coreana fazia era sorrir e dizer que estava tudo bem, inventando desculpas enquanto tentava pensar no que fazer. A única pessoa que sabia sobre tudo era seu namorado, um rapaz por quem ela se apaixonou e que realmente a fazia feliz, mas enquanto tudo isso acontecia o relacionamento dos dois também passou por um período ruim e isso a deixava perdida, sem saber a quem recorrer ou o que fazer, obrigando a garota a tentar aguentar um pouco mais. só que ela precisou tomar uma decisão quando em uma noite as coisas saíram do controle.
Vidros quebrados, objetos arremessados, gritaria, uma violência sem tamanho misturada com o choro assustado de seu irmão mais novo que tentava a proteger mesmo sendo tão pequeno. Isso a fez perceber que tinha que ir embora, temia pelo que poderia acontecer se ficassem um dia a mais naquela casa. Arrumou suas coisas, o máximo que conseguia em algumas malas e mochilas, assim como pegou coisas de seu irmão e pediu ajuda para uma de suas amigas, fugindo de casa durante a madrugada levando o pequeno em seu colo. enquanto iam embora, Mindeulle não olhou para trás. Não tinha volta, ela sabia. Dali em diante precisava ser para si e para Minchul o que seus pais nunca foram para nenhum dos dois.
Bateu na porta da única pessoa que ela queria e precisava ver agora, pedindo ajuda para seu namorado mesmo no meio daquela fase complicada. Sabia que isso era demais, sabia que seria difícil, só que ela não tinha mais para onde correr. Os dois passaram a morar juntos em um apartamento pequeno em Acropolis Complex, criando o seu irmão mais novo enquanto Mindeulle buscava trabalho e fazia bicos por aí. Precisou trancar sua faculdade na metade por não ter condições de a bancar, o que a deixava frustrada por ser seu sonho, mas o que mais poderia fazer? Tentou melhorar seu currículo com cursos profissionalizantes aqui e ali, tudo o que pudesse a ajudar de alguma forma e foi assim que conseguiu um bom emprego estável como manicure e pedicure em um salão de beleza. Não era o que ela sonhava e nem era muito, só que era o suficiente. Ali naquele condomínio o casal tentava reerguer sua vida.
Mindeulle ainda se sente melancólica. Sente que virou de cabeça para baixo a vida de uma pessoa que não merecia esse tipo de responsabilidade, sente que ainda é imatura e perdida demais para ser responsável por uma criança tão nova, sente que sua vida perdeu o rumo e ficou difícil demais recuperar o controle. Todos esses pensamentos a fazem se sentir pressionada e depressiva, tornando complicado levantar da cama todos os dias quando acorda. Só que ela se lembra de Minchul e lembra de que ele precisa dela. Todos os abusos que sofreu durante sua vida ainda a assombram constantemente, a tornando uma pessoa ansiosa, insegura e de certa forma paranóica. Só que ela não podia deixar isso definir sua vida, não queria deixar os monstros vencerem. Então, mesmo com todos os problemas, a pequena Yoo ainda mantém o fraco sorriso em seu rosto tentando viver um dia após o outro.