🌹.⋆☾࿐ ࿔*:・゚ o súbito afastamento das redes sociais que chanmi esperava nunca chegou, a permissão de promoção e comunicação nas plataformas midiáticas era precisa aparentemente e vegas não desgostava do contexto mas detestava não ter a desculpa para sua ausência naquele âmbito, precisamente odiava as nuances fraternas daquela comunidade e diminuía a si sendo educada com pessoas que desgostava, era esse então o preço de fama, um débito altíssimo recobrando a necessidade de fraternidade com desconhecidas (e até dormir com elas) ninguém ditou as regras, mas chanmi conseguia vê-las escritas nas entrelinhas: sejam amigas, ou apenas finja ser. naturalmente, observou aquela zona animalesca que era o jantar, no fim do dia todas estavam famintas afinal, exceto por chanmi que infelizmente vivia desumanamente trafegando em suas dietas insanas, se todas começassem a engordar ali seria perfeito, uma sabotagem que chanmi sequer teve a pretensão de realizar. ❛ ——— como tem sido esse primeiro dia pra você?❜ proferiu despreocupada, ao descansar o corpo pesaroso ao lado de @sira-th, esta que era vista ao longe pelos longos fios platinados. ❛ ——— pelo menos aqui você não esquece de comer.❜ disse baixo, enquanto sorria forçadamente para as câmeras, já que era desagradável para si partilhar daquela algazarra.
Mais uma vez perambulava por ai depois dos treinos, ao invés de ir descansar um pouco. Mas Daehwan estava entediado demais para ficar encarando qualquer teto ou parede. Precisava fazer alguma coisa, mesmo que fosse bobeira. Então teve a grande ideia de que iria praticar mais um pouquinho. Seja canto, rap ou dança, só se decidiria quando encontrasse uma sala vazia. Não pode entrar porque estava sendo limpa e os funcionários que estavam ali fizeram questão de explicar para o garoto que não poderia entrar ali tão cedo. Na segunda os trainees mais brincavam do que treinavam. Já estava desistindo quando girou a maçaneta da terceira.
A expressão que tinha em seu rosto não era a melhor, mas parecia que a aquela sala o distrairia o suficiente para não ocupar a mente com besteiras — Annyeong... — disse baixinho enquanto reverenciava todas as garotas que dançavam de frente para o espelho. Era dificil passar pelos corpos dançantes sem quase acertar alguma das baixinhas. Desculpas já estavam na ponta da língua, mas não foi necessário. Sentou-se ao lado da caixa de som, disposto a ser o ‘’DJ’’ caso precisassem de um. encostou-se na parede e colocou o capuz do moletom na cabeça, se sentindo confortável daquele jeito. Gostava de ver os outros dançando, e não sabia se olhava para os reflexos no espelho ou para as garotas em si, mas estava certo sobre uma coisa. Tinha se fixado na de cabelos pretinhos e cumpridos. Não sabia o porquê, mas queria ver como ela se saía naquela coreografia, e nem percebeu quando já tinha se passado uns minutos e o foco ainda era ela, sem nem ousar em olhar para as outras.
Finalmente. Após cinco anos treinando, finalmente uma oportunidade de mostrar suas habilidades aparecera. Não seria fácil, ele sabia — mas qualquer coisa era melhor que continuar esquecido nos níveis mais baixos da H.M Ent, assistindo seus amigos debutarem enquanto continuava a molhar blusas e mais blusas com suor sem obter nenhum resultado. A insegurança e a dúvida sobre si mesmo constantemente aumentando e a ansiedade o sufocando cada vez que não ouvia seu nome ser chamado pelos managers e diretores.
Sentado aos outros trainees, estava nervoso. As palmas levemente suadas e as batidas de seu coração parecendo mais altas. Estava começando a arranhar a espuma da fantasia que trouxera quando ouviu seu nome ser chamado. Se levantou num pulo, a expressão nervosa sendo substituída por um enorme sorriso. Aquela era a hora, sua primeira oportunidade de causar uma boa impressão. Educadamente, fez reverências para todos os staffs, os oferecendo sorrisos e singelos cumprimentos. Então, um deles indicou onde deveria parar e pediu para que esperasse um sinal para começar.
Primeiro, respirou fundo. Depois, colocou a cabeça de peixe que trouxera consigo. Pensara muito em como se apresentaria, como deixaria que outros soubessem quem ele era. Queria mostrar sua personalidade descontraída, mas não podia deixar de exibir sua dança — passara cada instante dos últimos cinco anos se esforçando para melhorar cada aspecto de seus movimentos e estava contando com essa habilidade para ganhar. Planejara cada detalhe de seu visual naquele dia, desde o tênis até sua maquiagem e cabelo; e claro, a cabeça de peixe que era o item principal. Passara um pouco de brilho nos olhos e colocara sua calça mais justa para mostrar a forma de seu corpo pequenininho, colocando a barra da blusa de mangas cumpridas dentro da calça para um efeito mais “cute boy”. Se Astre queria se destacar, não podia deixar nenhuma oportunidade passar e se aproveitar de sua aparência e comportamento relativamente andróginos era um começo.
E então, veio o sinal.
Sawasdee Krab! Annyeonghaseyo! Eu sou o Astre Kulap Leekpai que veio da Tailândia! Eu sou trainee há cinco anos na H.M Entertainment e meu sonho é dançar num palco! Não importa se é para uma ou milhares de pessoas, se eu puder dançar eu estarei feliz!
Mostrou o seu melhor sorriso para a câmera, aproveitando para respirar fundo de novo. Esperava que seu nervosismo não estivesse se mostrando muito.
Eu fui criado em Samut Songkhram, uma cidade cercada pela água. Então, além de saber dançar, eu também consigo nomear mais de 50 espécies de criaturas marinhas! E bem, esse é o meu talento pessoal que irei demonstrar! Ou mais ou menos. Quando eu sinto saudades de casa eu penso na água e nos peixes, e como eu gostava de observá-los. E sabe, a água se move de uma maneira muito calma e alguns peixes são muito engraçados: então eu gosto de coreografar danças e movimentos baseado em ambos! E eu vou mostrar dois hoje!
Por um minuto se perguntou o que seu pai pensaria caso visse aquele vídeo. Tudo o quê seu velho o ensinara sobre a profissão da família sendo misturado em sua paixão que o homem tanto reprovava. Desgosto? Orgulho? Nenhum? Provavelmente o primeiro.
Primeiro, a lula!
Essa era sua rotina favorita. Era uma coreografia curta de poppin’, com pouco mais de um minutinho. A rotina exibia a flexibilidade de seu corpo além de suas habilidades; estar com a cabeça de peixe, entretanto, deixava tudo ligeiramente bobo. E era essa sua intenção. Optara por demonstrar duas coreografias com seus estilos favoritos: balé e street dance/hip ho. Além de popping ser o favorito de todo mundo — o público sempre ama aqueles que sabem fazer popping. Era um estilo que nunca deixava de impressionar. Terminou a dança com um largo sorriso, juntando as mãos atrás do corpo.
Agora, o Macrocheira kaempferi! Conhecido como Caranguejo-Aranha! Uh, primeiro deixa eu tirar isso fora.
Aquela fantasia era grande demais para dançar sua outra coreografia com ela; então a removeu, quase tropeçando no próprio pé ao abaixar a cabeça para retirá-la. Oops. Colocou a fantasia num cantinho e voltou sua atenção para a câmera. Limpou a garganta, agachando no chão. A seguir, afastou as pernas e os braços, ficando de barriga para o piso de madeira: uma posição muito estranha e embaraçosa. Com o canto dos olhos conseguia ver um dos staff na sala segurando o riso, e soube que seu objetivo seria alcançado. Então, a música começou e ele seguiu a dançar. E embora ainda tivesse um efeito cômico e estranho, ele sabia que era um tanto impressionante.Era uma rotina curta de balé, não passando de um minuto. Aproveitara para usar toda a elasticidade de seu corpo, misturando o ridículo ao clássico e criando uma coreografia estranhamente incrível. Mas ainda muito cômica combinando com sua personalidade. Ao fim, sorriu tão largamente quanto antes, juntando ambas as mãos numa palma e fazendo uma breve reverência.
Produtores nacionais, esse foi Astre Kulap Leekpai da Tailândia. Eu espero que eu tenha trazido pelo menos um sorrisinho pra vocês. Por favor, cuidem bem de mim ao longo do programa.
E com uma última reverência com as mãos juntas, digna dos costumes de seu país, a câmera desligou.
O que a/o motivou a se tornar idol? Entrar no H Producer era algo pensado ou se imaginou em um reality show de sobrevivência?
———— Eu sempre fui muito ligada a música, sabe? Não só eu como as minhas irmãs. Claro que a ideia de ser idol não era necessariamente a primeira opção na lista de todas nós, mas eu sempre achei possível e sempre quis, mesmo que em segredo. Aí, quando surgiu a oportunidade de fazer uma audição eu resolvi que arriscar valeria a pena. E cá estou eu, né? Eu acho que fiz uma boa escolha, de verdade. Não cheguei a imaginar que participaria de um reality de sobrevivência com tanto afinco. Com aquilo de, tipo, planejar de verdade. Mas eu confesso que eu já considerei a possibilidade porque isso faz parte da minha natureza, eu sempre considero todas as possibilidades.
Como você tem se preparado para vida de idol? Qual foi os motivos que a/o fizeram escolher ser trainee de sua atual empresa?
———— Já fazem quase quatro anos que eu sou trainee. Falando em um aspecto geral, meu pai sempre incentivou a mim e minhas irmãs para que nós seguíssemos carreira musical, então, eu já tinha uma banda e era baterista e vocal de apoio. Claro que cantar era meu foco principal, tanto é que as vezes eu deixava a banda de lado e ia para as ruas me apresentar sozinha… Então, no que diz respeito ao aspecto mais vocal de um idol, eu tive bastante preparo. Eu gosto da Haven porque eu aprecio a maneira como ela trata seus artistas e a liberdade criativa que temos a oportunidade de ter. Como uma pessoa que gosta muito de opinar e tem uma visão bem fixa das coisas, é importante estar em um espaço que não só respeite como incentive isso.
Se você não visasse ser um idol, o que estaria fazendo agora? Tem uma segunda opção? Como você se sente quando recebe um feedback negativo ou uma crítica sobre você ou/e seu trabalho?
———— Honestamente? Eu estaria na minha banda e jogando lol, fortnite e overwatch o dia inteiro. Ia virar uma gamer profissional que toca em uma banda de heavy metal. Bem diferente… Eu sei. Eu nunca gostei de ser convencional ou fazer as coisas muito parecidas com o que as outras pessoas fazem. Enfim, eu preciso ser sincera, eu me irrito muito fácil se não tiver nenhum tipo de embasamento em uma crítica negativa, porque eu sozinha já sou bastante crítica, logo, eu preciso que o motivo de estar sendo criticada me convença, ou eu não vou aceitar com facilidade. Agora, se realmente for algo que eu notar que precisa de melhora, então isso vai permanecer na minha cabeça até que eu melhore nessa questão específica que foi apontada. Críticas direcionadas especificamente a mim por algum comportamento ou pela minha personalidade em geral… Hum, acho que eu fico chateada sim, porque não tem como você receber uma crítica e simplesmente aceitar ou não se afetar de verdade.
Você tem algum objetivo pessoal ou ambições para o futuro no grupo?
———— Quero que as pessoas reconheçam o meu talento como vocalista. Posso não ser a vocalista principal, mas eu vou me esforçar o máximo para que todos associem meu nome ao de uma cantora de verdade. Que passa emoções demasiadas para os outros, sabe? Alguém com quem meus futuros fãs possam se conectar através da música. Tirando isso, eu certamente vou garantir o bem estar de todas as meninas, como uma as mais velhas, eu tenho isso bem fixo na minha mente: quero que fiquemos todas próximas. Quero que a gente se ajude. Tanto em uma questão profissional quanto pessoal, eu viso muito essas coisas.
“Você” na frente das câmeras é o mesmo “você” de trás delas?
———— Sim. Eu não sou boa escondendo o que eu sinto, apesar de ser normalmente calada eu sou muito falante quando me convém falar ou opinar sobre algo. Não sou a pessoa mais fácil de lidar por isso, talvez? Porque eu sou a Alaska intensa dos palcos, e isso se torna a Alaska intensa fora deles. Eu sou realmente muito… fervorosa. O que é irônico considerando o meu nome, né? Mas eu também sou, hum, atenciosa e cuidadosa como parece.
Acha que sua capacidade em trabalho em grupo é positiva? Como imagina que será seu relacionamento com os integrantes do grupo, caso consiga debutar?
———— Sim, eu acho. Mesmo que eu seja teimosa, se é por um bem maior eu posso ou ceder ou então tentar guiar todo mundo pelo caminho que eu acho mais vantajoso e válido, em relação a decisões. Se é para seguir ordens, eu vou sempre executá-las com o máximo de perfeição possível e tentar ter paciência o suficiente para ajudar o restante das meninas se elas precisarem de mim. Eu acredito que cooperação é a coisa mais importante em um grupo, seguido também de uma boa convivência, então eu vou dar o meu melhor para me tornar amiga das meninas, assim não vamos precisar ficar presas apenas por um laço puramente profissional. Acho que como eu estou aberta a tentar me aproximar, as coisas vão fluir bem entre nós caso eu debute, porque eu imagino que não vou ser a única tentando.
Descreva o seu lado musical (gêneros, artistas que mais te inspiram). Conte um pouco da sua trajetória com a música/dança/rap.
———— Eu vou ser bem sincera… Eu sou muito ligada ao rock. Não importa exatamente qual subgênero, embora os com que eu mais me familiarize sejam heavy metal e punk rock. Eu comecei a querer ser cantora pela influência clichê do KISS e do David Bowie, adorava inclusive pintar o rosto. Eu sou apaixonada por The Pretty Reckless, Paramore e Marilyn Manson. Mas, dentro do kpop, eu realmente amo FTISLAND, Royal Pirates, Drug Restaurant, Wax, The Rose… Enfim, bandas de rock no geral. Mas, eu não necessariamente escuto ou gosto apenas desse gênero. Desde que eu comecei a gostar de Paramore, eu notei que outros gêneros eram interessantes, então comecei a gostar de Florence and The Machine, Ariana Grande, Btob, Wonder Girls, 2NE1, Sistar… E por aí seguiu. Toda a minha construção de ídolos me trouxe até aqui como uma pessoa eclética, e foi o que me incentivou primeiro com a minha banda e depois a buscar algo mais ambicioso: ser idol. Até me arrisco ás vezes tentando cantar e fazer rap como a Heize, mesmo que dançar eu não realmente tente tanto.
Qual sua relação com as pessoas ao seu redor? Família, amigos próximos, colegas de empresa, seniores, etc.
———— Eu sou uma pessoa muito apegada a própria família, na real. Minha relação com as minhas irmãs é muito boa desde que eu me entendo por gente, e nosso pai cuidou muito bem da gente. Eu... Bom. Mamãe morreu muito cedo. Eu não me lembro tanto dela, mas pelo que meu pai já me contou, eu me daria bem com ela também. Meus amigos são corajosos… Brincadeira, brincadeira. Ou talvez não muito. Eu admiro as pessoas que conseguem aguentar o meu comportamento diariamente, pra ser sincera. Mas, em um aspecto geral, isso não se mostra um problema tão grande já que eu ainda tenho amigos. Nossa! Eu respeito muito todos os meus sunbaes, e admiro o trabalho de todos. Stones-sunbaenim principalmente. Eu acho eles incríveis! Icarus-sunbaenim também. Em um geral, eu sou muito respeitosa com meus seniores, e tento ser protetora e uma boa companhia para os meus amigos e família.
Na trajetória do programa, você passou por muitas aulas e recebeu dicas de mentores experientes nas diversas áreas necessárias para se tornar um idol. Qual aprendizado você considera que foi essencial para a sua formação como um idol? Há áreas que você acha que ainda precisa melhorar? Quais?
———— Dança. Porque, um idol precisa saber dançar, certo? E eu não sabia dançar tão bem. Confesso que ainda não sei… Mas com os ensinamentos dos instrutores, eu me sinto mais confiante e criei mais gosto pela coisa! Não menosprezo as coisas, mas, como eu tenho mais facilidade com vocal e comecei a encontrar compatibilidade com o rap, foi fundamental ter aulas de dança para que essa habilidade não fique tão atrás das outras. E eu sei que ainda tenho que melhorar muito nesse aspecto, claro. Mas agora, eu me sinto bem mais incentivada. Agradeço muito todas as dicas preciosas que eu recebi, sobre como me comportar em frente às câmeras, como olhar para elas… Enfim. Tudo foi muito válido. Agradeço principalmente sobre os conselhos sobre paciência. Saber esperar.
Como você se vê profissionalmente daqui cinco anos? dez anos?
———— Hum… Não sei. Como uma sunbae cheia de conselhos para dar igual as que eu tenho agora. Espero que esteja muito ativa com meu futuro grupo, ou, caso eu acabe me tornando uma solista, que eu seja altamente reconhecida por isso. Quero ter muitas atividades assim, e, quem sabe, em dez anos eu não esteja novamente com a minha banda? Ou me torne uma produtora musical de sucesso? Eu sei que jamais vou largar a música ou meus futuros fãs.
Alguma mensagem que você queira deixar para os espectadores?
———— Hum… Olá! Eu sou Alaska Hong! Fui a trainee mais forte do programa, e agora espero me tornar a integrante mais forte do meu grupo. Confesso que não sei o motivo de tantos de vocês gostarem assim de mim, mas eu valorizo muito todo o apoio que têm me dado. Obrigada por estarem me ajudando a realizar um sonho. Prometo dar o melhor de mim e ser o melhor de mim sempre. Obrigada por me assistirem por todo esse tempo. Espero que continuem aí, olhando para mim. Vocês é quem irão me tornar ainda mais forte.
Era um fato conhecido por todos que o tailandês jamais foi uma pessoa que tinha muitos pudores — ainda mais após as imagens dele amostrando parte de sua bunda saíram na mídia — e, quando se tratava de seus amigos, ele não ligava nenhum pouco de ficar abraçado com eles ou brincando como se algo tivesse ali, sendo até mesmo motivo de brincadeiras entre ele e alguns amigos que diziam que ele acabaria recebendo o título de rei do fanservice um dia. Sendo assim, no momento em que ele ouviu o instrutor pedir para que eles demonstrassem alguma coreografia que eles sabiam - e ele sabia muitas, poderia facilmente apresentar qualquer uma - em dupla ... Bem, Yhukon não teve vergonha alguma de puxar Liang para ser o seu par e logo declarar o que ele estava pensando com um sorriso travesse em seus lábios. ❛ —————— O que você acha de dançarmos troublemaker? ❜ Balançou as sobrancelhas de maneira sugestiva após falar.
A coreografia não era difícil, não tinha nada que faria ela complicada porém com toda certeza iria acabar chamando a atenção — seja ela positiva ou negativa, de fato seria algo que chamaria a atenção — e bem, ele não poderia dizer que não achava interessante a ideia de chamar aquela atenção. ❛ —————— Eu sou a Hyuna, com toda certeza. ❜ Afirmou pouco depois, logo pegando nas mãos do outro e o arrastando para o canto da sala de dança para que pudesse discutir melhor. ❛ —————— Se você tiver alguma ideia melhor, eu sou todo ouvidos mas troublemaker com toda certeza vai atrair atenção e também é uma das danças em dupla mais icônicas de todo o kpop. ❜
os últimos dias tornavam-se intensos e incessantes; a mente da garota trabalhava sem interrupções, chegando a sonhar com propostas semelhantes ao programa que participava. karim ambiciona alcançar a perfeição ou, o mais próximo que conquistava disso. era árduo aparecer com um sorriso de orelha a orelha todos os dias enquanto a ansiedade consumia cada partícula do interior. piscou os olhos, seguindo o caminho até a sala de prática aonde combinou de encontrar-se com dokeun, o trainee mais novo da haven. sabendo que ele poderia ajudá-la com a dificuldade que possuía na dança. tal como ela pretendia ajudá-lo com o canto. era uma troca de favores que beneficiava ambos os dois. ❛❛ ———— preparado, dokeun-ssi? ❜❜ adentrou o recinto com um sorriso natural enfeitando a feição bonita da vocalista, este que tornou-se inevitável ao encontrá-lo a aguardando sentado em um canto da sala disponível para o treinamento de ambos. a garota ainda fez questão de “saltitar” propositalmente até o semblante alheio, tentando de maneira falha reproduzir uma dança engraçada, como estivesse prestes a ensaiar. era notória a energia contagiante. ❛❛ ———— preparado para ver e me ajudar nas minhas habilidades impecáveis na dança? eu sei fazer a coreografia de “macarena” como ninguém, acredite. ❜❜
Aquele ambiente não era nem um pouco inédito, na verdade, sentia-se viajar no tempo de quando era apenas um sonhador desejando assinar um contrato com alguma empresa. Não que o seu status de “sonhador” mudou após ser aceito pela Haven Ent., mas agora estava mais próximo do que antes de conquistar os seus sonhos. Daejung esperava a sua vez de gravar o vídeo de apresentação observando os diversos trainees surgirem com suas roupas chamativas, por vezes divertidas, e com seus rostos ansiosos, todos focados numa só coisa: chamar a atenção. Entretanto, por mais que parecesse estar prestes a fazer uma audição como antes, o moreno se sentia mais nervoso que o seu normal por um simples detalhe: sua família teria a chance de assisti-lo, e essa ideia o apavorava. Acreditava em suas habilidades, mas sabia que não era o mesmo para seus pais e aquela necessidade que surgia em se superar cada vez mais era capaz de retirar todo o ar de seus pulmões.
“Choi Daejung... sua vez”
Respirando fundo, o homem se levantou pegando seu violão e andou em direção à porta para ouvir o que o staff tinha a orientar. Seus batimentos cardíacos eram tão fortes naquele instante que parecia que o órgão iria pular para fora de seu corpo. Calma, Dae. Fechando os olhos por alguns segundos, iniciaria a tática que sempre fizera durante as audições: fingia que estava com seus amigos em seu quarto, para então adentrar a sala. Posicionou-se da forma desejada pelos staffs presentes e pôde dar início a gravação.
Com os dedos ágeis e habilidosos, dedilhava o violão e deixava ecoar os acordes tão característicos da música flamenca que aprendera há alguns anos e havia se apaixonado — Olá, eu sou Choi Daejung... mas podem me chamar de Dae — começou sua apresentação fazendo uma breve reverência com a cabeça enquanto fazia sua música ser apenas um plano de fundo, aumentando e diminuindo sua intensidade quando necessário para ser melhor ouvido— Tenho vinte anos e sou de Suncheon — seus dedos continuavam e um curto sorriso brincava em seus lábios — Minha especialidade é o vocal, mas também sei fazer um BBA SAE incrível caso isso possa contar como ponto extra — brincou rindo baixo até que acelerou seus dedos nas cordas do violão para fazer uma transição entre a canção que tocava e a que desejava tocar. Torcia mentalmente para que as câmeras não estivessem captando o suor frio que surgia na superfície de sua pele graças ao medo de falhar de forma perceptível com aquela música que não tivera tanto tempo de treinar, mas assim que conseguiu finalizar aquela pequena introdução disfarçando seus erros de acordes, passou a cantar o refrão de “I wish” de FTIsland com um semblante mais aliviado. Seus dedos ardiam bastante, mas não se arrependeria de deixar surgir um corte ou outro contanto que fizesse algo bem feito. Chegando ao fim do trecho, Daejung parou de tocar para continuar com sua fala. — Espero extrair o máximo de experiência possível do Producer H, além de conseguir mostrar o meu potencial para todos vocês. Muito obrigado e ~fighting!
Com o violão preso em suas costas, saiu da sala em completo alívio e só após toda a adrenalina de seu corpo baixar, foi capaz de perceber que havia exagerado um pouco com o instrumento já que seus dedos estavam vermelhos e machucados, mas estava satisfeito do que havia feito e isso era o que importava. Não demorou para algumas questões surgirem em sua mente em seguida. Será que as pessoas iriam gostar dele? Será que conseguiria se destacar? Mas apenas uma realmente o incomodava: será que conseguiria provar para seus pais de que era capaz?
Saber de sua popularidade não foi nada fácil para o rapaz. Daehwan não sabia que tinha ido tão mal. Esperava no mínimo o quarto lugar, mas não o sexto. Medíocre, nada memorável, de acordo com o garoto. Enquanto quase todos acharam ótima a sua colocação (inclusive a irmã), Oh sentia-se em último lugar. O humor era péssimo, queria morrer, explodir, mas tinha que sorrir para a câmera e fingir que estava tudo bem. Era como um diário público, e tudo que não podia fazer era dizer a verdade, ou dizer o mínimo, escondendo qualquer dor ou raiva que sentia por si mesmo. Daehwan não estava pronto quando ouviu o seu nome ser chamado para gravar. Antes mesmo de encarar a câmera o moreno já havia mudado a postura. Sorriu para todos, de cabeça erguida, entrando no personagem que teria que manter até o resto do programa.
Sentou-se e respirou fundo, lendo todo o roteiro que havia feito em sua cabeça nos últimos segundos. Vestiu completamente a alegria que aquele Daehwan tinha, e assim começou a atuar, acompanhado sempre pelo sorriso quadrado — Oi oi pessoal! Como estão? Espero que estejam bem! — acenou com as duas mãos, parecendo animado — Hum, temos que falar como foi a nossa primeira semana aqui dentro, e não sei muito bem por onde começar… — olhou para o lado, coçando o queixo, se mostrando pensativo, porém aquilo era até que verdade — Posso começar pelos treinos! Os nossos instrutores são muito bons e eu vim aprendido muito desde que cheguei. Confesso que ter a Lola como instrutora de rap me deixa um pouco nervoso, afinal ela é uma das artistas que mais gosto. Não me sinto completamente confortável fazendo rap, mas espero melhorar ainda mais nessa semana! Eu venho fazendo bons amigos aqui também! Chinhae sempre esteve comigo, e é ótimo ter um amigo de longa data comigo agora, já que precisamos sempre nos ajudar. Fiz uma boa amiga, Karim! Ela é uma noona muito legal, e gosto muito de ajudá-la! Eu quero muito que ela debute! — os gestos animados até contagiaram o garoto, que falava a verdade quando se tratava de Chinhae, e da garota que havia acabado de conhecer — Sobre os resultados eu estou muito feliz, mas poderia ter me esforçado mais. Eu sinto muito se alguém se decepcionou comigo, e irmãzinha, se estiver vendo isso, saiba que eu te amo muito, e que vou conseguir um resultado melhor nessa semana, eu prometo — o primeiro sorriso sincero surge nos lábios, mesmo sendo tímido. Daehwan não conseguia mentir ao falar de sua família, sua irmã — Eu sinto muito a sua falta, e espero que esteja se cuidando… — abaixou o olhar, tendo o controle sobre as lágrimas que uma hora quiseram descer, mas não iria chorar na frente da câmera — Muito obrigado a todos que votaram em mim! Por favor continuem votando, eu vou dar o meu melhor nessa semana, e tenho certeza de que vai dar tudo certo agora! Vou continuar treinando tanto quanto antes, e estou com expectativas altas para a próxima apresentação. Ainda não posso falar nada, mas espero que fiquem de queixo caído! Tchau tchau, amo vocês!
Os corações feitos com os dedos indicadores e polegares das duas mãos e o aegyo, finalizaram o vídeo com sucesso, era o quê achava Daehwan. O discurso não tinha sido muito bom, mas no momento era o quê tinha a oferecer, a tristeza e insatisfação não deixariam que o rapaz enrolasse muito mais. Estava louco para sair dali e respirar fundo, talvez chorar um pouquinho em qualquer canto, para que pudesse jogar fora um pouco daqueles sentimentos.