Produção do medo e intervenção militar
Texto de Rodrigo Modenesi
É muito ingenuidade acreditar que o governo Temer esteja preocupado com o bem estar da população carioca.
Militares para combater o crime organizado no Rio? Todos nós sabemos que o crime mais organizado e nocivo é praticado em Brasília.
Se houvesse preocupação do governo com a população a intervenção deveria ser feita nos hospitais e escolas públicas.
A intervenção federal reflete o desejo de controlar a cidade do Rio em ano de eleição. O governo federal está preocupado com a sua própria sobrevivência.
O desfile das escolas de samba mostrou que o Rio, apesar da ausência atual de protestos nas ruas, mantém sua visão crítica sobre a situação do país.
O Rio continua sendo a caixa de ressonância do país. E, devido a sua potência de levante, teve de ser controlado de perto. O governo, municipal/estadual/federal, não quer ser pego de surpresa como aconteceu em 2013.
Infelizmente, a intervenção militar/federal vai contar com o apoio de grande parcela da população. A midia corporativa passou o carnaval inteiro noticiando a “violência” no Rio. Este bombardeamento diário gera o medo social coletivo. A intervenção já vem sendo preparada pela midia há um tempo.
Usa-se um aspecto psicológico (medo) para justificar uma ação política (intervenção militar). E com isso tenta-se anular o pensamento crítico.
2018 está apenas começando.












