Museus compartilhados
por Débora Nazari
Quem nunca ouviu a expressão “quem vive de passado é museu”? A resposta seria: muita gente! Uma das instituições mais antigas do mundo e detentora de formas de conhecimento de inúmeros povos tem passado por uma releitura de si desde o surgimento da Internet.
Este sistema global de redes que se democratiza e se reinventa, estabelecendo cada vez mais conexões entre pessoas, também é um campo de experimentações para os museus que procuram, por esta via, se aproximar de usuários online. São milhares de dados compartilhados a cada hora e, sendo assim, a pergunta que inicia este texto é: seriam as redes sociais ferramentas de comunicação museológica?
O pensador Manuel Castells afirma, em seu livro A Galáxia da Internet (2003), que “a Internet é o tecido de nossas vidas” (CASTELLS, 2003, p.7). Tecido este que se espalhou para lares do mundo inteiro e leva conteúdo de todos os tipos para os mais de três bilhões de internautas, segundo dados divulgados pela União Internacional das Telecomunicações, órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU)1. De acordo com o autor:
Nem utopia nem distopia, a Internet é a expressão de nós mesmos através de um código de comunicação específico, que devemos compreender se quisermos mudar nossa realidade (CASTELLS, 2003, p.11).
Seria por isso, então, que os museus têm procurado entender estes códigos para se conectar às pessoas? Ou será que eles querem se afirmar como instituições produtoras de conhecimentos? Ou, ainda, será que os museus querem se desfazer dessa imagem de lugar antigo? São muitas as questões que englobam o universo museológico, sendo que algumas delas convidam o leitor para refletir sobre o momento em que vivemos na era digital e como usufruímos desta cultura tecnológica em uma época composta por imagens em selfie e compartilhamento constante de absolutamente tudo.
Este artigo é um convite para todos aqueles que gostam de museus. Ele não procura se aprofundar sobre a questão “O que é ser um museu na contemporaneidade?”, mas é um pequeno recorte que propõe uma reflexão sobre essas instituições que tanto encantam milhares de visitantes e conquistam, a cada dia, mais espaço no mundo virtual. Antes de tudo, ele é um trabalho que acaba em aberto, uma vez que foi feito um pequeno estudo de caso do museu Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, entre os anos de 2013 a 2016, época em que trabalhei na instituição.
Leia o texto completo em: http://bit.ly/CRmuseu
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