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DIA 2: Depois de todos os eventos de final de ano.
Estava tão exausto de mais um dia de trabalho que não hesitou em tomar um banho demorado, relaxar seus músculos tensos e ir dormir, já fazia alguns dias que tinha aquele relógio novo, não é desmerecendo os outros presentes, muito menos aquele que subia na sua cama quando se acomodava ali, roçando o focinho gelado contra o seu pescoço antes de se acomodar debaixo do edredom, colado ao ilustrador. Mas, aquele relógio foi o segundo melhor presente que ganhou, até porque o primeiro estava ali, com os dedos longos de Miller o acariciando delicadamente.
E aí vem os sonhos dele, um sorrisinho nos lábios e ele mergulhava a um dia comum, como qualquer outro, enquanto dormia no mundo dos despertos, ele acordava no mundo dos sonhos, sentindo aquele cheiro gostoso que tanto amava e os olhos turvos da sonolência viam a imagem dos cabelos vermelhos misturados a explosão de cores de lençol, edredom, cabeceira. Sorriu ao ver a pele alva, deslizando a mão pela extensão de suas costas e desenhando ali, com o dedo indicador, como se precisasse disso para ter certeza de que ele era real, mesmo que fosse só um sonho.
A risadinha deixou os lábios quando ele se virou, envolvendo sua cintura e puxando-o para que pudessem se levantar, dizendo que deveriam sair pela cidade. “Pelados?” Miller disse e ele apenas gargalhou dizendo ‘por que não?’ Era só um sonho, não era?
Miller caminhou de um cômodo ao outro, chegou a querer se cobrir com o casaco e ele disse que não, está certo, abriu a porta jurando que poderia sentir o vento gelado no rosto e caminharam os dois de mãos dadas por quarteirões, não havia ninguém na cidade e isso causou uma segurança enorme, mesmo que ainda sentisse frio, o que era estranho já que o sol brilhava sobre eles, quente e receptivo. “Onde está me levando?” Perguntou quando atravessaram o portão de entrada de uma casa, você tentou impedi-lo, mas quando se deu conta, estava dentro da casa de um estranho.
Demorou para encontrar o corpo do namorado, rindo baixo enquanto envolvia sua cintura e apertava contra si com tanta força. “Você quer transar aqui mesmo?” Bem, essa pergunta deveria ser feito a imagem de Valentin, mas na verdade, Miller estava mesmo agarrado a alguém e dentro de uma casa invadida, mas no caso, era Miso e ele realmente tentou beija-lo e riu quando não conseguiu, vestia seu pijama de flanela e seus pés descalços carregavam uma vermelhidão característica de uma quase queimadura, devido ao contato direto com a neve. “Você é assim, me provoca e depois fica fazendo manha” Mas então se afastou dele e franziu o cenho, seus olhos estavam abertos em um tom esverdeado com dourado, brilhante, lindo, porém totalmente cego. “É pra explorar a casa? Procurar o que?”