Hey, Hi, I'm back with some more Alpine/Raptor because of course I am. It's been a hot minute since I've drawn these two in full gear, happy to get back into it.
These two deserve some more love and I am constantly thinking about them... I need to write and draw them more, lmao
It's amazing what a 9 hour layover between flights can do.
Drew this back in May! These two deserve some attention and love in my opinion! Haven't seen any fan made content for Raptor or Alpine that isn't my own work, lmao
Figured I should probably start posting what I've got
Existem situações em que quando noticiadas através de jornais, ou cartas escritas por familiares, você fica triste, dá apoio e suporte da forma como consegue, porém, quando passa por uma situação similar, a sua vida vira de cabeça para baixo.
Ela sabia o quanto Natasha tinha sofrido em Ilvermony, sabia o quanto foi difícil para ela voltar para a Rússia, porém, a última coisa que imaginava é que se envolveria em uma guerra tão ruim quanto a que sua caçula passou. Ela tinha o apoio da caçula, assim como tinha o apoio de Lana. Apesar da mais velha ter passado pela mesma guerra, estava muito melhor do que Natalya.
Era recorrente a quantidade de vezes que acordava tossindo, parecendo que estava sendo sufocada pela quantidade de fumaça e fogo que quase a matou na Rússia. Ela tremia, algumas vezes as lágrimas escorriam por seu rosto de forma automática, até seu corpo entender que ela estava bem, em segurança. Ela sabia que com o tempo e cuidado de terapia, as lembranças seriam amenizadas. Ela sabia que podia contar com suas irmãs para desabafar e falar sobre o assunto sempre que os tremores retornavam a seu corpo.
Sabia de muitas coisas, mas em meio a noite, a única coisa que acontecia, era a russa ficar sentada do lado de fora, o cigarro aceso em mãos, enquanto observava o céu escuro e estrelado.
— Eu sabia que ia te encontrar aqui de novo. — Natasha apareceu, sentando ao seu lado, e passando o braço em suas costas.
— É… Anda sendo frequente, né?
— Sim. Mas é um processo, vão ter noites e mais noites que vai parecer que está vivendo um filme de terror, mas depois ameniza, por mais que as memórias acabem te assombrando para sempre.
— Quem diria que a caçula iria me ajudar a lidar com terror noturno algum dia.
Algumas noites eram acompanhadas por Natasha, outras por Lana, mas de sete dias na semana, se ela dormia uma noite toda era muito.
Durante o dia, Natalya era só sorrisos e maluquices, apoiando os alunos, os colegas de trabalho, tentando ajudar todos aqueles que a acolheram tão bem em ilhas asiáticas, quando tudo o que ela esperava após a guerra, era a morte.
— Essa galera montava em tronco de árvore, acha mesmo que não dominam esse bambu que vocês chamam de vassoura?
Era um jeito torto dela apoiar os russos? Sim. Deixava Renji puto? Mais ainda. Jurava que era tudo por um bem maior, nem aí que o lobisomem poderia colocar ela para correr em dois segundos.
Eram poucas as aulas de transfiguração que dava, então, tinha tempo de ocupar a cabeça se metendo nas aulas alheias. O problema era que os professores de Mahoutokoro enrolavam mais que tudo, ou seja, ela acabava tendo tempo ocioso para pensar nos próprios surtos.
Era uma batalha por dia, e enquanto ela tivesse forças, iria lutar. A questão era, por quanto tempo mais ela suportaria ter pesados com sua própria morte todas as noites?
Obs 1: Primeiro de tudo, por mim tinha feito nada dessa porra, porque era para ter morrido lá em Ilvermony. Mas já que sobreviveu, me vi na obrigação de explicar a família Orlov. Heo, favor não tumultuar minha vida, foi só um desabafo.
Obs 2: As outras duas são extremamente ficcionais porque graças a deus não tem professor nas outras escolas. Mad City e Roaring’s, favor não tumultuar também.
A família Orlov é uma família composta basicamente por mulheres ocultistas. Todas elas cheias de tatuagens, era quase uma marca registrada da família. Os homens nascidos da família costumam ser muito bons com poções, e por isso são alunos muito reconhecidos e prestigiados em Koldovstoretz. As opções para qualquer um deles são sempre a escola russa, onde 99% dos familiares e descendentes estudam e alguns casos, vão para Durmstrang. Exceto Natasha, devido a seu pai ser americano, mesmo com descendência russa, teve aval para receber uma carta de Ilvermony e seguir seus estudos por lá, o que não foi muito bem visto pelo restante dos familiares. Ela quebrava uma tradição.
Após os acontecimentos em Ilvermony, Natasha pediu para retornar a Rússia, e prontamente concordaram com seu retorno. Isso foi quase um sinal de que os Orlov deveriam sempre permanecer prestando seus serviços ao país, independente do que acontecesse. Svetlana, como professora em Koldovstoretz, ajudou com a vaga da caçula, após o diretor aceitar o retorno dela para a Rússia. Toda a expectativa que Natasha tinha ao estudar nos Estados Unidos havia sido frustrada. Com exceção das amigas feitas, existia apenas trauma em cima de trauma. Deram todo o suporte necessário, até o momento em que o Ministério lhe deu a oportunidade de se formar antecipadamente como um título de honra por ter enfrentado uma guerra e sobrevivido.
– Você pretende dar aula, Natasha? – Svetlana questiona, sentando ao lado da irmã caçula, passando os dedos entre os fios negros do cabelo, em um gesto carinhoso.
– Eu não sei, Lana… Você sabe, eu não sou boa com poções, nem com feitiços… Mas é isso o que a família toda faz, não é? – Ela murmurava.
– Sempre pode vir para Durmstrang, os alunos estão ocupados demais aprendendo magia das trevas para se preocupar se você não sabe usar uma varinha – Natalya, a Orlov do meio se juntava a elas, para uma reunião não tão convencional assim.
– Eu vou pensar, prometo.
A realidade é que mais uma vez, Natasha quebrava todos os padrões quando ficou sabendo de uma vaga em Maejig Senteo e aceitou. Obviamente, a notícia não havia sido recepcionada de maneira amigável por nenhum membro da família.
– Você só pode estar de brincadeira com a nossa cara, Natasha – Svetlana esbravejava, batendo as palmas das mãos contra a mesa.
– Não aprendeu nada da primeira vez? Quantas vezes precisa tomar na cabeça para saber que seu lugar é na Rússia? – Natalya reclamava, colocando as mãos para o alto em indignação.
– Eu adoro a história da nossa família, vocês sabem, mas eu não quero ficar aqui! – Natasha tentava argumentar.
– Você quer ir? Vai. Mas saiba que vai ter que reembolsar todo o gasto que tivemos em te trazer para cá às pressas – Svetlana ficava de costas, pegando uma caixa, onde mostrava todos os gastos com o retorno da caçula. O que eram muitos, considerando que apesar de terem uma vida confortável, dinheiro não era o forte deles.
– E tem mais, de qual forma você vai pisar naquela ilha, é um problema seu. Siga seus sonhos, mas não vou perder parte do meu salário novamente para isso. – Natalya cruzou os braços em frente ao corpo, sentada na cadeira, completamente irritada.
– Eu vou dar um jeito. Vou pagar cada uma de vocês, eu prometo – Era a única coisa que Natasha poderia falar ao sair dali, sem qualquer tipo das irmãs mais velhas.
Só não contava que parte da ajuda viria justamente dos ex- amigos e colegas de Ilvemorny. Talvez, apesar das brigas e problemas, todos entendiam as dificuldades que era ter passado e sobrevivido a tudo aquilo. Cada um ficou marcado de uma forma.
A notícia da nova guerra em ilhas asiáticas, foi um novo sinal para os Orlov.
– Eu não aguento mais ver isso se repetir. Quantas vezes vou precisar ver Natasha em meio a guerra, simplesmente porque não aceita que o lugar dela é na Rússia? – Svetlana lia as notícias sobre o assassino, junto com as cartas enviadas da caçula.
– Eu não sei. O pior de tudo é que agora sabemos que ela não volta mais para casa – Natalya murmurava, enquanto a palma da mão permanecia aberta e via faíscas de fogo saindo da ponta dos dedos, como uma criança entretida brincando com fogo, até fechar a palma da mão e ver o fogo se apagar, como se nada tivesse acontecido.
– Ela não volta? – As sobrancelhas se arquearam em um susto – Por acaso algum vidente viu alguma coisa? – A mais velha perguntou nervosamente.
– Não. Se você não estivesse tão focada em assimilar o nome dela a uma guerra, teria percebido que aqui ela avisou que estava namorando com um coreano – Respondeu sem nenhuma preocupação, jogando o pedaço de pergaminho em direção a outra – Quanto ao futuro dela, só Jesus sabe.
O argumento e o sinônimo de Natasha praticamente ser um mau agouro, caiu por terra no momento em que mais de um país estava passando por problemas com as novas lideranças do Ministério. A verdade é que sabiam que cedo ou tarde aquilo recairia sobre os russos. De qual forma? Era o verdadeiro mistério.