De todas as pessoas que Leah Parkinson havia deixado para trás, de todas as pessoas que ela havia amado e nunca mais visto, de todas as pessoas... Havia Nate Geller. Numa vida da qual ela quase não se lembrava mais, antes de falências e uma longa bolsa de estudos em Atenas, antes de discos de platina e fama, Nate e Leah haviam sido dois adoráveis namorados de colégio. E sem muitas explicações, ou sequer um fechamento decente, Leah foi embora. Mais velha, ela sabia que teria sido melhor esclarecer as coisas... Mas naquela época, virar as costas para o problema parecia uma ideia bem melhor. Virar as costas para Nate parecia uma ideia muito melhor. Mas agora que estava frente a frente com ele de novo, não parecia ter sido uma ideia tão boa assim. Desde que haviam chegado no acampamento, Leah tentava falar com Nate. E era verdade, ela sempre chegava perto da barraca dele, ou atrás dele, ou pronta para acenar em sua direção... Mas na hora h, ela acabava amarelando. Mas Leandra Parkinson não amarelava. Então, finalmente, respirando fundo e com toda a coragem que ainda lhe restava, Leah parou de encarar as costas de Nate e cutucou-o levemente no ombro -- Hey! -- Exclamou, sorrindo em partes pelo nervosismo e em partes por finalmente estar vendo alguém tão querido de novo -- Ainda lembra de mim? -- Brincou, coçando a nuca. Sabia que diante do histórico dos dois, uma brincadeira não cairia muito bem, mas Leah nunca soube fazer as coisas de outra forma. Restava apenas ter esperanças de que ainda havia como remendar os estragos.















