you've lost all hope | Tara&Nate
Em um minuto Tara estava andando na rua perdida e sentido como se não houvesse lugar no mundo que ela poderia pertencer. Era muita coisa para sua mente e ela achava que poderia se afogar em seus próprios pensamentos se continuasse daquela forma. Todo o controle que havia adquirido toda a força havia simplesmente sumido. Do que adiantava ter fugido de casa quando era uma criança? Do que adiantava ter lutado para se tornar uma boa líder para seu país uma vez que nunca conseguiria fazer isso. Tudo que Tara sabia fazer era fugir. Aodh seria um líder muito melhor do que ela. Ela procurava coisas do irmão na internet, e sabia que ele havia se tornado um bom líder. Um líder muito melhor do que ela seria, apesar de saber que poucos haviam superado a sua perda.
Não fora bem uma perda, pois Tara estava viva. Apenas não atendia mais pelo nome de Adhara. Aquela garota havia ido embora a muito tempo atrás, e não estava pronta para voltar. Se algum dia ela sentisse que estava pronta ou que poderia voltar para seu pai para ser a herdeira digna de seu povo ela voltaria a ser a Adhara. Mas no momento ela não fizera nada a não ser trazer vergonha para seus pais. Por isso que gostava de se esquecer que era Adhara e só lembrar que era Tara, pois Tara havia conquistado tantas coisas. Havia entrado para uma família, e mesmo sendo uma família abusiva ainda aprendera a ter laços com seus irmãos. Pudera conhecer Prisca melhor, e bolaram várias ideias para salvar seus irmãos. Ela só precisava de tempo e segredo da mesma. Conseguira então ir para o exercito e logo iria conseguir fazer com que seus irmãos ficassem junto a ela, só precisava novamente de tempo.
Porém quando voltou havia tudo se tornado um caos. Todas aquelas memórias, Tara queria gritar. Nunca sentira tão insegura. Enquanto andava pelo parque vira aquela porta. Ah, como aquela porta começara a chamar sua atenção. Ela sempre fora alguém curiosa. No momento que tocara a maçaneta sabia que algo novo estava acontecendo. Quando abriu os olhos não estava mais na cidade. Estava tonta, e não entendia mais nada. O que estava acontecendo? Não importava se estava cinco anos no exercito algo nunca mudaria. A garota deitou naquela grama molhada abraçando seus braços em posição fetal. Não sabia o que estava acontecendo, mas talvez se fechasse os olhos e dormisse poderia acordar e tudo aquilo ser um pesadelo.
Mas não importava o quando ela forçasse ainda estava naquele mundo estranho que não possuía volta.












