A imortalidade repousa em teus olhos fatigados, e a eternidade reduz-se a um breve piscar. O ópio em teus lábios encanta minha alma, que, trêmula, flerta em silêncio com a morte. Entre um cigarro e outro, a fumaça lenta desfaz teu rosto como um sonho que se esvai. A beleza que proclamam e incessantes procuram não habita o simples reflexo das coisas; talvez resida no espelho pálido da lua, onde a noite aprende a contemplar-se. De quem são os passos firmes na madrugada? Jurei ouvir alguém correr, tomado de desespero seriam meus próprios pensamentos, fugindo da mente como quando uma estrela se desprende? Fernando oliveira
















