Esses dias vi um vídeo viralizar nas redes sociais sobre uma professora de Educação Infantil que cantou "Ninguém explica Deus" no programa do Luciano Huck. A apresentação emocionou todos os presentes.
Hoje estava passeando pelo Instagram e vi a professora Débora cantando e pensei: "Parece a mesma que cantou no Luciano!". Para minha surpresa, era ela mesmo. Bem que vi a filha e fiquei me perguntando de onde eu conhecia aquela criança. Na verdade, não a conheço pessoalmente; conheço das redes.Ela tem uma página voltada para educação, chamada "Pedagogia sem verba", onde compartilhava materiais pedagógicos gratuitos. Os materiais, além de lindos, são perfeitos, e o que me chamou a atenção foi que ela representava todos os tons de pele nas atividades com imagens de crianças. Uma professora afro-referenciada que, em alguns vídeos, falava sobre a importância de ter mais professoras pretas nas redes. Fiquei encantada com as atividades e as imagens, principalmente porque coincidiu com o início da minha pesquisa sobre a promoção das relações étnico-raciais na Educação Infantil e a construção da minha identidade enquanto mulher preta. Não resisti e enviei mensagem no direct do Instagram, perguntando como fazia aquelas atividades, pois tinha muita curiosidade em saber como eram feitas. Ela foi muito atenciosa, me explicou como fazia e indicou cursos para aprender mais, se eu quisesse. Depois disso, passei a fazer minhas próprias atividades, compartilhar material etc. Hoje, quando a reconheci, pensei: "Deus sempre exalta os seus filhos".













