Nothing but Exceptional @Xenophilius Lovegood
Previsões, profecias, adivinhações, na mente de Evangeline tudo estava interligado e de certa forma estes caminhavam juntos, nos últimos dias a garota dedicava-se a descobrir uma forma de unir as três divergências em uma ciência clara e inédita, para alguns, sua tentativa parecia absurda, para outros, parecia genial de sua parte, porém, ninguém se oferecia para ajuda-la, e aquilo sem dúvidas começava a frustrá-la, uma vez que havia dedicado tanto de seu tempo e tanto de sua mente. Evangeline já estava a ponto de desistir e deixar tudo de lado, porém, enxergou uma luz no final do túnel assim que um garoto adentrara a sala de Adivinhações, já havia o visto pelos corredores, porém, nunca havia trocado palavra alguma com ele, rapidamente levantou-se e sentou-se ao lado dele. – Oi, tudo bem? – Evangeline perguntou rapidamente, visivelmente afobada então prosseguiu. – Meu nome é Evangeline Austen, eu estou procurando alguém que acredite ser possível misturar profecias, adivinhações, runas e previsões em um só lugar e quero saber se você está disposto a me ajudar? – Os fatos à seguir definitivamente foram desagradáveis, o garoto bruscamente respondera que não acreditava em nenhuma daquelas baboseiras e que só estava ali por conta da Detenção. – MALDITO. – Exclamou a ruiva, certamente mentalmente, porém, havia ficado tão vermelha que certamente ele havia percebido o quanto estava furiosa. Evangeline então levantou-se, quase derrubando o garoto ao passar por ele, e sem conseguir conter a frustração saiu dali disposta a desistir de tudo. – Meses de pesquisa pra isso. – Evangeline e sua eterna mania de conversar sozinha pelos corredores atacavam novamente, ela simplesmente reclamava como se estivesse conversando com um amigo, foi então, que olhou para frente, sentiu algo parecido com um frenesi, precisou piscar duas vezes e realmente havia encontrado alguém, alguém que mesmo de longe transmitiu algo que nunca sentira antes. Evangeline perguntou-se como era possível uma pessoa transmitir tantas coisas através do simples modo de andar, se portar, e ela precisou balançar a cabeça duas vezes para realmente acreditar no que via.
Imóvel, estática, foi assim que permanecera durante alguns segundos, enquanto o garoto caminhava, ele parecia estar em seu mundo particular, e Evangeline percebera o quanto conforme ele caminhava. – M-Merlin. – A garota havia ficado sem reação, porém, aproximou-se espontaneamente com um sorriso nos lábios, por um tempo, somente acompanhando o caminhar do garoto. – Eu não sei por onde começar. – Na verdade, estava falando mais para si do que para ele, o que certamente podia o confundir. – Ah, me desculpe. O meu nome é Evangeline Austen, mas por favor eu agradeço se puder me chamar somente de Line, ou Line Austen se preferir. Evangeline traz uma seriedade inexistente, acho que os meus pais só se deram conta disso depois que eu fiz dois anos. – Ao final da frase já não atropelava mais as palavras, porém, ainda assim demonstrava certo nervosismo. – Eu não sei como explicar isso, mas, eu acho que você é a pessoa que eu preciso nesse momento. – Evangeline condenou-se mortalmente por aquela frase, e sentiu a bochecha corar no mesmo instante. – Eu continuo sem saber a razão, porém, olhando pra você, eu senti isso. Eu estou em uma pesquisa que muitos julgaram absurda, estou unindo elementos de todas as minhas matérias favoritas, a fim de encontrar uma nova maneira de adivinhação, e bom, até agora eu só consegui pessoas me julgando, e dizendo o quão louca eu sou por tentar algo impossível. – Evangeline encolheu os ombros. – E, por alguma razão, eu acho que alguém como você poderia me ajudar. Ah, eu já disse meu nome? – Evangeline simplesmente esquecia as coisas quando estava nervosa, e era mais do que aparente o seu nervosismo naquele momento. – Eu sou da Hufflepuff, e me desculpe se isso vai de certa forma o ofender, mas, eu não o vejo por aqui. – Evangeline, mesmo sem perceber, continuava a seguir o garoto loiro, mesmo sabendo que realmente depois daquilo ele poderia achar que ela realmente era louca. – Hum, Ravenclaw é uma boa casa. – Murmurou, mais uma vez falando para si mesma. – Ah, desculpe, às vezes é inevitável usar adivinhações, se bem que não era necessário já que o brasão está estampado no uniforme. – Evangeline riu de sua besteira e prometeu a si mesma que não tentaria invadir o garoto novamente, respirou fundo. – Me desculpe. Não irei adivinhar mais nada, a partir de agora, o que quiser que eu saiba, eu saberei. – Cumpriria suas promessas, mesmo que ele a recebesse de uma maneira negativa, e apesar de ser tão invasiva, sentia que ele não o faria.











