IV — Alfa é meu nome — disse. E ele perguntou: — Esse é teu nome de guerra? E ele respondeu: — Não. Esse é meu nome de paz.
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IV — Alfa é meu nome — disse. E ele perguntou: — Esse é teu nome de guerra? E ele respondeu: — Não. Esse é meu nome de paz.
カバー muzzx; o afogado, um conto por yanndra neves, disponível na amazon.
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caso se inspire, dê os créditos.
“O corpo do homem que os senhores veem aqui representado pertence ao monsieur Bayard, inventor do maravilhoso produto que os senhores agora estão vendo ou ainda verão. Pelo que sei, esse incansável pesquisador trabalhou ao longo de três anos para o sucesso da sua descoberta. A Academia, o Rei, e todos os que viram os seus desenhos fotográficos – que ele mesmo considerava imperfeitos – ficaram maravilhados como os senhores agora estão. Tudo isso lhe rendeu muitas honrarias, mas nenhum centavo. O Estado, então generoso com o monsieur Daguerre, não pôde fazer nada em favor do senhor Bayard. Fato que o fez buscar a morte pelo afogamento. (...) Os artistas intelectuais, a imprensa, muito se ocuparam dessa invenção desse homem que agora se encontra esquecido em um necrotério onde ninguém reconheceu ou sequer sentiram a sua falta. Senhoras e senhores, é melhor desviar os olhos, do contrário, o seu olfato poderá se ofender, pois como os senhores podem ver, a sua face e as suas mãos estão entrando em processo de decomposição” Texto escrito no verso da imagem "O Afogado" - Hippolyte Bayard (produziu o primeiro autorretrato fotográfico).
-- Alfa é meu nome -- disse. E ele perguntou: -- Esse é teu nome de guerra? E ele respondeu: -- Não. Esse é meu nome de paz.
Caio Fernando Abreu
Alguns, talvez, o julgassem orgulhoso. Era. Carregava com alguma dificuldade uma aceitação tão grande e silenciosa, tão absurda no seu quase mutismo e absoluta desnecessidade de comunicá-la ou demonstrá-la, sobretudo tão óbvia, lhe parecia, que parecia também que nenhuma daquelas pessoas seria capaz de compreendê-lo, da mesma forma como não compreenderiam a sua própria e pesada, intransferível, indivisível carga.
Caio Fernando Abreu