O Amisticio, parte 3.
03 de abril de 2019.
Entre os anos de 2016 e 2019, o apelo da população pelo amisticio aumentou.
Com a percepção de melhora, os bruxos, aos poucos, começaram a aceitar a possibilidade de deixarem as guerras para trás. Alma era uma grande voz e grande protetora dos bruxos, portanto eles a ouviam quando prometia que desta vez não era uma cilada, um plano maléfico para os enfraquecerem.
E então, no início de abril de 2019, as tratativas oficiais começaram: a realeza estava envolvida nas tratativas há alguns meses, pois Gaspard e Soren pensaram ser prudente aguardar até tudo parecer concreto, e agora lá estavam Gaspard, Soren, Alma em uma reunião com a rainha.
Apresentaram todos os termos, aceitos pelas três partes. Não haveriam mais guerras, ataques entre as raças ou qualquer plano para enfraquecer um ao outro. Viveriam em paz. Os ataques mútuos deveriam cessar, e o exílio dos bruxos finalizariam. Por último, a requisição que fez a rainha das fadas hesitar: os bruxos, como as fadas e os especialistas, deveriam ter um lugar seguro onde pudessem ensinar as novas gerações.
A perspectiva de um local onde bruxos pudessem se reunir livremente desagradou a rainha, mas rapidamente ela surgiu com uma solução: os manteria perto, em Menax, onde poderiam ser observados.
No canto de Menax, oposto à Seun, havia o antigo castelo real. Lugar antes habitado pela realeza antes de se deslocarem para Alka, há alguns séculos atrás. Este lado de Menax agora era tomado por ciclopes, ogros, e outras criaturas agressivas que haviam reivindicado o local como deles. Se os bruxos quisessem uma escola, aquele seria o lugar dado à eles.
Juntaram-se, então, para expulsar estes seres, e ali nasceu Liktis, o novo porto seguro dos bruxos, para onde foram mandados após o tratado de paz.
19 de maio de 2019
Todos de acordo, uma grande cerimônia foi feita pela Rainha para a assinatura do tratado entre os seres mágicos. Houve uma grande festa. Alguns receberam os bruxos de braços abertos, outros nem tanto.
Gaspard mantinha a esperança de que com o passar do tempo, e com a nova promessa de harmonia, os ânimos se acalmariam e os seres aprenderiam a conviver com suas diferenças. Eram melhores unidos, como partes que se complementavam, e não havia sentido manter aquela divisão tão tola.
Assim, então, se iniciou a era do amisticio, e as fadas de Seun permanecem contando pelos corredores da bravura e ternura de Gaspard, de como ele conseguiu ver algo bom nos bruxos e, junto de Soren, conseguiram construir uma sociedade unida e harmoniosa. Sem Gaspard e sem a sensibilidade e fraternidade das fadas, ainda estaríamos em guerra. Ao menos é o que dizem pelos corredores.
















