ATENÇÃO - O começo deste texto se encontra em nosso Instagram: @espiritismoanimal
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Durante a primavera, ela caiu doente e morreu pelo meio de junho 1909. O jardineiro a enterrou numa platibanda do jardim, plantando no seu túmulo um pé de dália. Algum tempo antes da morte dela, a gata fora atacada e maltratada por um cachorro que lhe tinha quebrado algumas costelas. Em consequência desse incidente, ela caminhava coxeando com o corpo curvado e a sua morte foi resultado das feridas recebidas.
Terça-feira, seis de julho de 1909, achava-me sentada à mesa, almoçando com a minha irmã e lendo, em voz alta, uma carta. Tinha as costas voltadas para a janela, que estava à direita de minha irmã. De repente vi que ela olhava para fora da janela, com uma expressão de espanto quase misturada à de medo e perguntei-lhe: “Que é que há?”, e ela me respondeu: “Vejo a Smoky, que anda no meio do mato’. Precipitamo-nos para a janela e percebemos efetivamente a Smoky, que parecia muito doente, tinha o pelo eriçado e os olhos assustados. Caminhava coxeando através da platibanda defronte da janela, a três ou quatro metros de nós. Minha irmã chamou por ela, mas, como a gata não parecia ouvir, correu para ela, continuando a chamá-la. Permaneci na janela e vi a gata se encaminhar para uma alameda que condizia ao fundo do jardim. Minha irmã seguiu-a chamando sempre por ela, mas, para grande espanto seu, a Smoky não se voltou nunca, como se não ouvisse nada e, em um dado momento, meteu-se dentro de uma moita e a minha irmã não a viu mais. Depois de uns dez minutos, a minha irmã e uma amiga, que se hospedara por algum tempo em nossa casa, viram novamente a Smoky que caminhava na relva bem defronte da janela. Minha irmã saiu para encontrar-se com ela, mas não a viu mais. Depois de meia hora, a gata apareceu no corredor que leva à cozinha e foi vista pela empregada, que apanhou uma vasilha de leite e foi em sua direção para dar-lhe de beber, mas a gata continuou o seu caminho e saiu no jardim, desaparecendo diante dela.
A consequência dessas visões foi que nós fomos interrogados se não houvera algum equivoco a respeito da morte da gata, embora a nossa amiga, o jardineiro e uma jovem doméstica tivessem visto seu cadáver. O jardineiro ficou mesmo tão indignado com a suspeita de que não havia enterrado o cadáver que foi na sepultura, arrancou a dália e exumou o cadáver de Smoky.
Nós não sabemos o que pensar desse acontecimento, que teve quatro testemunhas: srta. B. J. Green, srta. H. L. Green, srta. Smith e Kathleen B. (a empregada). Minha irmã contou que, quando ela seguiu a gata da primeira vez, ela caminhava muito depressa, mas capengando de um lado, como fazia antes de sua morte.
(Numa carta consecutiva, a srta. B. J. Green, falando sobre a segunda vez em que a sua irmã seguiu a gata, escreve: “A gata não pulou o muro da cerca, mas desapareceu quando se achava perto desse muro”). ¨
O caso precedente é muito interessante e significativo, primeiramente por causa da natureza incontestável do fato, em seguida porque o fantasma foi visto por quatro pessoas, em momentos diferentes, o que exclui a hipótese alucinatória pura e simples. Considerando este caso, duas únicas hipóteses podem explicá-lo: a primeira consistiria em supor que se tratava da visão de uma gata viva que teria sido tomada pela gata morta; a segunda seria a hipótese telepático-espírita.
Referi-me à primeira explicação por simples dever de relator, porque os nossos leitores já terão notado que esta suposição não se sustenta diante da análise das circunstâncias. Primeiramente porque, no caso em questão, se tratava de uma gata exótica, única no seu gênero, no meio onde o acontecimento se produziu, e caracterizada por um pelo que é especial em gatos persas, circunstâncias todas que tornam absurdo presumir que quatro pessoas em plena luz do dia, pudessem se enganar na identificação. Em seguida, porque foi notado que a gata aparecida caminhava capengando, precisamente como o animal morto. Em terceiro lugar, porque a gata-fantasma não deu nunca sinal de perceber as pessoas que a chamavam, o que não se daria se fosse uma gata viva e que, ao contrário, constitui o traço característico da maior parte dos fantasmas telepáticos e telepáticos-espíritas, que não percipientes, de modo súbito e inexplicável. Não acrescento outra coisa porque o que acabo de dizer basta para provar que a hipótese da visão de uma gata viva, que quatro pessoas teriam tomado pela gata morta, não se sustenta em face do exame dos fatos. Fica-se, portanto, obrigado a concluir que o presente episódio é realmente um autêntico exemplo de aparição do fantasma de um animal morto.
Fonte: Bozzano, E. Os Animais Tem Alma? 8 ed. São Paulo: Lachatre, 2013.
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Este foi a última categoria do livro, e o fim da nossa série de casos, o qual foi postado um caso por categoria ou subcategoria. Caso tenha gostado das leituras, procurem por comprar o livro (lembrando que isso não se trata de propaganda paga), pois nele existem outros casos interessantes, casos reais que aconteceram e podem acontecer, uns onde eu mesma já presenciei algo parecido, além de explicar melhor cada categoria. Deixo aqui abaixo, todas as sete postagens anteriores, caso não tenham lido, linkadas para que as encontrem com mais facilidade:
1ª - Alucinações telepáticas nas quais um animal desempenha o papel de agente:
https://www.instagram.com/p/CA-3cc0HFX5/
2ª - Alucinações telepáticas nas quais um animal é o percipiente:
https://www.instagram.com/p/CBlnkfPHbDP/
3ª - Alucinações telepáticas percebidas coletivamente pelo animal e pelo homem:
https://www.instagram.com/p/CCto_ECHMcB/
4ª - Visões de espíritos humanos tidas fora de qualquer coincidência telepática percebidas coletivamente por homem e por animais:
https://www.instagram.com/p/CDjhPg6nMzI/
5ª - Animais e premonições de morte (que se subdivide em 3 subgrupos):
https://www.instagram.com/p/CE96jC3H4jX/
6ª - Animais e fenômenos de assombração (dividido em 2 subgrupos):
https://www.instagram.com/p/CHOC_NaHow_/
7ª - Materializações de animais:
https://www.instagram.com/p/CMVlXbZH6g0/
OBS: Está linkado apenas o Instagram, ou seja, o início de cada postagem, caso exista continuidade aqui no Tumblr, estará indicado no final de cada uma, a TAG que deveram pesquisar para encontra-las. (caso não encontre ou tenha alguma dúvida nos mande um direct no Insta, mas esta tudo explicadinho em nosso destaque no insta: “Tumblr”








