O axé de Agosto pergunta: que precisa morrer em você para que algo novo possa nascer?
Nós seguimos o calendário gregoriano, mas o tempo do axé dança no compasso da lua e da terra. É por isso que o Olubajé acontece nesse período: o banquete sagrado de Obaluaiê, quando a comunidade se senta no chão, come na folha, partilha o alimento como quem partilha destino. Comer com o Orixá não é só rito, é pacto: cura, pertencimento e a lembrança de que não caminhamos sós.
Obaluaiê (Olúwa Aiyé, Omolú ou Sòpònná) é o médico da terra. Ele revela o que foi escondido, mostra a ferida, nomeia a doença, porque só o que é visto pode ser curado. Seu xaxará varre o que adoece, sua palha protege, a pipoca estoura como sinal de transformação: grão fechado que se abre, lembrando que toda dor pode florescer em algo novo.
Esse arquétipo não aceita ilusões: exige humildade, silêncio e coragem para atravessar a sombra. Obaluaiê nos ensina que não há renovação sem morte simbólica, nem cura sem aceitação.
E é isso que Agosto pede: limpeza do campo, revisão de planos, enterro simbólico do que te enfraquece e plantio consciente do que merece crescer. É quase um ano novo energético. Um momento perfeito para abrir os búzios, realinhar intenções e criar rituais que revertam padrões que já não te servem.
Se há algo na tua vida pedindo luz, este é o mês para puxar a cortina. Me chame na dm e agende sua consulta pois os Búzios revelam o que está pronto para renascer.
Com amor e axé, Iassana.














