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"Our new home, brother" page 8
Campinas, 2019
"Our new home, brother" page 9
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I wish I have more time for this comics, but still I want to draw it. So new pages will come out rrreeeaally slowly P.S. also sorry for mistakes if there is any : D
Page 3.
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So, it's a start of my story "Our new home, brother"
Page 1
P.S. not all quotes are correct.
Some of the happiest days of my life. Maybe I'll make a more elaborate memo...
52% #04: IFRN na ONHB
Este é o quarto texto da série 52%! Para saber mais sobre o projeto, clique aqui! With a little help from my friend Nelson Bezerra.
A Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB), que acontece desde 2009 como um projeto de extensão da Universidade Estadual de Campinas/SP, tem cada vez mais se tornado palco para o empenho e dedicação acadêmica de alunos do Nordeste. Este ano em particular, estudantes do advindos do Rio Grande do Norte levaram para casa 20 das 75 medalhas distribuídas para as melhores pontuações da competição (outras 38 também foram para nordestinos).
Parte considerável dos participantes potiguares que garantiram um lugar na fase final da ONHB – que acontece na própria sede da UNICAMP – são estudantes de Institutos Federais como o de Ipanguaçu, que levou para a cidade paulista cinco equipes orientadas pelo professor Amauri Albuquerque. “Gosto muito de história e a ONHB consegue englobar também outras áreas das ciências humanas, como Filosofia e Sociologia”, comenta Marlilton Filho, membro da equipe Três Cachimbos de Magritte. “Esse ano, inclusive, a gente não ia participar”, diz Ana Vitória, integrante da Nascimento de Vênus. Elas já haviam tentado, sem sucesso, chegar à final por três anos consecutivos. “Amauri, nosso professor-orientador, acabou nos incentivando a participar, dizendo que podia até ser um auxílio para o ENEM e deu tudo certo, foi ótimo”.
Equipe Os Três Cachimbos de Margritte
Jussier Fernandes, da equipe Ybirárama, diz com entusiasmo que sua equipe se sentiu instigada a participar da ONHB devido a organização do evento que, para ele, “aborda tudo de forma criativa, crítica e instigante”. “Acho que é uma das poucas olimpíadas brasileiras que não são maçantes e desinteressantes”, continua Marlilton. “Ela traz rodas de conversas, questões sociais acerca do que está acontecendo na atualidade e o motivo pelo qual essas coisas acontecem. Isso ajuda bastante a construir nossa visão de mundo”.
“A ONHB funciona por meio de equipes de 03 indivíduos que passam por provas divididas em 6 etapas online e a final presencial”, diz Emanuel Kywal, da equipe Cachimbos. “As quatro primeiras contam com uma série de atividades que buscam a criticidade e pesquisa do aluno”, continua Jussier. “Não há uma resposta certa e outras erradas, mas sim todas tem um pouco de verdade, mas o objetivo é descobrir qual se encaixa no perfil da olimpíada”. “Ao final de cada fase online, você pode realizar uma tarefa que vai desde a transcrição de documentos antigos até a análise de fotografias, imagens e pinturas”, comenta Lara Sandrine, da equipe Vênus.
Equipe Ybyrárama
“Isso é muito legal, porque esse material é muitas vezes esquecido pela sociedade, mas são extremamente importantes para o ensino da história e para entendermos melhor o funcionamento do país”, diz Marlilton. “Na quinta fase, você faz uma produção textual sobre temas estudados na olimpíada. O objetivo esse ano era fazer um livro didático sobre um herói regional esquecido”. Na sexta fase, os alunos trabalham corrigindo textos de outras equipes – “mas tentando se aproximar o máximo possível dos corretores de Campinas. Também escrevemos um texto durante a última fase”.
“Não tivemos dificuldade de trabalhar em equipe porque nos damos muito bem. Mesmo quando há uma disparidade grande entre opiniões, vemos como algo positivo porque incita o debate e é rico para a construção dos textos que precisam ser feitos”, comenta Ana. “O diálogo molda o conhecimento. Então você está conversando e discutindo com outras pessoas, com visões e formações diferentes da sua”, diz Marlilton.
Equipe Nascimento de Vênus
Para a realização das etapas on-line, o professor organizou encontros no laboratório de informática da escola para ajudá-los na escolha da melhor alternativa. “Cada fase online tem prazo de uma semana, então nos reunimos por um ou dois dias para a discussão das questões”, diz Jussier. “Amauri leu, revisou, debateu com a gente, apontou os pontos positivos e negativos do que estávamos falando e quando já estávamos em campinas, ele fez uma simulação de como seria a final. Foi um apoio incrível, porque exatamente tudo que ele trabalhou com a gente momentos antes de fazermos a prova estava lá”, comenta Lara.
“Quando recebi a notícia de que tínhamos sido classificados para a final só conseguia gritar e chorar. Não acreditava no que tinha acontecido”, diz Ana. “Foi uma espera e nervosismo grandes, fechando, abrindo e atualizando o site em busca do resultado”, complementa Jussier. “Sentimos que todo o tempo, dedicação e paciência investidos valeram muito no final”. “Houveram os cortes, mas tivemos a sorte de nosso campus ter solicitado o recurso para olimpíadas no início do ano. Dessa forma, conseguimos realizar a viagem e saciar as demais necessidades para a realização da fase final”, diz Kywal. Infelizmente, nem todos os câmpus do IFRN tiveram a mesma sorte. “Como foi o caso de Mossoró, que só tinha verba para cinco equipes sendo que mais de vinte foram classificadas. Ficamos sabendo que eles fizeram rifa e venderam coisas no sinal para conseguir dinheiro”, lembra Ana.
Equipe Gita
“Só veio cair a ficha de que estávamos lá e que realmente tínhamos chegado à final na hora de fazer a prova”, comenta Ana. “Amei toda a experiência que ela proporcionou. Para mim, o dia da premiação ficará marcado para sempre: foi interativo, divertido e mesmo que você não tenha ganhado medalha, ficava feliz pelos outros do seu estado e do Nordeste”, diz Marlilton. “Fiquei ainda mais feliz ao ver que a maior representação do Rio Grande do Norte era do IF, uma classe que está sendo marginalizada nesse governo, mas que conseguiu mostrar sua força na olimpíada”.
As equipes de Ipanguaçu levaram, cada uma, medalhas de cristal por sua participação no evento. Para Jussier, embora não estejam entre as três principais medalhas, o resultado é algo a se orgulhar. “Na primeira fase, eram quase 20 mil equipes no páreo e, entre todas essas, a sua ser uma das 314 finalistas... é muita coisa a se digerir”. “Espero muito que nossa ida inspire alunos nos próximos anos, porque quando entrei no IFRN me sentia muito inspirada pelos alunos que tinham participado e trago medalhas”, diz Lara. “A cultura da ONHB no campus de Ipanguaçu é muito forte”.
Equipe Luminus
“Para os alunos da rede pública do Vale do Assu se engajarem mais nessas olimpíadas”, enfatiza Kywal, “é necessário que tenha mais apoio da escola”. “Principalmente dos professores, é onde tudo isso começa”, complementa Jussier. “Será sempre necessário um professor que acredite, incentive, ensine e capacite alunos e os façam perceber que podem chegar muito mais longe do que pensam”. Segundo Ana, “é também necessário investimento em laboratórios e espaços que permitam a participação dos alunos nas olimpíadas, locais onde podem acontecer encontros e debates que facilitam o processo”.
“Acredito que alunos de escolas municipais e estaduais são os que mais sofrem nesse quesito”, complementa Marlilton. “Por exemplo, doze equipes de uma escola estadual em Recife foram classificadas e, faltando dias para a viagem, eles descobriram que não havia verba para isso. Eles trabalharam duro para ganhar o dinheiro, mas chegaram lá e levaram três medalhas de ouro e várias outras de bronze. Isso prova que existem muitas mentes brilhantes nessas escolas, mas que muitas vezes não são exploradas, reconhecidas ou incentivadas. É muito importante o apoio do governo estadual e municipal para que mais alunos, especialmente os do Vale do Assu, se sintam engajados em participar”.