#113 #LeParc #OParque ★★½ Uma coisa é certa sobre “O Parque”: não passamos incólumes após a sessão do filme francês, dirigido por Damien Manivel. É bom que fique claro que o longa foca a ação em dois personagens (Naomie e Maxime) que se encontram em um parque, mas o protagonista é quem dá título ao filme, o próprio parque. Com diálogos simples, quase simplistas, flagramos um encontro que a princípio foge do convencional, quase platônico, um tanto asséptico e quase assexuado, mas até aí continuamos no quase. O desejo está contido mas de maneira implícita, há algo a mais para ser descoberto, pelos personagens e consequentemente pelo espectador. Pode ser que a identificação não seja imediata ou que haja algum estranhamento com essa relação, mas é inegável que em uma certa cena de troca de mensagens pelo celular muitos se viram naquela mesma situação, de um lado ou de outro, se não por SMS, por carta, e-mail, pombo correio, independentemente de sua geração, as relações humanas sempre tem essa dicotomia: aproximação e afastamento, de maneira intensa tanto para um quanto para o outro. O balanço final é que “O Parque” tem algumas boas qualidades, os enquadramentos são bem pensados e o uso da fotografia inteligente, dadas as circunstâncias do roteiro, mas as oscilações, de gênero cinematográfico inclusive, ora desanuviam ora trazem a escuridão para um relacionamento a princípio fugaz e inocente. #filmes2018 #frança🇫🇷 (em Caixa Belas Artes)