Corona outbreak reaction 🤪


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Corona outbreak reaction 🤪
I HATED to be at that side of the doctor’s desk. I hated being a pacient. I hated the fainting and hated the tests. And more than anything, I hated not knowing what I had.
My doctor, which is also my professor, what made all appointments VERY awkward, was sitting in front of me, with all the blood tests and x-rays I had done. She was quiet, like worrying.
“So?” I asked, sounding a bit rude. I wasn’t being myself.
“We’ve detected hormonal issues. Your T4 is low. It’s a hormone produced by the thyroid You have clinical hypothiroidism.” She said like in one of her lectures. “This affects your heart and all your metabolism. Explains the fainting, the heart arythmie...”
“So I just have to get T4 suplement?” I cut her speach. I’m nervous.
“Well, I do want you to suplement this hormone as soon as possible but we gotta understand why you have it.” She hands me my hormone test. “The TSH, which is an hormone produced in your brain should be very elevated, to compensate the demage, but it is not. It isn’t low either, but it may be a warning sign.” She stopped, afraid I would get the pieces together by myself. But no one thinks clearly or clinicaly while sick themselves. I had no freaking idea.
“Please, just tell me” I begged.
“The problem may be in your thyroid, which could be nothing or could be nodules or degenaration... I’m gonna ask for an ultrasound, so we can work this out. But... by the TSH, we also gotta scan your brain. The issue that is causing all the may be in the hypophysis.”
And suddenly my brain decided it was time to connect everything, and god knows I wish it didn’t.
“I can have tummors? In the thyroid or inside my brain? I can have cancer? Is that what you’re saying?” All my edges seemed cold as the snow falling outside. I didn’t felt far from another faint. And yet, my doctor didn’t speak. “Please, say something” I shook my head, feeling so small and so afraid of what was to come, feeling the tears warm rolling down.
“It’s not the only possible. It can be a bunch of different things. But we gotta look everything through.” She said, getting some papers from the desk. She proceeded telling me which tests were going to be done and how to proceed and giving information about mental health care in my situation, but really, there’s only one word spiraling my mind: cancer.
Je mange une pomme et je pense. Qu’est que c’est ce dolor? Por quoi je suis trés fatigué tout les temps? Mon frère a souffert assez, ma famille ne peut plus endurer. La pomme c’est doux, mais quand je tourne je vois. La tache se propage, comment la maladie dans mon corps.
To witness death?
Rondas da manhã, logo na troca de plantão, são as piores. Os médicos da madrugada estão exaustos, muitas vezes os enfermeiros do plantão estão tão exaustos que esquecem de checar o soro de alguém, conferir a gasometria de outros. Isso quando não deixam de fazer por situações de emergência. Então Ophélie estava acostumada a encontrar pacientes que precisam ser trocados, curativos atrasados, complicações e pessoas muito, muito mal-humoradas. Falando em mal-humoradas, ela riu baixinho com si mesma, o colega de Hogwarts, Ronan, ainda estava internado, e não eram apenas as manhãs que o deixavam mal-humorado. Ele era sempre irritado. Mas não era mau. Ele nunca deu trabalho quando ela entrava no quarto, apesar de ouvir dos médicos que era suicídio entrar lá sem que os colegas dele estivessem por perto.
Hoje ela sentia um aperto estranho no peito. Ela não acreditava em superstição, mas se acreditasse, diria que era um mau pressentimento. Como não acreditava, começou a avaliar se deveria procurar um cardiologista, levando em conta o problema congênito do irmão.
Apoiou a prancheta na porta e bateu, começando a checagem de cada quarto, conferindo todas as medicações, fluído e se haviam questionamentos a serem repassados aos enfermeiros chefes. Um a um, ela anotou, conferiu e ajudou. Alguns a olhavam feio, os que costumam acordar depois das dez. Ela manteve a paciência, não era exatamente agradável estar internado. Ophélie sorriu ao ver o próximo quarto. Ronan, o Indomável. Aproximou o ouvido da porta e bateu.
“Toc toc!” falou com um sorriso nos lábios. Sem resposta. Os amigos devem ter cansado. Compreensível. Mas algo estava estranho, um ruído incomodava. Demorou alguns segundos para a garota perceber que, apesar de baixo, se tratava de um apito fino e contínuo. Ela se apressou em abrir a porta, puxando o ar e o prendendo, incapaz de soltá-lo.
O garoto estava deitado, imóvel. Os flashes da noite do acidente, a qual ele chegou, voltaram. Ele... Ele parecia bem nos últimos dias. Não parecia possível para Ophélie que isso estivesse acontecendo. Mas Ronan era forte, e pessoas fortes tentem a esconder o que sentem, elas mentem, ela aprendeu isso em semiologia. E ele tinha tanto o que podia acontecer, ele poderia ter um novo sangramento interno, um outro hemotórax, ou entrar em choque por hipovolemia, insuficiência renal aguda, desequilíbrio ácido-básico...
“Meu deus! RONAN!” A prancheta caiu no momento que ela finalmente bateu os olhos no monitor cardíaco: uma linha única e contínua de um coração parado. “RONAN!” Ela correu até ele, obsessivamente tentando livrá-lo dos lençóis que o cobriam, tentando ver seu peito subir e descer, tentando sentir uma veia ou uma artéria pulsando. “AJU—“.
Ela não conseguiu terminar a frase. Teria sido choque? Não, ela emitiu as palavras, mas elas saíram abafadas pela mão que cobria seus lábios.
“Mas que PORRA?” Ronan estava sentado agora, a mão estava firme impedindo que ela gritasse. Seus olhos eram a tempestade que esbraveja dentro, como sempre. Ela desviou o olhar novamente para o monitor, ainda mostrando um coração que não batia. Ela tentou afastar a mão dele do rosto. “Não grite.” Ele disse antes de soltar os dedos que apertavam suas bochechas.
“Onde está o transdutor?” Ela estava assustada, mas precisava ser racional. A mão que a segurou não havia o monitor cardíaco e oxímetro, a outra estava quebrada numa tipóia.
“No inferno.” Ele apontou para o fio caído do lado da cama.
“E ninguém veio conferir que no sistema você literalmente morreu?”Ophélie balançou a cabeça, reprovando. Pegou o transdutor e acoplou no próprio dedo, o sistema começou a pulsar. Seu batimento estava alto. Ela retirou no instante seguinte, ela não queria saber ali se seu coração tinha uma arritmia. Ronan a observava.
“Talvez torçam por isso”.
“Ou talvez você tenha baixado o som e feito isso tantas vezes que pararam de ligar.” Ela estendeu a mão. Ele a entregou o dedo do meio. Bem... era um dedo. O monitor mais uma vez pulsou com um coração. “Não faça isso”.
“Morrer?” ele sempre era sarcástico.
“Isso também não. De preferência.” Ophélie finalmente soltou todo o ar que havia inspirado quando entrou no quarto. Ronan ainda a observava. Mais especificamente observava que a testa da garota se mantinha franzida enquanto uma das sobrancelhas parecia querer sair dali, tremendo. “Você precisa de algo?”
“Alta.”
Ophélie suspirou e fechou os olhos. Quando os abriu novamente, a escuridão ainda estava lá, como se fogos de artifícios negros tivessem explodido bem na sua face, e com eles seu crânio estava rachando. Antes que pudesse perceber, ela estava no chão.
Se o transdutor estivesse em seu dedo, Ophélie teria visto que algo não estava certo com seu coração.
To witness life
Ophélie começou a notar que algo estranho estava acontecendo no andar da ala de quartos de trauma. Muitos enfermeiros corriam e juntavam coisas, haviam varinhas puxadas e uma rapidez que só era possível reconhecer se você já havia visto um atendimento de uma emergência. Um frenesi focado, cada um desempenhando sua função protocolada. Ela correu para o centro, foi até a enfermeira chefe, que dava ordens.
“Tem algo que eu possa fazer?” Ela procurou soar o mais confiante e calma, porém atenta, que conseguiu.
“Estamos mandando uma equipe, houve um acidente numa rodovia, não sabemos muitos detalhes, podem ser que precisem, fique perto do garoto rico ali. Aparate com eles.” Ela apontou e Ophélie obedeceu. Ao estreitar os olhos, reconheceu o “garoto rico”. James, da grifinória. Eles tinham se formado há alguns meses, e agora estavam numa emergência? A vida não perdoa ninguém.
Ela ajudou a segurar malas, carrinhos e macas de emergência, e apoiou levemente a mão no garoto, que parecia tão preocupado que não a reconheceu.
“Tente ser exato, visualize exatamente o local, o tempo é crucial.” Um dos médicos de plantão que se aglomeraram no bolo sugeriu. James trocou olhares com o outro garoto que o acompanhava, o de cabelo loiro. Eles juntos fecharam os olhos, e em seguida, veio a sensação de correnteza que era aparatar. Quando os pés da garota sentiram novamente o chão, ela cambaleou, não só pela tontura da viagem, mas por que todos ao redor de si começaram a se mover em suas posições, sem hesitação. E tinha o cheiro de sangue. Talvez tenha sido esse, tão forte e tão frio, que tenha a pego de surpresa.
Retomou o equilíbrio e se ajoelhou do lado de uma mala aberta com inúmeros instrumentos.
“Prepare a intubação.” Disse o enfermeiro que estava ao seu lado, enquanto ele corria com algumas ampolas, seringas e um rolo de tecido de compressão.
Intubação, okay, eu consigo. Ela respirou fundo. A realidade num hospital era tão diferente da enfermaria da escola, ela sentia a pressão o tempo inteiro em seus ombros.
Laringoscópio, tubo endotraqueal de dois números diferentes, seringa de 20ml, ambu, gaze, cordão para fixação... Ela arrumou tudo enquanto escutava a movimentação atrás de si. Um Toyota Supra preto. Ou o que teria sobrado dele. Era um carro MUITO rico e que definitivamente corria MUITO. Ela se distraiu por alguns segundos com o aerofólio, mas logo em seguida viu que os socorristas conseguiram tirar o jovem de dentro do carro. Braço quebrado, ferimentos de briga. Ronan Lynch. Ela o reconheceu e teve que se segurar para não tremer durante o percurso que levou para carregar o material para onde o amarravam a maca.
“Perfuração de tórax, provável colabamento, hemotórax.” O médico falava enquanto dava ordens a outro enfermeiro. “Catéter, vou entubar e tentar fazer punção aqui mesmo.” Ophélie já havia lido sobre isso,e não parecia bom, não mesmo. Ela se sentiu aerada. “Laringoscópio!” A garota voltou aos sentidos. Ela precisava concentrar, isso era uma emergência. O filho de alguém, o amigo de alguém, o irmão de alguém estava em perigo. Ela respirou fundo e se ajoelhou com a bandeja, abriu um tecido de campo e apoiou o material sobre ela. Em seguida se posicionou atrás da cabeça do garoto. Ele parecia forçar para respirar, sem sucesso, ele estava desesperado.
“Por favor, fique parado, nós vamos te ajudar.” Ela segurou sua cabeça firmemente, enquanto sentia o aperto firme da mão dele que veio de encontro ao seu pulso. Como ele estava acordado, tendo perdido tanto sangue e não estar respirando nem um pouco bem? “Ronan, solte. Seus amigos estão aqui e precisam que você coopere.” Ophélie forçou sua cabeça para trás, a inclinando. O médico em seguida puxou o laringoscópio para visualizar a laringe. O médico pareceu preocupado.
“Cadê a sonda de aspiração?”
Sonda de aspiração. Sonda de aspiração. Ah, não. Ela não havia pensado que seria necessário. Não tinha pego. Não esperava, não queria, que o caso fosse assim. Edema pulmonar, ele tinha sangue DENTRO dos pulmões. Ronan, como você ainda respira?
“E-eu, n-não...” Não deu tempo que ela explicasse, um outro membro da equipe já tinha sido rápido e buscado a sonda que no outro segundo tinha sido introduzida na traqueia do garoto. Eles começaram a aspirar. Na bacia começou a se acumular a secreção viscosa e sanguinolenta.
“Não vai dar para tirar tudo, provavelmente tem um sangramento intra-pulmonar, vamos aspirar o que der, entubar rapidamente e puncionar o tórax.” Ophélie olhava para o rosto do garoto, ele tinha ficado fixo, arregalado e assustado, olhando diretamente para ela. O único rosto conhecido que ele conseguia visualizar. O peito dele não expandia, ele não conseguia fazer os pulmões funcionarem.
“Vai ficar tudo bem.” Ela tentou sussurrar para ele, mas ela estava tão nervosa que não deve ter saído nada convincente.
“Entubado, você, ventile.” Uma mulher alta se ajoelhou do lado da cabeça dele com o ambu, começando a ventilar, numa contagem específica. O médico então cortou a camisa de Ronan, expondo o peito, com tatuagens e um ferimento que era pressionado com compressas que ficavam vermelhas. O médico contou em voz baixa, enquanto enumerava e apontava as costelas do lado ferido. Ao chegar ao quinto espaço intercostal, fez uma rápida assepsia, não havia muito tempo, e inseriu o cateter. Não foi necessário nem puxar muito a seringa do outro lado, o sangue começou a ser aspirado. Ophélie olhava tudo preocupada, a mulher do seu lado apoiou a mão em suas costas, como se entendesse.
A medida que o sangue torácico saia do espaço pleural, a ventilação manual ficava mais fácil. O peito dele começou a subir, a expandir. O ar estava chegando corretamente.
“Ainda tem fluído e a pressão não está boa, mas é melhor leva-lo logo, precisamos de uma radiografia...” O médico explicava os próximos passos, mas era como se os ouvidos da garota tivessem sido tapados. Ela só conseguia olhar para o peito dele: subindo e descendo. Movendo. Restaurado. Ela tinha acabado de ajudar uma vida a ser salva. Ainda havia muito a ser feito, mas ver e ouvir o ar entrando e saindo... Era mágico. Era vida.
Ronan Lynch, você vai viver.