Dentre as confusões do mundo miserável, entreguei-me ao silêncio que seus braços ofereceriam.
C.f

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Dentre as confusões do mundo miserável, entreguei-me ao silêncio que seus braços ofereceriam.
C.f
E ao olhar em teus olhos, pude ter certeza do que é a reciprocidade.
Cinthia Fragoso
Foram 2 ou um pouco mais minutos. Minutos os quais afogaram meu coração em lágrimas, mas, como sempre, não demonstrei. Só sorri. Porque é bem fácil fazê-lo quando ja se está habituada. olhávamos um para o outro nos olhos, mas escondi o que apresentava a minha verdadeira face. traidora. Talvez o motivo de fato seja perceber que há insatisfação, desconsolo, raiva e arrependimento, tentativa de reparação e desculpas ao léu. Talvez o problema seja de fato, não nos entendermos completamente, ou a culpada seja a minha angústia capaz de esconder qualquer palavra, e atirar-lhe nas mais infames dúvidas do que realmente sou ou sinto. Não sei ao certo onde estou, e porque nos encontramos dessa maneira. Mas gostaria muito de parar de recapitular a cada instante o motivo de você me amar ou de ainda estar comigo. loucura, talvez. São tantos "talvez" que talvez não haja um argumento calculado esquematicamente correto para explicar essa situação e porque costumo fazer dessa forma. Mas é. Me irrito fácil demais. Me aquieto em frases ostis. Me encubro de palavras chulas. E depois me afogo novamente no mar do silêncio, esperando sair da escuridão que me persegue fazendo lembrar la no fundo que talvez não seja digna de nada puro que és capaz de oferecer. Então saboto a mim. Engano a mim. E traio quem de fato sou esperando que palavras insuficientes sejam capazes de esvaziar esse rio e secar meus pensamentos inúteis e sua cara tonta com mania de se culpar pelo que não é um fardo seu. Agora devem ser uns trinta minutos sentados. Não olhamos na mesma direção. Não conversamos. E talvez eu me entregue novamente a mania de me fechar, até você me tocar novamente mostrando que o mundo é ao contrário... Que talvez valha a pena.
Cicinha.
Nos meus olhos, caminhos incertos perduram. nos seus olhos, maravilhas perpétuas circulam. Nos nossos olhares, entre a incerteza e a beleza existe a linha tênue de amar um mundo imaginário com a fé de que tudo um dia dará certo se certas mãos estiverem interligadas.
-as mãos podem se encaixar e os corações se pertencerem.
arma - dura
Me acerte a armadura. Me acerte com força suficiente. Para que eu não possa me levantar. A desmonte, quebre. A estraçalhe. Que a tire de mim Se for preciso! Mas não me deixe levantar E ter que viver de remendas. Após qualquer golpe Que passar desnecessário. Se for pra fazer, Que esteja disposto a fazer direito. Me derrube Para que eu não me levante tão cedo. Pois não há nada pior do que saber, Que o infinito existe E ele se resume, Em saudade tua.
"Eu te amo" não é uma frase sem sentido e banal. "Eu te amo" tem que vir do coração, tem que ter sentimento e emoção. Tem que ser amor mesmo. E deve ser usada como instrumento de amor, não como padrão de insanidade. "Vamos terminar tudo!". Briguinha besta e "vamos terminar tudo"? Desse jeito o "terminar" perde o seu real significado. Vira rotina. Vira coisa normal. Vira uma grande palhaçada. Cuidado com o uso e o emprego dessas duas frases simples e fortes. Quem diz pode esquecer, mas quem ouve...guarda.
Cinthia fragoso
teatro da hipocrisia
As pessoas olham e acham que sabem, mas não sabem nada. Elas não vêem nada. Só enxergam a capa. Mas a parte de dentro do sorriso, nada. Nada dentro daquele a quem olha. Nada. É tudo artificial. Se comprazem com aquele sorriso belo, E assim acham que tá tudo bem. Quem sabe fica um dia.
Eis um medroso. Aquele que tem medo do vento, O que segue na ponta mais segura da calçada, Sorri com medo de não conseguir nada, E ainda assim continua andando e andando .... e andando... O que não cai na chuva pra não se molhar, Que não namora pois prefere ficar, E diz ficar melhor de braço em braço Palavra em palavra Somente feliz em se acomodar. Aquele que diz que tá tudo bem, Mas que carrega dentro de si uma vida além Do que qualquer um que olha pra aquela face compreenderia. Pensa inquieto na existência de alguém, Para acalentar suas dores consoantes do peito E que trate com talento e respeito Todo o conteúdo que existe ali. Segura com cautela qualquer objeto, Se sente excluido de tudo... Fala com medo, Fala baixinho.... pouquinho... Ou simplesmente não fala! É tão belo quanto a poesia, Mas não exprime suas convicções quando lhe é necessário. E por vaidade finge não ter consciência disso. Possui tantas virtudes faceis de admirar Mas andam escondidas em todo olhar E também não consegue crer nessa possibilidade. Eis o medroso! Aquele que deixa de viver uma bela vida Para ter medo de tudo, inclusive de amar-se verdadeiramente. Prefere usar aquela frase: "Felicidade de pobre dura pouco" Pra justificar seus passos cumpridos com pouco esforço, Com medo de ser feliz. Eis um medroso. Mais um entre tantos covardes do mundo.
~ cinthiafragoso