Se uma pessoa abandona o próprio orgulho, implora por algo com todo o coração e não é atendida, ela nunca volta a ser a mesma. Algo morre dentro de si, e algo diferente ganha vida.
- As Crônicas das Sombras (Frances Hardinge)

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Se uma pessoa abandona o próprio orgulho, implora por algo com todo o coração e não é atendida, ela nunca volta a ser a mesma. Algo morre dentro de si, e algo diferente ganha vida.
- As Crônicas das Sombras (Frances Hardinge)
Orgulho e afeto são duas forças que moldam minha existência de maneiras tão distintas. E parece tão difícil lidar com ambos dos sentimentos. O orgulho, que é meu escudo, me protege das feridas do passado, mas ao mesmo tempo, me isola, erguendo muros altos demais para serem transpostos, muro esses que nem eu mesma consigo ultrapassar. O afeto, com sua delicadeza, tem o poder de curar minhas cicatrizes mais profundas, mesmo quando me sinto completamente quebrada por dentro. Com tantas decepções e traumas, permitir-me sentir afeto parece assustador e as vezes até sinto dificuldade em respirar, mas é nesse espaço vulnerável que a verdadeira conexão e cura começam. É um ato de coragem abrir meu coração novamente, sabendo que o afeto, quando recíproco, tem a força de me fazer sentir vista e amada de verdade.
— Caroline Missio em Relicário dos poetas.
Amor propio...
Nada é mais tolo do que magoar aquele que poderia te socorrer. Quem age assim não apenas revela sua fraqueza, mas cava a própria desgraça. O sábio reconhece o valor de uma mão estendida — o tolo a despreza, até que se veja sozinho.
Sêneca (Cartas a Lucílio)
Ainda estou aqui é o filme do Oscar, mas antes de tudo, NOSSO, o Brasil contando sua história e fazendo história. Ainda bem que nasci latino-americana, específicamente Brasileira, aos 20 me encontro mais patriota que nunca, orgulhosa da minha cultura, de minha terra, do nosso falar alto, da minha cor de paçoca, do amor que sente a necessidade de ser expressado através de toques e abraços, de nossas despedidas intermináveis, o som das crianças brincando nas ruas como se fosse um quintal, a cerveja gelada na esquina como se espantasse o mal. Onde minha família estava em 1964? Do lado tão pobre e miserável que nem sequer sabia o que era ditadura, mas eu estou aqui, mais forte e consciente do que nunca.
Se for por justiça e merecimento, não apenas o Oscar, mas direito de sonhar e chegar lá é de Fernanda torres, é nosso, é do Brasil!
Sexualidade não é fase, não é influência, não é escolha. É simplesmente ser. É nascer. E ninguém “pega” isso no ar. Mas o preconceito, esse sim, se ensina, se espalha, se herda. O preconceito nasce da ignorância e cresce no silêncio.
-Minnie Lima