😼 O SEXO DOS GATOS 😸
Eu sempre tive dificuldade para identificar órgãos genitais... Calma, você não está lendo um texto erótico, estou me referindo aos órgãos genitais dos meus gatos!
Certa vez resgatei um gatinho e, mesmo ele sendo tigrado e de pelo rente, não consegui identificar com certeza se era macho ou fêmea. Mostrei a um monte de gente e todos disseram que era um GATO.
Fiquei atenta, esperando o tempo certo para castrá-lo, alguns meses se passaram e nada de aparecerem as “bolinhas”, digo, os testículos.
“Tem algo estranho... Será que esse gato é doente?” – comecei a questionar.
“É doente nada! É que o bichinho ainda é novinho!” – alguém sempre respondia.
Mas como eu estava muito inquieta, peguei o gato no colo, ajustei os óculos e chamei um amigo para olhar junto comigo. A cara dele foi hilária ao dizer: “ESSE GATO É UMA GATA”!
Fiquei frustrada, sabe? Não por ele ser uma gata, adoro os felinos, independentemente do gênero, mas por eu não ter percebido antes, por não ter identificado há mais tempo, para lhe comprar uma coleirinha cor-de-rosa e lhe dar um nome de fêmea.
Bem, essa seria mais uma “história de gatos” como tantas que já contei, não fosse a lição que a mesma me deu.
Não é fácil admitir que a minha visão a respeito das pessoas é limitada e até equivocada, mas eu admito. Eu não gosto de ser julgada, mas de vez em quando me pego julgando.
Já sofri tanto preconceito e já fui tão excluída por ser gorda, por ser deficiente, por ser mulher, por ser pobre e, de repente, me pego excluindo quem não é igual a mim, quem pensa diferente de mim, quem tem orientação sexual diferente da minha, quem tem desafios diferentes dos meus!
Ai, meu Deus, que vergonha... Que frustração! Não por perceber que as pessoas são diferentes e têm liberdade para sê-lo, mas envergonhada por ter perdido tanto tempo etiquetando as pessoas como se fossem classes gramaticais, encaixando-as em padrões cujas medidas não serviam nem para mim!
Que Deus abençoe as pessoas que sofrem preconceitos, diariamente; e que Ele endireite, urgentemente, o olhar de quem as olha atravessado, assim como eu, até um dia desses, olhava.
Lídia Vasconcelos












