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Perdi as contas de quantas vezes ensaiei, diante do espelho ou debaixo do chuveiro, argumentos que poderiam me fazer vitoriosa em uma batalha. Acontece, que a maioria desses diálogos foram ensaiados após sair derrotada de alguma luta. Eu tenho essa mania tola de revisitar lugares que me fazem mal para me punir. Isso tudo porque algo dentro de mim me faz pensar que sou responsável pelo que me fazem, mesmo quando é algo que, humanamente, eu jamais poderia prever.
Talvez você também ensaie diálogos e se martirize por coisas que não estão sob o seu domínio. A forma como as pessoas agem em relação a nós não é algo que possamos controlar, mas a forma como nós decidimos nos acolher após uma decepção, sim. O passado é imutável e por mais que queiramos não há nada que possamos fazer com aquilo que passou. Não temos uma máquina do tempo para corrigirmos erros ou modificar cenários, mas a vida nos concede a oportunidade de retirarmos dos infortúnios da vida aprendizado e amadurecimento.
Não há como negar que o seu “eu de hoje” é o resultado de todas as coisas que lhe aconteceram até aqui. Logo, apagar a nossa história é remover também o que nos faz ser quem somos. Por isso, busque olhar para a vida com um olhar mais resiliente e tente depositar sua energia naquilo que poderá dar fruto. Aceitar que a vida é feita de bons e maus momentos nos permite retirar de nossos ombros pesos desnecessários. Um diálogo em frente ao espelho poderá consolar o seu ego ferido, mas olhar para uma situação e colocá-la em um lugar de insignificância te permitirá seguir sem tropeçar. (Pâmela Marques)
“Houve um tempo em que eu me martirizava demais pelas escolhas alheias. Tentava, a todo custo, contornar a situação ou fazer a pessoa enxergar com outros olhos suas decisões. Sofri demais, me machuquei demais, me violentei demais, até perceber que cada uma é responsável por trilhar os seus caminhos e que todos nós temos o direito de optar por nosso destino. Se alguém que você ama opta por partir, deixe-o ir. Se ele é indeciso, não sabe se fica ou se vai, você pode e deve tomar a dianteira da situação. Decida-se por quem não sabe o que quer. Faça esse favor ao seu coração.” (Pâmela Marques)
“É necessário observar a vida ao redor. Aqueles que em seus ombros carregam demais. Nossas dores serão suportáveis ao observarmos a batalha dos nossos irmãos. Dá-me, Senhor, apenas ombros fortes, dispenso a falta de fardos.” (Pâmela Marques)
“Não dê ouvidos à maldade alheia. Não dê ouvidos aos pessimistas. Não se deixe contaminar. Algumas pessoas têm o espírito do derrotismo e farão de tudo para que você se desanime diante dos seus sonhos. Por isso, eu repito, não dê ouvidos a elas. Se você tem um objetivo corra atrás. O nosso êxito depende único e exclusivamente de nós. Cada pessoa é responsável por sua vitória. A derrota de um não nos diz respeito. A nossa luta sim.” (Pâmela Marques)
“Você precisa renunciar aquilo que te impede de seguir. Seja uma pessoa, uma saudade, um sentimento, um erro. Você precisa se desprender daquilo que lhe atrapalha de alcançar seus sonhos. Às vezes nós tratamos o nosso grilhão como um animal de estimação e não enxergamos o quanto ele atrasa a nossa vida. Muitas bênçãos nos são negadas, porque não conseguimos enxerga-las. Porque há em nossos olhos uma venda que nos impossibilita de chegarmos até elas. Todos nós sabemos o que nos pede de seguir. O problema é que nem sempre estamos dispostos a caminhar, a renunciar, a dizer adeus. É necessário que nos doa hoje, que nos dilacere a alma, para que amanhã a cicatriz se cure. Se você caminhar pelas mesmas estradas sempre chegará ao mesmo destino. É preciso que nós nos atentemos àquilo que realmente desejamos.” (Pâmela Marques)
“Eu quero que você compreenda que não é responsabilidade sua educar quem está ao seu lado. Não é o seu papel modificar a visão dele sobre o mundo ou tomar para si todos os problemas e resolvê-los. Cada pessoa é responsável pelos seus caminhos e suas decisões. Não gaste a sua energia à toa. Se a vida não ensinou, ao longo dos anos, sobre ter bom caráter não é você – com a sua boa vontade, que ensinará.” — Pâmela Marques.