Versão (Romeu e Julieta) Pansmione: Em meio a essa sacada
Nada lhe feria mais o coração do que saber que aquela briga nunca teria fim, Granger's e Parkinson's jamais se dariam bem, nem em seus mais loucos e obscuros sonhos.
Ela poderia fazer qualquer coisa, falar com quem fosse, mas nenhum dos lados iria ceder assim como a imagem inebriantemente hipnótica dos profundos olhos castanhos escuros não saia de sua mente. Pansy estava em seu quarto, deitada em sua cama apenas olhando para o teto, sua mente voando e pousando em meio aos cachos desobedientes e revoltosos daquela mulher.
Realmente, ela lhe inebriava a mente tão quanto álcool, imaginava que a comparação ao ópio não era impossível.
Pansy: Hermione, ah Hermione!
Suspiros envoltos de sonhos e cansaço irromperam sua garganta, pulsando de maneira ainda mais acelerada o seu coração. Suas veias aquecidas pelo pulsante sangue que lá corria, de maneira involuntária o seu corpo se movia.
Pansy: Queria eu que oposto fosse o destino, que não tencionasse tanto a linha que une nossa família ao ponto de tornar-se ódio qual se cessará apenas com o sangue derramado no chão.
Falava para si mesma induzindo a sua voz uma afinação melancólica, o arrepio incontrolável em sua pele se tornava agoniante.
Mas fora interrompida.
Seu pensamento cortado ao agudo e baixo som de algo se chocando com o vidro que isolava sua sacada. O que seria? Em meio a noite, um horário onde apenas soldados se punham de pé, onde nem serviçais estavam despertos. Quem poderia estar lhe querendo atenção.
Se realmente fosse alguém, seu primeiro instinto foi ignora, nada lhe faria se arriscar.
Poderia ser apenas um animal, enfurecido e assustado qual esse poderia lhe atacar, se uma pessoa poderia apenas lhe atacar, seu nome tinha peso, sua cabeça valia tanto quanto a de qualquer nobre. Ou mais sua beleza era cobiçada por toda Verona.
Mas aquele barulho continuará, insistentemente sem saber o momento de ir embora.
Jazia incomodada, ao se levantar sentira o frio das pedras sob a sola dos seus pés descalços. Passos calmos, mas ao mesmo firmes, seguiram até a porta de vidro.
Apesar do breu ao lado de fora, seus olhos captaram uma pequena pedra ser lançada contra o vidro.
Pansy: Quem é que me incomodas em meio a noite?
Questionou se demonstrando irritada, assim que pisou na sacada sentiu o fio ainda mais intensificado, o arrepio se tornando agonia com o frio vento tocando sua delicada pele. Seus cabelos sendo para trás jogados e os pálidos raios lunares suas orbitas oculares iluminava.
Estava vestida com uma fina camisola que nada lhe protegia.
Hermione: Não sabia que se esqueceria rapidamente a nossa pequena, mas calorosa conversa, mas te digo que não me esqueci minha digna donzela.
Aquela voz, apenas o seu som foi o suficiente para que ela corresse poucos passos para estar à beira da sacada.
Pansy: Hermione? És tu, Hermione?
Hermione: Percebo que não esquecerás, quem poderás? Sou eu, minha Pansy, venho nessa noite apenas lhe apreciar.
Pansy: Se enlouqueceu? Lhe encontrarem aqui lhe sentenciarão a morte está há invadir.
Hermione: Enlouquecida estou apenas pela sua beleza, inebriada por sua voz e tomada por seus olhos, sei que aqui corro riscos. Mas por você se preciso, luto com leões, homens, mulheres, anjos e santos.
Pansy sorriu com aquelas palavras, sabia que não eram vazias, atingida pela sua sinceridade seu peito bombeava alegremente, seu coração saltava em seu peito e sua respiração se descompassava.
Com dificuldade os seus olhos os encontraram, os revoltos cachos, desalinhados que emolduravam de perfeita maneira o seu rosto. Em meio àquela noite não conseguia há enxergar com perfeição, mas a Parkinson sabia que sua Granger estava sorriso com uma de suas mãos nas costas de maneira educada. A imagem nítida se formará e nada mais faria com que se apagassem.
Em meio a escuridão da noite ela conseguia ver, não sua aparência, mas o que mais lhe inebriava era o coração.
E com o coração Granger recitava.
Hermione: Mato e morro se necessário, mas com você eu escapo na próxima noite sumiremos, sem mais Granger ou Parkinson.
Pansy: Apenas Pansy e Hermione!
Hermione: Juntas unidas pelo laço do destino, podemos ser livres.
Ao terminar de falar passos se ouviram as duas se encararam.
Temor tomou conta de Parkinson que novamente procurou sua amada.
Pansy: Agora vá, minha Hermione, em doze horas estaremos juntas.
Hermione: Em doze horas.
Foram as últimas palavras dela que a Parkinson ouvira, não apenas naquela noite.
Cachos revoltos no chão se ajeitaram, o calor antes das palavras pelo chão se espalhará, manchando o adorado verde que representava a esperança, do mais vibrante vermelho, a cor do ódio entre as duas casas.
Parkinson não acreditou que seu amor lhe deixou, com ele sua vida.
Vida essa que se findara internamente enquanto ela amamentava em seus braços sua filha.
















