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Para PT, Lula é o líder 'mais injustiçado do Brasil' desde o fim da ditadura
executiva nacional do PT, reunida em Curitiba, aprovou nesta segunda-feira (9) uma resolução política na qual diz que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro pela Operação Lava Jato, é a liderança nacional mais injustiçada do Brasil desde o fim da ditadura militar (1964-1985).
"A prisão inconstitucional do ex-presidente Lula, sua condenação sem provas por juízes parciais, que sequer apontaram-lhe um crime, e a negativa, pela 5ª turma do STJ e pela maioria do STF, do direito de recorrer em liberdade constituem a maior violência contra uma liderança nacional desde a redemocratização", diz a nota.
Segundo a cúpula petista, o ex-presidente "agigantou-se" ao cumprir a ordem de prisão expedida pelo juiz Sergio Moro e foi para a cadeia "de cabeça erguida, nos braços do povo".
"A estatura política e pessoal de Lula agigantou-se pela maneira digna como ele cumpriu o mandado ilegal de prisão, no sindicato que é o berço de sua liderança política: de cabeça erguida, nos braços do povo, uma imagem que repercutiu ao redor do mundo", diz o PT.
A executiva petista reafirmou que Lula, mesmo preso, é o candidato do partido à presidência.
Para PT, Lula é o líder 'mais injustiçado do Brasil' desde o fim da ditadura
Para PT, busca na casa de Wagner reflete perseguição contra o partido
A cúpula do PT classificou as buscas da Polícia Federal na casa do ex-governador da Bahia Jaques Wagner como "mais um episódio da campanha de perseguição" contra o partido e acusou abuso de autoridade de "setores" do Judiciário. Wagner é o nome mais cotado, até agora, para ser candidato do PT ao Palácio do Planalto, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja impedido de concorrer por causa da Lei da Ficha Limpa.
"A escalada do arbítrio está diretamente relacionada ao crescimento da pré-candidatura do ex-presidente Lula nas pesquisas, nas manifestações populares, nas caravanas de Lula pelo Brasil", escreveu a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), em nota divulgada nesta segunda-feira, 26. "Quanto mais Lula avança, mais tentam nos atingir com mentiras e operações midiáticas."
No texto, Gleisi afirma ainda que "a sociedade brasileira está cada vez mais consciente de que setores do sistema judicial abusam da autoridade para tentar criminalizar o PT e até os advogados que defendem nossas lideranças e denunciam a politização do Judiciário".
Alvo da Lava Jato, Lula foi condenado em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), a 12 anos e um mês de prisão, acusado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá (SP).
Os advogados do petista recorreram da sentença e dirigentes do partido afirmam que a candidatura será registrada em 15 de agosto, mesmo se Lula estiver preso. Trata-se, na prática, de uma estratégia política da defesa. Até hoje, o ex-presidente lidera todas as pesquisas de intenção de voto.
Atualmente no cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Wagner sempre apareceu como o mais cotado para substituir Lula, em caso de necessidade. O outro nome citado é o do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, coordenador do programa de governo de Lula.
Haddad tem feito articulações para que o PT se aproxime de partidos de centro-esquerda, na tentativa de formar uma aliança. O movimento foi avalizado por Lula, conforme mostrou o jornal O Estado de S. Paulo na semana passada.
O ex-prefeito jantou recentemente com o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência, e conversou sobre o assunto. Dirigentes do PT, porém, reclamaram de que a iniciativa reforçou as especulações sobre um plano B para se encontrar um nome que substitua Lula.
A reportagem fez contato com a defesa do ex-governador Jaques Wagner, mas não havia recebido resposta até a publicação desta matéria. O espaço está aberto para manifestação do ex-governador.
Para PT, busca na casa de Wagner reflete perseguição contra o partido
Para PT, Lula deve focar em fragilidades de processo em depoimento
Dirigentes e parlamentares petistas reunidos nesta terça-feira (9) em Curitiba disseram que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se concentrar em questões técnicas do processo em vez de fazer disputa política durante o depoimento ao juiz Sergio Moro, marcado para esta quarta-feira, 10. "Creio que ele (Lula) não deve fazer disputa política. Tem que identificar as fragilidades e contradições do processo", disse o senador Humberto Costa (PT-PE).
A Comissão Executiva Nacional do PT se reuniu nesta terça-feira, 9, em Curitiba. A reunião faz parte do "esquenta" para os atos políticos em defesa do ex-presidente programados para quarta.
Os líderes petistas disseram que o confronto político não interessa a Lula, pois, segundo eles, a Lava Jato não tem provas de que o ex-presidente seja o dono oculto do apartamento triplex no Guarujá, objeto do processo. Lula é réu sob acusação de lavagem de dinheiro e corrupção. Segundo a denúncia do Ministério Público, ele teria recebido R$ 3,7 milhões em propinas da empreiteira OAS em contrapartida a três contratos da empresa com a Petrobras.
"Não pode um processo judicial ter este nível de politização", disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), candidata à presidência do partido.
Os petistas adotaram o discurso elaborado pela defesa de Lula de que é Moro quem está politizando o depoimento ao pedir aos "apoiadores da Lava Jato" que não se manifestem durante o depoimento para evitar confrontos. "Não imaginava que juiz tivesse políticos e oponentes. O juiz tem que ser imparcial porque não é político", disse o presidente do PT, Rui Falcão.
Ele reclamou da decisão da Justiça de impedir gravações ou transmissão do depoimento. "Seria bom que ao longo do dia tivéssemos algum conhecimento do que está acontecendo lá dentro", disse ele.
A executiva petista aprovou duas notas na reunião. A primeira é em defesa de Lula e reitera o que as lideranças têm dito desde que o nome do ex-presidente foi envolvido na Lava Jato. "Nos últimos três anos, o ex-presidente Lula sofreu uma verdadeira devassa em sua vida pessoal, com acusações de todos os tipos, sem que qualquer prova tenha sido apresentada contra ele. Isso caracteriza uma perseguição própria de um estado de exceção, em que são suprimidas garantias e direitos individuais previstos na Constituição brasileira e em tratados internacionais", diz o texto.
A segunda nota critica e convoca a militância petista a se mobilizar contra as reformas trabalhista e da Previdência.
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