Dia preguiçoso, sem muitos planos, decidimos só zanzar pela cidade. Tomamos um café da manhã numa padaria, passamos numa livraria, solzinho num parque e, na volta pra casa, compras no super.
Pareceia um domingo normal, mas olha em partes:
Um lugar pra café da manhã e almocinhos 100% orgânico com alguns pratos tipo essa bruschetta de beterraba, que é qualquer coisa de sensacional. Larissa tomou um suco de tomate e provamos esse chemex café, o preferido do James Bond. Musica boa, atendimento bom, preço razoável, espera de uns 15 minutos. Foi a indicação como melhor lugar pra bruch no Chicago Reader de 2014. Começou bem.
A livraria tem uns 50 metros quadrados e compila uma seleção de autores locais com alguns medalhões blockbuster espalhada entre poltronas mega-confortáveis e especialistas tão gentis que te fazem querer comprar só pra agradecer o atendimento recebido. Ponto alto são as recomendações em post-its espalhados pelos livros, escritas a mão pela equipe da livraria. Comprou uma recomendação? Pode pegar um livro aleatório de uma caixa de usados. Tem que ser surpresa. Mete a mão e pega um. O lugar faz parte dessa rede de independentes, que promove eventos e campanhas para reforçar a cultura de livrariazinhas de bairro.
É um parque em homenagem ao Mágico de Oz. Descobrimos numa placa lá que o autor morava em Chicago quando lançou a obra. Além dos oásis de tranquilidade com cercadinhos baixos pra cachorros (ou crianças) não entrarem, o lugar tem três campos de baseball e um parquinho com um cara tocando um bandolin tri tranquilo. Sem gritaria: só dedilhando, enquanto 50 crianças pulam, brincam e escorregam por tudo. Pra coroar, uma coleção de estátuas incríveis dos personagens do Mágico de Oz decoram a praça toda. Nas bordas, coisas assim:
O segundo maior dos Estados Unidos. Uma área maior que o Zaffari Ipirangão só pra produtos sustentáveis e orgânicos. Tudo. A gente ficou feito umas baratas tontas andando de um lado pro outro. Se a gente tivesse ido lá no primeiro dia, teríamos deixado de conhecer uma pilha de restaurantes: tudo é tão fresquinho e bonito que dá muita vontade de cozinhar. Nessa pilha, comprei ingredientes pra fazer um arroz de puta pobre (vê bem). Queria alguma coisa simples, pra ter um ponto de comparação. Linguiças orgânicas (nossos animais recebem massagem 3 vezes por dia, etc), pimentões doces, tomates sem agrotóxicos e livres de modificação genética, arroz bomba, manjericão jamaicano e cozinhei ontem. Meu melhor prato. Um arroz com linguiça. É isso aí.