Quisera eu, um dia, acertar a lua numa tacada de baseball.
Quisera eu, um dia, ser como o foguete e atravessar a Terra para lá do Universo.
Quisera eu, um dia, viver meus sonhos que tarjam preto e branco e alternam com alguns coloridos.
Quisera eu, um dia, roubar o banco e em cada esquina arremessar verdes.
Quisera eu, um dia, não saber as horas e não deixar que elas existissem.
Quisera eu, um dia, correr sem volta e nunca perder o fôlego da corrida.
Quisera eu, um dia, construir meu castelo na colina e de lá avistar apenas o que há de belo na vida.
Quisera eu, um dia, abrir as asas, assim como no primeiro bater da borboleta.
Quisera eu, um dia, de pé na motocicleta, acelerada na rodovia, sentir o vento bater em meu rosto como se nada fosse covarde.
Quisera eu, um dia, passar o resto da minha vida a amar, apenas.
Quisera eu, um dia, parar de desejar e só realizar tudo aquilo que queria que fosse a sonhar.