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@luansantana #parte19
Um Sentimento Desconhecido - Fanfic Pernico (Parte 19)
Percy continuava parado, sem saber o que fazer. Queria fazer mil perguntas pra Annabeth, mas ao mesmo tempo não queria nunca mais olhar na cara dela. E ela, queria ficar lá, trancada, pra sempre. Naquele momento, nem ela sabia porque havia mentido. Talvez, o que ela sentia por Percy, não era mais tão forte do que estava sentindo por Dylan. Será que ele a perdoaria? Será que Percy a perdoaria? O que sua mãe diria? Com certeza, nada que ela quisesse ouvir. Ela sabia que precisava de um ombro amigo, mas não queria. Na certa, todos estavam esperando ansiosos por aquele momento. Alguém bateu na porta. - Annie? - era Jazmin. - Não, Jazmin, vai embora! - Olha, tá tudo bem. Podemos conversar? Annabeth resolveu ceder, e abriu a porta. - Por que veio aqui? Porque não está lá "comemorando" com os outros? - Porque eu sei o que você tá sentindo. Seu coração tá doendo, e eu sei porque. Annabeth, não vou te dar razão, o que você fez foi errado sim. Mas eu sei também, que você não queria perder o Percy. Apesar de tudo, você o ama. - Não, Jaz, eu... acho que eu sou doente. Que tipo de pesdoa faz isso? Eu realmente estava louca e coloquei tudo em risco. Inclusive minha dignidade. Eu quero morrer! - Não, Annie, não fala assim! Sabe, o que importa o que os outros pensam? Você só precisa pedir perdão ao Percy. Não liga pra o que os outros vão pensar! Agora se troca, e vamos falar com o Percy. Annabeth limpou lágrimas, se trocou e saiu. Dylan a viu, e foi em direção a ela para abraçá-la. Passou a mão em seus cabelos e beijou sua testa. Ela se afastou e se aproximou de Percy. - Posso falar com você? Nico a olhava, parecia que... com... pena. Percy o olhou e ele lhe fez um gesto com a cabeça, mandando-o ir. - Sim. - ele respondeu. Os dois foram para o pátio. Annabeth começou. - Percy, me perdoa, eu realmente menti, mas eu estava completamente fora de mim, eu não sabia o que estava fazendo, não queria te perder, mas... agora eu sei que foi tudo ciúmes, eu sinto muito... Percy suspirou e sorriu. Annabeth não entendeu. - Ah, Annabeth... Às vezes você é uma garota bem maluquinha... - Percy... Você não tá... - Bravo? Decepcionado? Talvez um pouco... - Não, Percy, você não tem noção do que eu fiz! Eu menti! Eu fingi uma gravidez, eu... - As pessoas erram. Ela o olhou surpresa. - Eu perdoo você. Mas tem que me prometer que... Vai me deixar ser feliz com o Nico. - Sim... Sim. Obrigado, Percy. Eu... eu realmente não te mereço. - Você vai achar alguém legal. O Dylan,quem sabe... Ela riu. - É... Quem sabe... Os dois voltaram para o ginásio, e Annabeth já sorria. - E então? - disse Jaz - Como foi lá? - Foi... Tudo bem. Me sinto ótima... Todos jogaram, porém Annabeth resolveu ficar sentada e quieta. Os garotos ganharam. - Ahá, eu disse que vocês perderiam, Jazmin! - disse Nico. - Olha aqui, Nico, isso não significa droga nenhuma, seu moleque! - Hey, cunhadinha, calma aí! - disse Percy - Quem sabe um dia vocês conseguem? Jazmin bufou e foi embora. Nathan murmurou algo a ver com, "parem de irritar a minha garota", enquanto Nico e Percy riam. Dylan sentou-se do lado de Annabeth. - Você é uma encrenca, garota! Ela o olhou e sorriu. - Ainda não sei se eu realmente sou... - Ah, claro que é! Eu acho até perigoso andar com você, sabia. Ele passou um bom tempo olhando ela, enquanto ela olhava para o chão. - Desculpa, Annie. - Porque? - Por ter sido tão idiota no passado. Ela riu novamente. - Não, tudo bem, Dylan. - É sério, eu não sei porque eu fazia aquelas coisas... - Porque é da sua natureza. - Posso te contar um segredo? - Claro... Ela aproximou o ouvido da sua boca. Ele pôs a mão em seu queixo, virou sua cabeça e a beijou. - Dylan! Cara! - ela não conteu uma risada. - Desculpa. Mas você gostou. Ela o afastou, saiu, e o deixou sorrindo feito bobo. Calipso estava em pé, conversando com Piper e Jazmin, e Leo chegou por trás, e a carregou. Ela se assustou, e começou a rir, histéricamente, e ao mesmo tempo, de uma forma fofa e adorável. - Leo! Porque fez isso? - Porque anjos voam. E eu queria ver um voar. Piper soltou um grande "aaawn" silencioso, e puxou Jazmin para longe. - Ah, Leo, para, é sério... Leo a girou, e antes que ele fosse cair, ele a segurou em seus braços e a beijou. Percy sentou-se no chão mesmo, com Nico. - Nico... Você acha que eu demonstro suficientemente o quanto eu te amo? - Não sei... Depende, ser for pouco, tá ótimo. - ele disse rindo. - Nossa, você... me magoou... Eu... - Para, Percy! Você sabe o quanto eu te amo, seu bobo! - Bebê. - Mas, sério, se você continuar com isso, eu... Percy o beijou antes que ele completasse. - Bebê. - Percy repitiu. - Então vem pegar o "bebê"... Nico saiu correndo pelo ginásio, e Percy foi atrás. Na real, todos estavam realmente felizes, até Annabeth. Pena que ele não sabiam o que vinha pela frente...
Enquanto você escrevia
Valentina precisava tomar o seu coquetel de remédios diários, mas se esqueceu de pedir para Helena trazer com as roupas e quando tinha se lembrado disso, ela já tinha se despedido de Helena.
Com a falta de remédios e com o corpo dolorido e machucado, Valentina sentia-se cada vez mais fraca e com a sua doença mais agravada, como se qualquer coisa pudesse lhe ferir. Na verdade ela já sentia: ela tinha pouco tempo e isso era um sinal para que ela se preparasse. Um doador não iria vir, e ela iria morrer, e logo. Valentina resolveu dormir para esquecer. Ou para adiar a dor? Não saberia dizer.
Acordou-se com as sacudidas que o medico estava dando nela para ela acordar.
– Valentina acorde!
– Uh... O quê?
– Você tem que se levantar preciso checar algumas coisas em você.
– Ah, está bem...
Valentina tentou se levantar, mas sentia uma fraqueza que nunca havia experimentado antes, era como se ela tivesse passado dias sem comer. Levantou então com dificuldade e após fazer tudo que o médico pedira ela se levantou e foi ao banheiro. Quando ela se olhou no espelho não se reconheceu. Parecia que tinha envelhecido o dobro do tempo que ficara ali. Seus olhos estavam fundos e com olheiras. Suas bochechas estavam murchas e o seu corpo todo estava magro de mais do que ela se lembrava. Pela primeira vez Valentina se enxergou depois de semanas, e sim, ela tinha o semblante de que a morte já estava vindo para buscá-la, e sim ela estava morrendo, mas nunca tinha visto isso em sua imagem até porque nunca fora vaidosa, e espelho era uma coisa que sempre passava por ela despercebida. Quando enfim ela conseguiu encarar a verdade que o espelho estava lhe contando Valentina desabou. O desespero tomou lugar ao bom senso e ela chorava freneticamente olhando aquela imagem que ela não conseguia reconhecer como ela.
Só parou de chorar quando ouviu barulho na porta, alguém tinha entrado no quarto. Valentina limpou as lágrimas do rosto e saiu do banheiro para o quarto. Era o médico, um outro que ela nem sabia ainda qual era o seu nome, mas sabia que não era com certeza o Dr. Ricardo que a tratava.
– Com licença...
– Sim, pode entrar...
– Bem vim falar com você um pouquinho...
O homem começou a olhar alguns papéis que estavam em suas mãos e enfim levantou a cabeça para falar.
– Bem, ao olhar esses exames e obviamente ver os sinais claros em seu físico, eu concluí que é melhor para você que continue internada... Sua família eu já comuniquei e eles estão nesse exato momento fazendo exames para ver a compatibilidade para uma doação de medula óssea... Estamos nesse exato momento correndo contra o tempo... Seu estado está muito avançado e não há mais tempo para esperar...
Valentina sentiu uma fisgada em seu peito, mas ignorou e esmagou a dorzinha que lhe chamava para chorar.
– Tudo bem... Obrigado por avisar eu acho...
– Por nada. Boa sorte.
E saiu andando frio e completamente alheio a ela como se não tivesse dito a alguém que esta
Pessoa iria morrer.
Valentina sentia vontade de vomitar, seu abdômen doía e ela foi para o banheiro e se ajoelhou na privada. Quase sem forças, ela conseguiu vomitar e voltou com muita dificuldade para a cama. Seu braço estava machucado e ela sentiu que os ferimentos ainda estavam sangrando um pouquinho então ela abriu o curativo e ficou olhando o sangue saindo bem devagar do ferimento em uma linha fina, quase imperceptível. “Minha vida é que nem esse sangue indo embora lentamente do ferimento...”
Tapou novamente e se auto repreendeu por estar fazendo aquilo e fechou os olhos finalmente para tentar dormir. Valentina parecia estar alucinando, se sentia às vezes uma louca. Tentou dormir novamente, mas não conseguiu então ligou a TV que tinha no quarto e começou a assistir. Estava sendo exibido um programa de cultura inútil que fazia as pessoas emburricar e rir á toa. Por instantes ela se distraiu vendo aquilo.
A porta se abriu novamente e chegou o médico, mas desta vez ele não estava sozinho, toda a sua família estava atrás dele entrando pela porta.
– Hoje você não vai dormir Valentina...
E soltou um riso sem graça para ela.
– Não tem problema... Seria um... “Desperdício passar meus últimos dias dormindo...” – De qualquer maneira eu não estava dormindo...
Decidiu terminar com essas palavras do que com as palavras que ela realmente tinha pensado.
De súbito sua mãe lhe surpreendeu lhe abraçando fortemente contra o peito.
– Mãe... O quê...
O médico com jaleco bordado com o nome de Dr. Oliveira, agora ela conseguiu identificar o nome dele e este começou a falar.
– Vim aqui para lhe dar notícias sobre os testes de compatibilidade...
– E então...?
Todos estavam de cabeça baixa e com o semblante de derrota, mas Valentina precisava ouvir em voz alta aquilo que ela já sabia. Como que se de alguma forma aquilo a ajudasse a ficar entorpecida. E de fato ficou quando ouviu.
– Sinto muito... Nenhuns dos seus parentes são compatíveis para um transplante de medula óssea.
Como ela imaginara, funcionou. Ela se sentiu entorpecida e de repente sua memória lhe remeteu a uma lembrança antiga de quando ela ia para o sítio dos seus pais e o dia estava quente, ensolarado e ela enlaçava o cavalo e cavalgava sobre os declives do campo... Sentia aquela brisa tocando o rosto, o cheiro da terra misturando com os jasmins plantados pelo campo... Quando cansava, parava e deitava na grama fechando os olhos sentindo o calor em seu corpo que suava. Quando uma nuvem encobria o sol, ela abria os olhos e contemplava o céu azul e ficava olhando as nuvens passar ligeiramente mudando suas formas. Ficou presa a essa memória e tudo de repente estava bem. Ela não queria mais pensar no que iria acontecer com ela, ela só queria... Ficar ali contemplando as nuvens se deslocarem e mudarem as suas formas.
Essa foi a última lembrança que Valentina teve.
Parte 19
Estranho mundo de Sophie (parte 19)
Os soldados não tiveram piedade. Nos agarraram com tamanha força que era impossível se soltar. Arrastaram-nos até uma pequena porta nos fundos, que dava para um imenso pátio, onde se via algumas ruínas e um barracão mal feito.
O cheiro de enxofre entrava em nossas narinas e lacrimejava os olhos. Do outro lado, haviam varias pessoas, com roupas sujas e rasgadas, porém, a que mais se destacava, era uma mulher, branca, muito branca, com cabelos brancos e um vestido deslumbrante.
Chapeleiro e os outros correram até ela. Como não quis ficar sem eles por perto, eu e Joffrey corremos também.
---- Você deve ser a Sohie ---- ela disse. FINALMENTE alguém sabia quem eu era. ---- muito prazer
Ela tinha uma voz doce e suave, falava como se nada de ruim tivesse acontecendo.
---- O prazer é todo meu majestade ---- respondi, com um grande sorriso.
---- Chega de papo furado. E Sophie, vamos ver se é tão valente quanto sua mãe. ---- gritou a rainha vermelha. Apelidei-a carinhosamente de rainha cabeção ---- agora, antes de tudo, quero dizer que adoro a minha coroa, e você, irmãzinha, não vai tira-la de mim. Já fui até o fim do mundo uma vez por ela, naquele lugar desprezível. Mas conheçam a sua destruição, de uma vez por todas.
O ar ficou mais frio e pesado. Senti que ia desmaiar, pois fiquei um pouco tonta, mas senti a mão de Joffrey no meu ombro, e isso me fez esquecer do medo por alguns instantes. Mas o clima acabou quando o barracão velho e feio começou a tremer, e do nada, explodiu.
Tábuas voaram para todos os lados, e uma figura horrível surgiu lá.
---- Vocês destruíram meu bebê Jaguadarte, mas conheçam o que vai destruir vocês.
Fawmer.