"Na existência humana a relação de sujeito e objeto não coincide com a relação de interioridade e exterioridade, ou com a relação do sujeito isolado pré-social ou associal - com a entidade social. O sujeito já é constitucionalmente impregnado de objetividade, que é objetivação da praxis humana. O indivíduo pode ser a tal ponto absorvido pela objetividade, pelo mundo da manipulação e da fadiga, que o seu sujeito se perde nessa mesma objetividade e assim a objetividade se apresenta como sujeito real, ainda que mistificado. O homem pode perder-se no mundo "exterior" porque na sua existência ele é um sujeito objetivo, que só existe enquanto produz subjetivamente o mundo histórico objetivo. A filosofia moderna revelou uma grande verdade: o homem não nasce jamais em condições que lhe são "próprias", ele é sempre "jogado" no mundo, cuja autenticidade ou inautenticidade êle tem de comprovar por si mesmo, na luta, "na praxis", no processo da história da própria vida, no curso do qual a realidade é possuída e modificada, reproduzida e transformada." KOSIK, Karel. Dialética do concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1969, p. 75. Arte: "A teoria das cordas" (Alexandra Levasseur, 2015) @alexandra_levasseur #materialismo #dialetica #karelkosik #alexandralevasseur #materialismodialetico #materialismohistorico #marxismo #realismo #surrealismo #pensamentodialetico #parteetodo #totalidade #existencia #sersocial #sujeitoobjeto https://www.instagram.com/p/CRzlUDqrNlF/?utm_medium=tumblr









