Estou tão emocionada, mas ao mesmo tempo sentindo tanta dor que não consigo explicar essa sensação, começou as contrações uterinas, com freqüência de 2 a 3 contrações em cada 10 minutos. Não me arrependo por não ter escolhido o parto cesariana, mesmo o Artur estando bem grandinho a minha opção inicial é o parto normal. O parto normal nos traz muitas vantagens e é menos invasivo. Na cesariana é mais freqüente a ocorrência de infecção e hemorragias, além da possibilidade de laceração acidental de algum órgão, como bexiga, uretra e artérias, ou até mesmo do bebê, durante o corte do útero. A gestante pode, ainda, ter problemas de cicatrização capazes de afetar a próxima gravidez. A incidência de morte materna associada à cesariana é 3,5 vezes maior do que no método natural, sendo os riscos inerentes à própria cirurgia. O Programa Nacional de Saúde da Mulher alerta que a cesariana também pode interferir no vínculo estabelecido entre a mãe e o filho durante o parto. Pois se logo após o parto, o bebê é acolhido nos braços da mãe, o vínculo é melhor estabelecido. No parto cesária é feita através de um corte na pele acima da linha dos pelos púbicos, onde abre-se a parede abdominal e, depois, a parede uterina. O corte pode ser transversal ou longitudinal, sendo o transversal mais utilizado ultimamente. Dessa forma o procedimento cirúrgico procede pela incisão da pele e sucessivamente do tecido subcutâneo, da aponeurose dos músculos reto abdominais, com posterior abertura do peritônio parietal, peritônio visceral e a parede uterina. O próximo tempo é a extração do feto, seguida da retirada da placenta e revisão da cavidade uterina. São então suturados os planos anteriormente incisados.