O símbolo da água original, apresenta-se, como as águas calmas e profundas da fonte, o leite materno, e a seiva vegetal. O caranguejo, de água doce ou de mar, é um animal aquático que vive debaixo de uma carapaça protetora. A força das águas associa-se estreitamente a coisa interna, íntima ou interior, a relembrar os esboços e prefigurações da vida em fase de renascimento - gérmens, ovos, fetos, brotos - estão circundados por conchas, matrizes, cascas e invólocrus, todos eles destinados a resguardar o poder da ressurreição encerrado nessas couraças… Identifica-se ao arquétipo materno que Jung distinguiu: todo o mundo dos valores de conteúdo, ou seja, tudo aquilo que é grande, e que envolve, resguarda, conserva, nutre, protege e mantém aquecido aquilo que é pequeno. Princípio matricial e nutriente, que vai do útero à terra-mãe: profundeza, abismo, poço, gruta, caverna, bolso, vaso, abrigo, casa, cidade… que vem terminar no grande refúgio da humanidade, que era a Grande Mãe… símbolo planetário desse princípio matricial, do psiquismo inconsciente, do clarão vegetativo crepuscular, da pulsão vital ainda não assumida pela razão. O vídeo de #PATAXOCA já está disponível no Youtube, e a música em todas as plataformas digitais. *link na bio Trabalho primoroso de @aliceninn @tomas_camargo @doraselva @pedroromaobevilacqua https://www.instagram.com/p/CCeki9gpmCy/?igshid=po08ghn84dw1