Birth and death are not two different states, but they are different aspects of the same state. ― Mahatma Gandhi
O coração ainda doía, e provavelmente não cessaria por muito tempo. Mallory esperava que Roman tivesse entendido os motivos dela para o término, que não a odiasse, e principalmente que não achasse que ela simplesmente não o amava. Ela o amava, mais do que a si própria, talvez mais do que tudo. No entanto, tinha percebido que precisava amar mais outro alguém; um que pouco tempo restante tinha até finalmente conhecer fora de seu ventre. E, em sua visão, esses dois amores simplesmente não se encaixavam sem que ela fosse a peça intermediadora, envenenada em egoísmo. Ela desejava mais do que tudo que pudesse ficar com Roman e com seu filho, que pudessem ser uma família perfeita e feliz, mas infelizmente aquilo só aconteceria em seus sonhos. A realidade era muito mais vulnerável aos espinhos dos problemas, e ao perceber isso, Mallory não conseguia conviver consigo mesma enquanto não estourasse a bolha imaginária na qual estiveram vivendo nos últimos tempos. Talvez, aos olhos dos outros, fosse algo fácil e tudo não passasse de mero drama de Mallory. Infelizmente, ela desejava que a verdade fosse essa.
Na realidade, o tempo que passara sem Roman ao seu lado em seus dias, iluminando-os e nutrindo sonhos, servira para clarear sua mente, espantando a nuvem de algodão doce que escondia os problemas que teria que enfrentar pelo resto de sua vida. Podia até tentar se convencer de que não, mas sabia que a chegada daquela criança mudaria completamente sua vida, tiraria dela muitas oportunidades, que deveriam ser vividas enquanto ainda jovem, apesar de trazerem novas que ela esperava que compensariam. Com o tempo, ela passara a amar a criança que gerava com todo o coração, decidira que aproveitaria o que viesse de bom com isso, e que enfrentaria bravamente o que aquilo lhe trouxesse de ruim. E bem aí estava o problema. Por amar Roman, ela não podia obrigá-lo, nem mesmo permitir que ele tomasse a mesma decisão. Até um cego era capaz de ver nitidamente o quanto o Puddlemere era incrível, dotado de talentos cujo desuso seria um pecado. E seria culpa dela. A Clarke sempre fora uma pessoa complicada, que vive aos tropeços, levada pelos próprios erros e os jeitos não muito responsáveis e adequados de lidar com eles. Roman, no entanto... Não era assim.
Desde o dia do término, Mallory tinha praticamente desaparecido dos terrenos de Hogsmeade onde pudesse ser vista. Ainda estava por lá, mas escondida no apartamento que comprara no início do ano, onde antes mesmo de Roman entrar na equação, ela planejava sua vida com a criança. Colocando o mínimo possível a cara ao sol para ser vista, ela reunira os preparativos para seu plano. Ainda precisava resolver as coisas com os pais, que até pouco tempo não sabiam sequer que estavam prestes a virar avós. Como se já não bastasse o desgosto de Roman Puddlemere não ser o pai biológico da criança, eles ainda teriam que enfrentar a notícia de que ele não seria nem mesmo pai de criação. Estaria mentindo se dissesse que não doía-lhe ser um fardo, uma bola de neve de decepções para os pais; mas agora doía-lhe mais o medo de que Anja e Andrew Kingston Clarke vissem seu filho com os mesmos olhos. Ela era toda errada, sabia disso tanto quanto sabia que nem fazendo tudo a seu alcance ela concertaria-se, mas estava decidida a não deixar que aquela criança tomasse o mesmo rumo. Justamente por isso, ela precisava de alguém com quem não falava há muito tempo: Marylin.
A equação, no entanto, não se limitava aos fatores Mal, Roman e o bebê. Santiago também fazia parte, e por isso mesmo ela preparou uma carta ao pai da criança, explicando seus planos de visitar a irmã. Mesmo não deixando claros os motivos, assegurou que estaria em boas mãos com Marylin, bem como deixou o endereço da irmã à disposição do argentino, para qualquer emergência. No acompanhamento semanal com o obstetra, foi-lhes afirmado que a criança não deveria vir por ao menos mais duas semanas. Dessa forma, era provável que Mallory pudesse já estar de volta em solo escocês quando desse a luz, com Santiago ao seu lado. Sabendo que o moreno trabalhava até tarde no bar, não foi tão difícil deixar a carta em seu apartamento sem ter que topar com ele. Sem falar que, com simpatia e uma barriga enorme com uma criança chutante não era muito difícil convencer o porteiro de que ela era inofensiva.
Tudo estava pronto. Havia conseguido uma vassoura emprestada de um colega estranho, e em sua bolsa conseguia carregar suprimentos e mais alguns itens importantes para a viagem que estava prestes a fazer. Pó de Flú e aparatação poderiam fazer mal à criança, então sua última opção era ir à moda bruxa mais raíz: de vassoura. Não era à toa que viajar não era recomendado a bruxas grávidas, ainda mais as que estavam prestes a ganhar o bebê. Mas, é claro, Mallory era um ponto fora da curva. Aquela seria a última vez que agiria de forma tão irresponsável, ao menos, foi o que prometeu a si mesma momentos antes de subir na vassoura, na qual lançou-se à escuridão da noite para o que seria uma viagem de alguns dias até a França.
Os quatro primeiros dias de viagem tinham corrido bem, a morena tinha conseguido abrigo para descansar, comida quente e fresca, e até mesmo a ajuda de alguns bruxos menos carrancudos. Faltava apenas mais um dia e meio de viagem para que ela finalmente chegasse a Lyon, considerada uma das cidades mais bonitas da França, e o lugar em que não era surpresa alguma que encontraria a irmã mais velha. Infelizmente, as coisas estavam correndo bem demais para alguém tão azarado quanto Mallory... Na travessia do Canal da Mancha, entre os territórios Britânico e Francês, algo semelhante ao que ela imaginou serem contrações começou a doer em seu corpo. Sua esperança agarrou-a ao pensamento certeiro de que não passavam das famosas Braxton-Hicks, mas nem mesmo sua cabeça dura foi párea para a intensidade crescente e o intervalo cada vez menor das ondas de dor. Sabia que tinha que pousar, mas a falta da lua no céu e a concentração de nuvens sobre as quais voava tornava tudo visível a seus olhos um mero breu. Era arriscado descer, já que poderia muito bem estar passando por território não bruxo, tendo a possibilidade de expor a magia ao mundo não mágico, o que certamente traria-lhe problemas piores ainda, talvez até passíveis de serem pagos com a própria morte. Precisava aguentar. Simplesmente não tinha outra opção.
Mas não importava quanta força Mallory colocasse em seus pensamentos, o universo tinha outro destino programado para ela. A morena conseguia saber que estava prestes a passar pelo parto em si, e foi com uma contração pior do que todas as outras que ela perdeu o controle da vassoura, acidentando-se ao frear toda a velocidade contra árvores de galhos e folhas afiados e cortantes. Apesar de ser tudo muito rápido e violento, passou lentamente pelos sentidos da grávida, que a esse ponto apenas rezava a Merlin que, se não tivesse piedade dela, tivesse da criança à qual estava prestes a dar a luz. Estava perdida em meio a um breu infinito, no meio de uma floresta nebulosa, no meio da madrugada. Só faltavam os lobos famintos chegarem para que tudo estivesse oficialmente na pior situação possível. Por mais que tentasse fazer silêncio, era impossível não gritar pelas dores e a vontade de empurrar. E, graças a isso, uma família vivente dos arredores a encontrou, colocando de lado toda a estranheza da situação de lado e focando somente no nascimento que aconteceria ali, agora mesmo. Por sorte, não fizeram perguntas a Mallory, nem mesmo encontraram a vassoura, agora em pedaços, que poderia deixar tudo ainda mais estranho. Acolhida na casa simples da família, agora finalmente tinha alguma comodidade ao ter uma cama embaixo de si ao invés de meras raízes de árvores. A matriarca e as irmãs mais moças a ajudavam diretamente, enquanto os outros buscavam informar-se ao máximo sobre o que podiam fazer para ajudar a jovem, usando artifícios que logo os deduraram a ela como trouxas.
Assim que finalmente viu o rosto do filho, ainda coberto de sangue e enrolado no cordão que o ligava à mãe, o prazer e orgulho surgiram nos olhos da Clarke, que teve um breve momento de descanso antes que a dor voltasse a sucumbi-la, dessa vez, na inconsciência, deixando que a última informação dada aos estranhos fosse um suspiro, o nome do garotinho recém-nascido: “Ethan... O nome dele é Ethan.”
i. i don’t wanna miss a thing by aerosmith; ii. do i wanna know? by arctic monkeys; iii. versace on the floor by bruno mars; iv. crazy in love by beyoncé; v. black magic by james young; vi. horns by bryce fox; vii. toxic by marie plassard; vii. i wanna be yours by arctic monkeys; ix. i put a spell on you by annie lennox; x. fire we make by alicia keys; xi. talking body by tove lo; xii. pillowtalk by zayn; xii. don’t wanna know by maroon 5; xiv. sex on fire by kings of leon; xv. (fuck you) all the time by jeremiah; xvi. make me (cry) by noah cyrus; xvii. sweater weather by the neighbourhood; xvii. you da one by rihanna; xix. that’s what you get by paramore; xx. habits by tove lo; xxi. more than words by extreme;
“Não, eu não entendo o motivo pelo qual você não gosta de Adivinhação.” Disse a garota, claramente indignada com tal resposta. “Tudo bem que muitas vezes pode não parecer tão cativante como as demais matérias, mas ainda tem um pepel importante, sabe? Não é como se fosse irrelevante.“ Acrescentou. “Então me diz. Qual a sua matéria preferida?”
“ Of course I dress well, I didn’t spend all that time in closet for nothing. ”
Selecionado para a Sonserina como todos os membros de sua família, Mason, logo após de se formar cedeu às pressões do avô Heron e se matriculou no curso de Quadribol, sendo que jogou no time de base para juniores do jogando no time de base para juniores so Montrose Magpies desde o seu sétimo ano. Entretanto, no terceiro mês de curso, Mason parou de frequentar as aulas e saiu do time, arruinando seu futuro promissor no Quadribol.
Mason é declaradamente homosexual, embora tenha escondido sua orientação da família por muito tempo, já que os Parkinson se debruçam sobre ideais extremamente conservadores. A primeira pessoa para quem contou do seu envolvimento exclusivo com pessoas do mesmo sexo foi para Pansy Parkinson, a qual recebeu a notícia da melhor maneira possível.
Depois de abandonar o quadribol, Mason passou o restante do semestre viajando pelo mundo apenas com uma mochila nas costas e a vontade de encontrar a si mesmo, foi assim que foi parar em um Monastério Tibetano de encontro com toda a sua espiritualidade. De volta aos Estados Unidos, seu país de origem, Mason decidiu que cursaria Desenho Criativo (sempre teve afinidade por desenhar) e futuramente se especializaria em Design Têxtil, inspirado pela alta-costura com a qual já estava acostumado graças ao emprego de Pansy. Hoje ele está em seu segundo ano de curso.