Mais uma noite desperto suado, o corpo em chamas, meu pau babando e a alma tomada por um nome: o seu.
Há um desejo que me domina, uma força indomável que desperta cada vez que ouço sua voz ecoar em minha mente.
Tento conter essa ânsia, mas é inútil há algo em você que me consome.
Fecho os olhos, e por um instante tento me saciar sozinho, imaginando seus lábios deslizando pelo meu corpo.
Pode até aliviar por um segundo, mas a fome retorna, voraz e indomável, gritando por você.
Ele deseja sentir nossas línguas entrelaçadas, num ritmo de entrega e desejo.
Quer percorrer cada curva do seu corpo enquanto suas mãos firmes guiam minha cabeça, até que minha boca encontre o seu pau.
Ele quer sentir nossas respirações entrelaçadas, sua perna enlaçada à minha cintura enquanto meu pau pulsa dentro de você, embalado pelos seus gemidos.
E quando o ápice nos invade, quer sentir sua mão deslizando pelo meu peito, seus dedos desenhando calmarias na minha pele, enquanto arrumo o seu lindo cabelo e o mundo parece, por um instante, caber no nosso silêncio.
Sinto o calor do seu corpo, o ritmo das nossas respirações se misturando, o perfume do seu desejo pairando no ar.
É um sonho que se repete, um vício do qual não quero me curar.
Há fome em mim. Fome da sua presença, do seu olhar, do arrepio que seu nome provoca.
Mesmo quando o corpo tenta se enganar com ilusões de prazer, a alma continua faminta, buscando o sabor exato do seu pecado.
Quando penso em você, o mundo silencia.
Tudo que resta é o impulso, a vertigem, o desejo de perder-me em você. Como se o tempo parasse e apenas nós existíssemos.
Você é o meu doce tormento, o meu refúgio e perdição.
E por mais que o amanhecer insista em me acordar, ainda sinto... fome de você, meu doce pecado, meu doce desejo.
-Ariel















