Uma mulher de vários amores. Sem libertinagem. Apenas livre, nem sempre segura de si ou feliz o tempo todo, muito pelo contrário, com muitos medos e feridas. Mas que nunca, eu disse nunca, desistiu do amor. Ou daquela sensação de curiosidade, ou até mesmo de viver como de fosse a última vez.
Um dia de cada vez, sempre repeti isso para mim um milhão de vezes. Às vezes sofrendo por antecedência, ou quase sempre. Mas aproveitando todos os momentos que eu tive oportunidade de presenciar. Amores bons ou ruins, todos são parte da minha escola, são minha lição de casa. É mais sobre como eu me relaciono, de como eu consigo lidar, do quanto eu consegui juntar tudo e me fazer mais forte. Corajosa. Mulher.
Meus amores duraram anos, meses, semanas ou uma noite. Pode colocar o mais clichê possível, vivi vários, e se puder, outros mais. Eu me permito. Sentir, viver, amar e talvez não ser amada de volta. Permito me machucar, mas também de dar reviravoltas e continuar seguindo, sem desistir daquilo que mexe com meus pensamentos, que consegue me levar do céu ao inferno em poucos minutos, da sensação à flor da pele. Eu quero sentir. Eu posso. Eu devo.
Existem vários tipos de amor, não só ligados a relacionamentos amorosos, muito mais, eles nos dão o gás na vida. Contudo, partindo desse amor, por que eu vou me negar a amar de novo, sentir coisas maravilhosas só por que um me machucou?
Eu me conheço, me permiti conhecer as minhas mais profundas feridas. Eu mereço todo o amor do mundo, porque eu me amo e me permito ser, sentir, viver, cair e estar.