Existem alguns momentos em que a gente deixa de ser protagonista da nossa própria história. Nessas horas a gente para de escrever e começa a prestar atenção no que os outros escrevem, como se o que a gente sente não é mais tão importante assim a ponto de passar nos para outras pessoas lerem o que nós queremos expressar. É como se tudo perdesse importância, como se a própria vírgula não existisse mais como, se a vida não tivesse mais sentido, mas não sentido de deixar de viver mais, mas sentido de dizer às outras pessoas o que para nós faz sentido ou não. A nossa vida passa por um turbilhão de coisas, a gente começa a deixar de querer falar e começamos a apenas ouvir. Talvez alguns momentos, algumas circunstâncias, algumas histórias a gente começa a se identificar, e lembra dos acontecimentos do passado das coisas que a gente deixou para trás, das coisas que a gente viveu e às vezes a gente até pensa em retomar tudo e continuar. Então vem aquela preguiça, cara de cansaço, aquele "eu não quero viver aquilo tudo de novo". São sentimentos conturbados, um turbilhão de emoções. Mas é uma coisa rápida como se fosse um simples gás em que vai se basear em poucos segundos e aquele sentimento não vai existir mais então deixamos tudo de lado e a gente fica tranquilo, apaziguado, amasiado, extasiado. Exatamente onde nós deixamos de escrever. Nós deixamos de contar e passamos apenas a perceber que tudo aquilo é em vão, tudo é passado, tudo é vaidade o que importa agora é simplesmente o agora e o que importará não importa porque está no futuro e apenas o que importa é o agora e nem o passado mais importa, porque já passou importa é o agora e agora é simplesmente o agora.