I really fucked it up this time, didn't I, my dear? || Wilkes Siblings {POS PT}
Enquanto fazia o caminho de volta para o castelo, Maximillian tentava diminuir a velocidade de seus próprios pensamentos para que pudesse voltar a pensar com clareza e entender o que acontecia consigo mesmo. Precisava decidir como se sentir em relação ao que acabara de acontecer no vilarejo, antes que enlouquecesse de vez. Tudo saíra exatamente como planejado e ele sabia disso. O plano arquitetado com tanto cuidado tivera êxito, e até mesmo saíra pior do que era esperado pelo fato de que as pessoas machucadas naquele acampamento ridículo resolveram desaparatar no local onde o caos já havia se instalado, visto que não havia como desaparatar direto dentro do castelo e aquele era provavelmente o primeiro lugar que conseguiam pensar. O mais inteligente seria irem para o St. Mungus ou para as próprias casas, mas pelo menos isso Max entendia. Ele também não conseguia se ver indo para a residência dos Wilkes caso passasse por algo parecido. Mas ainda assim, era estupidez, mesmo que já fosse esperada. Ver todas aquelas pessoas correndo e gritando por ajuda nas ruas de Hogsmead não era nada mais do que o planejado para aquela noite por aqueles que conheciam o plano. Mas então, por que as mãos do Wilkes tremiam tanto?
Quando ouvira sobre o que aconteceria no último dia do Festival dos Fundadores, ele concordara de primeira em participar daquilo. Fosse por uma vontade de impressionar o avô ou uma necessidade de se provar por si mesmo, ele não sabia, mas tinha a certeza de que precisava estar incluído nisso tudo. E não podia dizer que não havia aproveitado, durante um tempo, os efeitos dessa decisão. Mas agora que a euforia do momento já havia passado e ele começava a pensar direito, outro sentimento que ele não sabia como identificar começava a surgir em seu peito. Primeiro pensou em Georgina. Torcia para que ela não tivesse sequer pisado em Hogsmead naquela tarde, mas não tinha tanta certeza. A mais nova tinha uma tendência a se colocar em situações que poderiam ser evitadas não fosse por sua teimosia. E para piorar, tinha grande afinidade com sangues ruins. O próprio Max havia cuidado da ruiva, e não vira nem sinal da irmã por perto, mas também não vira o louro que insistia em sempre segui-la e que era sua maior preocupação, e mesmo que a menina fosse conhecidamente uma Wilkes, não tinha tanta certeza de que outros a poupariam se a vissem com alguém que fosse julgado indigno.
E é claro, Max jamais admitiria, mas se preocupava com Crystal. Ela vinha de uma família trouxa e todo mundo sabia disso, então as chances de ser atacada ali eram grandes. Ele sabia que não deveria se importar, mas a verdade era que se importava bem mais do que deveria, e simplesmente detestava aquilo. Detestava caminhar por ali torcendo veementemente para que nada a tivesse acontecido, que ela tivesse simplesmente decidido ficar no castelo a salvo, longe de tudo aquilo. Desejava aquilo em seus ossos, mas não podia se permitir admitir nem para si mesmo, muito menos podia ir ate lá verificar sendo obrigado a esperar até esbarrar com ela por aí como geralmente acontecia.
Porém, antes que pudesse sair do vilarejo, percebeu uma coisa: se chegasse por lá perfeitamente intacto como se encontrava, acabariam por suspeitar de seu envolvimento com o que acabara de acontecer. Olhou ao redor e encontrou algo perfeito; um caco de vidro relativamente grande entre vários outros pequenos cacos de uma janela quebrada. Olhou ao redor para ver se não havia ninguém por perto antes de agaixar-se e pegar o caco. Respirou fundo antes de levar o objeto ao rosto e fazer um corte de aproximadamente três centímetros que imediatamente começou a sangrar. Jogando o caco de vidro de volta no chão, voltou a caminhar na direção do castelo, colocando a manga do casaco sobre o corte numa tentativa fajuta de estancar o sangramento.













