It's the moment of truth and the moment to lie | Lola; Ada | Pós-PT
-Hey, me deixa sair daqui! – Lola já estava cansada de ficar deitada em uma maca por tanto tempo. Uma parte de si sabia que era necessário e que os machucados juntamente com a tortura tinham tido certo efeito sobre ela, mas a garota já estava ficando entediada na enfermaria. Já se faziam dias desde a última vez que ela tinha dormido direito, passava as noites acordadas até que Madame Pomfrey dava alguma poção para ela dormir. Tinha medo de que quando fechasse os olhos visse tudo aquilo de novo. Por mais que estivesse acostumada com a gritaria, o sangue e o ódio, o que perturbava os sonhos da ravenclaw não era a tortura e nem os comensais, mas sim a suposta ideia de que Nicholas pudesse ser torturado em seu lugar. Ela havia o salvado naquele dia, tinha sido torturada no seu lugar e agüentado tudo quieta, mas após derrotar os dois comensais ela simplesmente desabou. Recordava-se de sua cabeça latejando, ardendo e de querer chegar até o menino para poder ver se ele estava bem, mas não conseguiu. Ela caiu no chão e desmaiou. Cansada, com dor e incrivelmente machucada, Lola só caiu e acordou dias depois na enfermaria. Ainda estava ali e já se faziam uma semana. – Ei, sério! Eu já estou bem! – seu corpo repousou novamente na cama. Ela ouviu os barulhos dos passos, ergueu os olhos azuis para ver quem chegava. Senhorita Blanc, se ficar gritando assim eu seria obrigada a te prender. De novo. Ficará assim até eu saber que está bem, pelo menos mais uma semana. Bateu a cabeça com muita força e fora isso foi torturada. A garota cruzou os braços e bufou. – Eu já estou bem! Eu não tenho dor nenhuma. Não agüento ficar deitada nessa droga de cama ouvindo as pessoas reclamaram sobre como estão com medo. Eu quero sair daqui e voltar a viver minha vida. Não foi nada demais. – a mulher ergueu a sobrancelha, e deu a volta como se a garota não tivesse falado nada. – Velha idiota. – resmungou a ravina. Eu ouvi isso, Blanc.
Lola encostou a cabeça no travesseiro de novo, bateu as mãos nas pernas e olhando em volta. Já se faziam dois dias desde o ataque e as coisas ainda estavam confusas, apressadas, pessoas entravam e saiam da enfermaria. Ela ouvia os gritos, choros e rezas de algumas pessoas de noite. Estava todo mundo tão assustado, estava tudo tão frio, escuro e Lola só queria poder voltar a sua vida normal. Poder ficar lendo por horas na biblioteca, poder reclamar para Ada sobre Nicholas e brigar com o mesmo. Era em momentos como esse que ela se recordava de que apesar de tudo eles estavam em guerra e que cada momento poderia ser o último, ela tinha que manter sua família afastada de tudo isso. Eles eram bons demais para entenderem o quanto o mundo de Lola era perigoso. Seus irmãos e irmãs poderiam não gostar dela, poderiam reclamar e afirmar que seus pais deveriam ter deixado ela no orfanato, mas ela deixava tudo isso para lá ao pensar que estava protegendo deles de tudo aquilo. Não conseguiriam lutar, não como ela ou qualquer bruxo que conhecia, não era juto os arrastar para tudo aquilo. Preferia que eles a odiassem do que perde-los. Olhou em volta para pode ver seu livro de história da magia na cabeceira. Esticou-se e o pegou, começando a folheá-lo. Vejo que arrumou algo para fazer, Lola. – Ainda quero ir embora, Madame Pomfrey. – respondeu a agora. Ela não ergueu os olhos, mas pela voz e pela quantidade de passos ela pode perceber que tinha alguém entrando na enfermaria e que o comentário foi somente para acalmar aquela que a acompanhava. Tentou não pensar muito nisso, pois sempre que imaginava quantas pessoas poderiam ter morrido ou machucadas nesse ataque, uma raiva imensa tomava conta dela. Sentia ódio e nojo de qualquer pessoa que achava que era tão melhor do que os outros somente por causa do sangue que tinham nas veias.
Ainda estava na segunda pagina de seu livro quanto ouviu passos se aproximarem de sua cama, ergueu os olhos para ver Adhara e um sorriso surgiu em seu rosto. – Ada, Ada, fala pra ela que eu já posso sair e que estou bem. Não agüento ficar aqui. – implorou ela. Lola sabia que não estava bem, ainda tinha dores de cabeça que não a deixavam dormir e nem ao menos queria imaginar como estava sua aparência, pois sabia que não deveria ser das melhores. A verdade era que Lola queria fazer o que ela fazia de melhor: fingir que nada tinha acontecido. Guardou o livro e colocou-o na cabeceira de novo. – Como você está? Alguém te machucou? Onde você estava quando o ataque estava? Eu não te vi. – sua voz emanava preocupação. Não fazia ideia do que faria caso alguém tivesse machucado Ada, mas uma parte de si sabia que ela provavelmente estava bem,pois caso ao contrario ela estaria ali na enfermaria como Lola. – Está tudo mundo bem? Nicholas, Chris, Marissa. Eles são bem?











