Ilustração digital: esse dia chegou!
Finalmente aconteceu: estou estudando ilustração digital!
Eu gosto tanto da materialidade da tinta, de usar o pincel e até do cheiro do papel, que confesso que achei que esse dia nunca chegaria.
Eu tinha até uma certa aversão.
Desde 2013 eu tenho uma mesa digitalizadora - Wacom Bamboo Create - que tentei usar algumas vezes para ilustrar no Photoshop, mas simplesmente desisti. Achava tudo horrível, não conseguia me acertar com o software e a mesa ficou quase abandonada.
Eu cheguei a usá-la para fazer ilustração vetorial no Corel Draw para algumas logomarcas e depois quem usufruiu da mesa foi minha filha Nimeriart, que estava iniciando na ilustração digital.
Em 2018 eu resolvi tentar novamente, dessa vez desenhando no celular, a partir da minha referência da pintura tradicional, mas sem entender muito bem as ferramentas digitais e com dificuldade pra alcançar o resultado que eu queria.
Retrato da minha filha Nimeria e aquarela digital do balão no céu
A maioria dessas pinturas eu fiz usando o app MediBang, ora com o dedo ora usando uma canetinha barateza e quase sempre no caminho para o trabalho de ônibus.
Autorretrato, referência de pintura a óleo e aquarela digital do avião no céu - essa está sofrível demais, mas é bom relembrar pra enxergar a minha evolução.
Em 2019 fiz alguns desafios de "desenho no seu estilo" - Draw this in your style - sempre buscando a textura da aquarela.
Esse último foi o único que fiz no app Sketchbook, achei ele mais intuitivo que o MediBang, gostei mais de usar, mas ainda assim eu me perdia fácil, achava ele confuso.
Bom, agora vamos pular pra 2023!!!
Eu voltei a ter vontade de estudar ilustração digital depois que a Lidy Dutra passou a compartilhar seus estudos e comentou sobre o equipamento e o software que estava usando. Ela também é da ilustração tradicional e tinha dificuldades de se adaptar no digital, então pensei "hmmm, por que não tentar novamente?!" !
Então um dia faltou luz no trabalho e, quando isso acontece, simplesmente não temos nada para fazer, foi a deixa para eu baixar o app Infinite Painter e começar a rabiscar!
Fiz estes dois estudos bem soltos, sem referência, apenas brincando com a versão gratuita do programa no celular.
Na primeira eu usei somente o dedo e na segunda usei o dedo e a canetinha - a mesma barateza de anos atrás - na lineart.
E pensei:
Acho que me encontrei no Infinite Painter!
O processo foi fluido, bem diferente dos outros app que havia experimentado, incluindo o Photoshop. O IP é muito mais intuitivo, com uma interface limpa e finalmente eu me diverti ilustrando no digital!
Acho que inclusive o exercício de aprender uma nova ferramenta, manter minha mente ativa, deixou o meu desenho no tradicional melhor também.
Num impulso e aproveitando uma promoção, decidi comprar o Tablet S6 Lite da Samsung e acabei resolvendo duas questões de uma só vez. Fazia muito tempo que eu queria um tablet para leitura de PDF com imagens, não queria um e-reader, então agora tenho a ferramenta que precisava!
Eu quis trazer essa retrospectiva sobre minha exploração de ilustração digital porque percebi o quanto a ferramenta - hardware - e o app ou programa - software - influenciam na nossa adaptação. Pra quem vem da ilustração tradicional, um software robusto e mais técnico - não sei se a palavra seria essa - como o photoshop assusta e desanima, mesmo para quem já o utiliza para tratamento e edição de imagens. E usar a mesa digitalizadora traz uma experiência diferente demais pra quem vem da materialidade.
Num próximo post vou comentar o processo das minhas primeiras ilustras usando já usando o tablet e a versão paga do Infinite Painter. Estou muito feliz por estar aprendendo uma coisa nova e me divertindo no processo!
Até breve!













