O que é ter autoestima?
Fonte: https://medium.com/@negramsm/o-que-%C3%A9-ter-autoestima-3c4f3c8331e0
A autoestima está intimamente ligada ao quanto nós nos conhecemos. Começo esse texto com uma pergunta, o quanto você sabe sobre si mesmo à ponto de deixar que a opinião alheia influencie na maneira como se enxerga, deixando que essa mesma opinião de alguma forma lhe coloque para baixo?
Bom, tenho pensado muito sobre essa questão, e como falamos sobre a autoestima, aceitação, amor-próprio, pois vem conectado a maneira como me vejo diante do olhar do outro, e claro, pela nossa construção social, mas a questão é que, o quanto eu me conheço para permitir que um desconhecido, ou que o sistema, me diga que não sou boa como sou?
Deixando, de alguma forma, essa percepção dominar minhas emoções e a forma como me vejo, desvalidando a opinião daqueles que realmente se importam comigo, e principalmente, desvalidando e distorcendo a minha percepção sobre mim mesma? Eu, como mais ninguém, devo me conhecer o suficiente e estar em volta de pessoas que também me conheçam o suficiente para não permitir que tais falácias me façam cair.
A autoestima é mais do que nosso olhar estético, mas também mental. Se nossa mente dói, palavras de outros, que não são significantes em nossas vidas, cortam como facada nosso peito. Se é que posso exemplificar misticamente, a autoestima é como a carta A Roda da Fortuna, uma vez estamos lá em cima, e outra estamos lá embaixo. Como montanha russa.
Autoestima é construção, é ciclo longo e permanente, é olhar para si e entender que você é mais do que a pressão estética, aquele que nos impõem como soco na cara.
Atualmente, tenho percebido que de alguma forma, que é óbvio que nós mulheres somos muito mais atingidas por tais padrões, mas o que acontece é que TODOS estamos exaustos, todos nós temos medos, todos nós não acreditamos bons o suficiente, não acreditamos no que enxergamos diante do espelho.
Me diz, você consegue olhar para o espelho dizer “eu te amo” e acreditar nesse amor? É difícil não se sentir idiota, ou até mesmo desconfortável fazendo esse exercício, mas esse desconforto diz muito sobre como olhamos para nós mesmos.
A verdade é que a opinião do outro, diz mas sobre ele, do que sobre você mesmo. Ainda assim, não é tão simples alcançar o tal do amor próprio, não é como se jargões fossem o suficiente para. É muito mais do que ver aquela marca bacana gritando sobre aceitarmos como somos, e entender que você não é uma ferramenta moldada por esse tal “sistema”.
Quando a gente pensa “você é bonito”, a gente tem que pensar também no que é bonito, afinal? A beleza e seu histórico que exerce poder sobre como devemos ser, ditando indiretamente sobre mim e você, nos tornando fantoches, e mesmo dentro dessa linha de não seguir o padrão de alguma forma criamos um novo padrão, quero dizer, o tal do “lacrar”, “tombamento”, entende-se aí que empoderamo-nos finalmente, será?
Ou só estamos nos cegando acreditando nessa nova maneira de existir, o quanto isso engloba o coletivo o tal do “tombamento”? Ele é necessário? Claro. Mas ainda cria-se aí mais um grupo em que nem todo mundo faria parte. E autoestima vem relacionado também a nos sentirmos parte, a nos encontrarmos na mídia. E se não temos isso, se não existem essas referencias, caímos na distorção de que não somos parte e nem bons.
Acontece que nessa história, você não está sozinho. Eu entendo a sua insegurança.
São muitos questionamentos que são feitos sobre o que realmente é ter autoestima e como encontra-la dentro de nós. Não é fácil. Temos que ser fortes, temos que ser Phoenix, renascendo das cinzas, recolhendo esses caquinhos, esses pedaços daquilo que nos destrói, e lutar.











