Hoje eu acordei e me dei a falta de você, bom dia meu bebê, te amo meu bebê
Te amo meu bebê. e to aqui agora

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Hoje eu acordei e me dei a falta de você, bom dia meu bebê, te amo meu bebê
Te amo meu bebê. e to aqui agora
@profitiis
Héctor, com toda a certeza, estava fora de sua zona de conforto. Não era de pedir ajudas e favores. Sua maneira de lidar com problemas era, na verdade, muito simples: fugir deles. Funcionou bem pelos últimos 22 anos. Ficou desempregado? Corre pro Júpiter. Os acampamentos estão sendo atacados? Se esconda no mundo mortal. Não sabe como cuidar de uma criança? Leve-a para o Júpiter. Eram apegas câmbios de fuga e esconderijo, iludindo seus inimigos para que não fossem capaz de vê-los. Ele não era um guerreiro. Sabia, é claro, manusear armas, mas lutar? A ideia o apavorava. Nunca teve que realmente lutar por nada na vida - Héctor era o tipo cara que apenas seguia a maré conforme seus interesses. A ideia de ter que ficar para defender não apenas o acampamento, mas sua irmã, era assustadora. Principalmente porque daquilo ele não conseguiria fugir.
Precisava saber, então, contra o que realmente estava lidando. Monstros? Deuses? Era algo do qual conseguiria fugir e se esconder quando chegasse a hora? Ou teria que lutar? E mais: quando isso tudo aconteceria? Se é que aconteceria. Talvez não tivesse sido a ideia mais inteligente, mas foi a única solução que poderia acalmar seu coração: buscar alguém que pudesse lhe dar as respostas. E esse alguém se chamava Sonam Paraiya.
“Olá?” perguntou hesitante, após bater na porta do chalé 7. Lambeu os lábios, nervoso, antes de prosseguir: “Eu estou procurando por uma garota chamada Sonam. Ela está aí?”
E se podia ter algo mais além de sua zona de conforto possível, era Sonam. Uma oráculo era algo inédito em sua vida - estava mais acostumado a ler o futuro escrito nas tripas de ursinhos de pelúcia. Mas receber o futuro diretamente dos deuses? Certamente, aquilo era assustador. E importante.