Meu depoimento sobre 14/11
Essa fã que vos fala conheceu o AM este ano e jamais imaginou que a banda mudaria tanto a sua vida.
Dia 14/11 foi, sem dúvida alguma, o melhor dia que já vivi nos últimos 17 anos. Ok, para alguns é um exagero, mas para mim é a mais pura realidade.
Quando desci do carro, aprox. às 8h15 daquela manhã de sexta-feira, saberia que minha vida estava para ser marcada. Na fila, conheci pessoas muito especiais que fizeram com que o tempo (tanto de relógio quanto de termômetro) se tornasse um fator irrelevante. Por volta das 14h30 uma batida começou e, com um sorriso, percebi que era a passagem de som. Ali eu ouvi, pela primeira vez, a voz do Alex fora do meu rádio/fone de ouvido. Seria um sonho do qual eu estava prestes a acordar? Não, era a mais pura realidade. Quando a fila começou a andar e disseram “Abriram os portões”, meu coração foi a mil. Lembro-me de rir muito durante todo o percurso, saltar uma grade derrubada e atravessar o sambódromo igual uma louca até conseguir um lugar incrível. Estava ali, na pista, a cinco pessoas da grade de separação e com uma visão - perdoe-me a palavra - do caralho.
O show do The Hives foi contagiante. Entretanto, poupei minhas energias para o grande ato. Ignorei as falas do vocalista e segui paradinha ali, apoiada na grade lateral que nos separava dos bombeiros e do espaço de som.
Então, quando o número 0114 apareceu na bateira, eu sabia: eles estavam para entrar. A intro de Do I Wanna Know começou e o Anhembi explodiu. Ali éramos todos macacos do ártico, gritando a música, necessitando daquela energia e daquelas pessoas que estavam no palco.
Todas as músicas foram incríveis. Eu gritava. Eu pulava. Eu batia na grade lateral simulando a bateria (e por isso ganhei olhares dos bombeiros e dos seguranças).
Lembro-me do Alex pisando no pedal da guitarra em Don’t Sit Down, dele falando “Brianstorm” daquele jeito simples e objetivo, das luzes em My Propeller e daquele momento em que Turner sorriu e eu simplesmente me desmanchei. Algumas partes do show acabaram esvaindo-se da minha mente, mas eu sempre me lembrarei que estive ali, que participei daquele momento. 505 chegou e as lágrimas rolaram por meu rosto. Eu estava ali. Eu tinha conseguido.
Quando R U Mine? chegou, a dor que senti no coração foi enorme e gritei com todas as forças cada palavra da música. E então eles estavam dizendo adeus, Alex mandava beijos para a plateia e o show tinha chegado ao fim.
Foi lindo e mágico. Valeu cada centavo do ingresso, cada hora na fila, cada músculo dolorido nas pernas.
Obrigada a cada um que esteve presente naquele dia. Obrigada a cada amigo que fiz no show (Lucas, Karla, Alice…). Obrigada ao Arctic Monkeys por me proporcionar um dia tão incrível. E, por fim, obrigada ao amigos do QDEMA que me apoiaram e me divertiram nos últimos meses. Vocês estão no meu coração. <3
(perdoem-me o texto emotivo e nada crítico. Prometo que, assim que me recuperar, falarei mais da apresentação do que dos meus sentimentos)
Por Maria Luiza Neves












