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Sobre mim: se quebrando.
São 3 da manhã. Eu já sem sei se essa vida vale à pena. É faculdade e trabalho de segunda à sexta, curso no sábado, muitas provas, muitos trabalhos… Eu já nem sei. Eu to adoecendo aos poucos. Quando posso já não consigo mais dormir. E tudo que me mantém na linha se resume a um grupo de pessoas maravilhosas de codinome QDEMA, meu amor pelos meus amigos, mesmo distantes, e você. O que me sustenta é a vontade que eu tenho de te conquistar. É o desejo de ser teu porto-seguro. De estar sempre aí, tão lindo, forte e belo como Mohamed Ali. De ser o suficiente pra te fazer feliz. Te pertencer. E, como já disse, rezar pela reciprocidade. Só não chore. Não deixe que eu seja razão de tua tristeza. Se você chorar por mim, bem, saiba que "I crumble completely when u cry".
Interpretação: Fireside
I can't explain, but I wanna try...
Eu vejo Fireside falando sobre um relacionamento que está perto do fim. Com a diferença de que ele está acabando, não por um evento e.g. uma briga, mas sim pq os sentimentos dele por ela estão sumindo.
Na canção, ele mostra toda a confusão entre não entender os motivos pra isso acontecer, mesmo que tudo pareça igual entre eles:
"But that place on memory lane you liked still looks the same, but something about it’s changed."
"Mas aquele lugar na rua das lembranças que você gostava continua o mesmo, mas algo nele mudou."
A duvida sobre dizer ou não pra ela o que sente -ou não sente mais, e se aquilo é permanente, se ele vai voltar a gostar dela como antes:
"I’m not sure if I should show you what I’ve found. Has it gone for good or is it coming back around? Isn’t it hard to make up your mind when you’re losing and your fuse is fireside?"
"Eu não tenho certeza se deveria te mostrar o que encontrei. Será que se foi pra sempre ou será que está voltando? É difícil decidir quando você está perdendo e seu fusível está na lareira?
O pensamento constante nela e na situ, a culpa pelas coisas, a desilusão com o aparente fim do que parecia pra valer:
"And I thought I was yours forever, maybe I was mistaken. But I just cannot manage to make it through the day without thinking of you lately..."
"Eu pensei que seria seu para sempre, talvez eu estivesse enganado, Mas ultimamente eu não consigo passar um dia inteiro sem pensar em você..."
Entre outras coisas. A maioria das pessoas, creio eu, pensam ser sobre um relacionamento que já terminou faz tempo e é constantemente lembrado, por ser mal resolvido ou ainda muito vivo, mas eu n vejo assim :/
// Pedido de interpretação no Ask (clique para ver). Respondido em 24/01.
Sobre o meu 15.11
Se eu me lembro bem, eu havia chegado na casa de uma amiga no Rio lá pras 14h. Eu tinha saído da minha cidade, no interior do Rio, e nós iríamos nos encontrar pra ir juntos pro show.
Depois de uma hora e pouca de muita inquietação no carro cheio, chegando lá, compramos blusa, bandeira e tudo mais o que pudéssemos reunir de memória do dia 15.
Só pra euforia ficar maior, eles até que abriram pro público começar a entrar um pouquinho mais cedo. O pessoal de todos os setores subiam a rampa juntos, e só no topo dividiam cada um. E eu lembro perfeitamente de ter combinado com os meus amigos: "a gente se encontra na primeira pilastra pra entrar todo mundo junto". Ok. A moça me revistou. E quem disse que eu lembrei de "esperar pra entrar junto"? Eu saí correndo e rindo de euforia, e entrei na Arena sem eles pra depois ouvir um "bom, eu achei que você ia esperar". I'm sorry.
Esperamos, esperamos, e finalmente o The Hives entrou no palco. Foi bem eletrizante, a galera toda batia palmas, levantava os braços, se abaixava - foi uma troca de energia gigantesca com eles. Almqvist até deu uma usada no celular de uma garota da platéia.
E depois, esperamos um pouco mais e as luzes apagaram e... Do I Wanna Know? E sinceramente foi um dos momentos mais mágicos da minha vida. Eu não conseguia acreditar. Eu só cantava, e com menos de 10 minutos de show eu já estava toda suada. Eu estava aproveitando tanto, e acho que era por isso que eu sentia as lágrimas nos olhos, mas elas não saíam de jeito nenhum. Não saíam até 505, que foi o ápice da minha emoção e eu não me contive. Em I Wanna Be Yours a iluminação foi linda, e dois globos ajudaram a ficar melhor ainda. Em No. 1 Party Anthem o pessoal ascendeu as lanternas dos celulares, e puts, que coisa linda. Quando o Alex começou a repetir o final de R U Mine? a gente se acabou, tipo como foi em Fluorescent Adolescent. Eu via gente pulando abraçada, galera tirando a blusa e girando. Foi incrível.
E eu nem preciso descrever como eu fiquei feliz quando começou Fireside. Eu arregalei os olhos feito uma louca e virei super elétrica pra minha amiga. Nem sei explicar o que eu senti exatamente com essa música que tanto descreve minha vida no momento.
No fim das contas, pra mim, pouco importou se eu fiquei na arquibancada. Eu queria estar bem mais perto, claro, mas eu estava lá, vivendo um dos melhores dias da minha vida; eu dancei, pulei e cantei como se o mundo fosse acabar - tanto que quase caí duas vezes -, vi o Alex deitadinho no chão e o um sorriso do Matt no telão, e o efeito do show foi me deixar feliz por dias. Na verdade, mais do que a saudade que eu to sentindo agora, sempre que eu lembro eu ainda fico feliz.
E eu estou super feliz de poder estar podendo tentar contar como eu me senti e como eu ainda me sinto. Bom, é isso.
Meu depoimento sobre 14/11
Essa fã que vos fala conheceu o AM este ano e jamais imaginou que a banda mudaria tanto a sua vida.
Dia 14/11 foi, sem dúvida alguma, o melhor dia que já vivi nos últimos 17 anos. Ok, para alguns é um exagero, mas para mim é a mais pura realidade.
Quando desci do carro, aprox. às 8h15 daquela manhã de sexta-feira, saberia que minha vida estava para ser marcada. Na fila, conheci pessoas muito especiais que fizeram com que o tempo (tanto de relógio quanto de termômetro) se tornasse um fator irrelevante. Por volta das 14h30 uma batida começou e, com um sorriso, percebi que era a passagem de som. Ali eu ouvi, pela primeira vez, a voz do Alex fora do meu rádio/fone de ouvido. Seria um sonho do qual eu estava prestes a acordar? Não, era a mais pura realidade. Quando a fila começou a andar e disseram “Abriram os portões”, meu coração foi a mil. Lembro-me de rir muito durante todo o percurso, saltar uma grade derrubada e atravessar o sambódromo igual uma louca até conseguir um lugar incrível. Estava ali, na pista, a cinco pessoas da grade de separação e com uma visão - perdoe-me a palavra - do caralho.
O show do The Hives foi contagiante. Entretanto, poupei minhas energias para o grande ato. Ignorei as falas do vocalista e segui paradinha ali, apoiada na grade lateral que nos separava dos bombeiros e do espaço de som.
Então, quando o número 0114 apareceu na bateira, eu sabia: eles estavam para entrar. A intro de Do I Wanna Know começou e o Anhembi explodiu. Ali éramos todos macacos do ártico, gritando a música, necessitando daquela energia e daquelas pessoas que estavam no palco.
Todas as músicas foram incríveis. Eu gritava. Eu pulava. Eu batia na grade lateral simulando a bateria (e por isso ganhei olhares dos bombeiros e dos seguranças).
Lembro-me do Alex pisando no pedal da guitarra em Don’t Sit Down, dele falando “Brianstorm” daquele jeito simples e objetivo, das luzes em My Propeller e daquele momento em que Turner sorriu e eu simplesmente me desmanchei. Algumas partes do show acabaram esvaindo-se da minha mente, mas eu sempre me lembrarei que estive ali, que participei daquele momento. 505 chegou e as lágrimas rolaram por meu rosto. Eu estava ali. Eu tinha conseguido.
Quando R U Mine? chegou, a dor que senti no coração foi enorme e gritei com todas as forças cada palavra da música. E então eles estavam dizendo adeus, Alex mandava beijos para a plateia e o show tinha chegado ao fim.
Foi lindo e mágico. Valeu cada centavo do ingresso, cada hora na fila, cada músculo dolorido nas pernas.
Obrigada a cada um que esteve presente naquele dia. Obrigada a cada amigo que fiz no show (Lucas, Karla, Alice…). Obrigada ao Arctic Monkeys por me proporcionar um dia tão incrível. E, por fim, obrigada ao amigos do QDEMA que me apoiaram e me divertiram nos últimos meses. Vocês estão no meu coração. <3
(perdoem-me o texto emotivo e nada crítico. Prometo que, assim que me recuperar, falarei mais da apresentação do que dos meus sentimentos)
Por Maria Luiza Neves
Arctic Monkeys @ Arena Anhembi, SP - 14.11.2014
Arctic Monkeys @ Arena Anhembi, SP - 14.11.2014