Largo do Hospício na Rua do Hospício, Vendo-se da Direita para Esquerda o Quartel General da 7° Região Militar, a Sede do C.P.O.R., e a Residência do Comandante da Região, e o Bonde Metálico Zeppelin - Recife Em 1941.
Photo Benício Whatley Dias.

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Largo do Hospício na Rua do Hospício, Vendo-se da Direita para Esquerda o Quartel General da 7° Região Militar, a Sede do C.P.O.R., e a Residência do Comandante da Região, e o Bonde Metálico Zeppelin - Recife Em 1941.
Photo Benício Whatley Dias.
Acontece...
Eu não sei como começar a escrever, nem sei o que tô sentindo de verdade neste momento. Acho que a palavra mais correta que pode descrever é medo. Medo de não te ter mais do meu lado. Sábado foi um dia maravilhoso, e eu amei estar perto de ti e da tua família, e cada dia que passa, eu quero mais e mais estar junto contigo, e essa certeza só aumenta. Domingo de manhã quando tu acordou, tu me disse que estava estressado, e tava confuso, não sabia o que tava sentindo e me pediu ajuda. Eu fiquei muito tempo pensando em como eu podia te ajudar, e por muito tempo eu não soube, e talvez também não sei agora, mas eu posso tentar falar contigo. Eu entendo que não é fácil estar passando por tudo isso que tu tá passando, e eu só quero que tu saibas do fundo do meu coração que eu estou aqui pra tudo que tu precisar. Por dias eu ouvi tu falar coisas duras, e te vi cansado a ponto de dormir no meio das nossas conversas. Mas cada vez que tu disse que estava aqui por mim, eu me enchia de luz, de uma maneira que nada mais no mundo consegue fazer. Eu não posso dizer que sei como é isso que tu sente porque definitivamente nunca passei por algo assim, nunca vi nada que pudesse sugar tanto a energia de alguém, como o quartel está fazendo contigo, mas posso dizer que entendo, e que se pudesse, me colocaria no teu lugar, apenas pra não te ver desse jeito. Todas as vezes que te disse que te amava, e tu me respondeu que “não sabia mais”, cortaram meu coração de uma maneira que eu não consigo nem começar a pensar em saber como explicar. O efeito que tu me traz é algo sobrenatural, que nunca imaginei que sentiria. Mas é definitivamente, amor. O amor que disse minha vida inteira que era puro e real, mas também disse que não acreditava que poderia acontecer comigo. Eu geralmente não deixo ninguém ler o que escrevo, mas isso eu preciso que tu saiba. Porque eu só sei colocar um pouco da minha Alma pra fora quando eu escrevo, e eu sei que se tu pudesse se ver de dentro da minha Alma, tu veria o quão maravilhoso tu é, e não sei, talvez isso te ajudasse. Esses dias quando tu gritou comigo, e depois me pediu desculpas, me doeu demais ver o jeito que aquilo mexeu contigo. Eu abstrai em questão de meia hora, porque toda vez que tu fala algo que não me agrada eu tento manter a calma, e lembrar que provavelmente eu já fui bem pior contigo, ou então, com as pessoas com quem eu amo que estão a minha volta, como meus pais por exemplo, porque a verdade é que eu não tenho paciência quando estou nervosa, e eu estive muito nervosa em certos dias. O que meus pais dizem não é brincadeira, eu realmente mudo quando tu chega. É como se quando tu tivesse longe, eu pudesse ver como tudo na minha vida tá cinza, e os únicos momentos em que eu posso ver um pouquinho de cor, é quando tu está junto comigo. Eu tento muito conversar com outras pessoas, e passar o tempo de outras maneiras quando tu não tá perto, mas nada consegue me distrair. Minha cabeça parece estar 24 horas em ti. Se tu comeu, se está bem, se não sente frio, dor, ou deus me livre, solidão. Tem um fato sobre mim que talvez tu não tenha ciência, mas todas as vezes na minha vida que as coisas ficaram feias e cinzas, eu fugi. Primeiro eu sentei e chorei, depois, eu fugi. Eu nunca tive bravura o suficiente pra olhar pra minha solidão, e dizer que sei lidar com ela. Eu sempre fugi. E agora, eu não fujo mais. Eu sei que vou ter tua mão pra segurar, e sei que posso fazer qualquer coisa que eu quiser, desde que eu possa ver teu rosto, ou ouvir tua voz. Tudo bem, o quartel te toma tempo. Um dia, dois, três. Um semana, ou duas. Tudo bem. No início eu tive medo, muito medo. Porque a verdade é essa, eu tenho atitude pra encarar fantasmas, e dizer pra quem for que eu sou dona de mim, e bater no peito e dizer que sou forte, mas no fundo eu sempre tenho medo. E a primeira vez que fiquei duas semana sem te ver, só Deus sabe, o quanto sofri. O quanto eu chorei. Mas agora, quando tu volta, e eu te vejo, é tudo tão mágico, que eu não tenho mais medo. E isso é apenas um dos exemplos de como tu me mudou. Eu não tenho mais um dos meus medos, e isso pode não parecer muita coisa olhando assim, mas pra mim, é um fantasma que parou de me assombrar. Eu não preciso ter medo da solidão, porque sei que tu, vai voltar um dia, e vai ser tudo bom. Mesmo que tu não tome banho. Mesmo que tu não consiga falar direito. Mesmo que tu tenha dor nas costas. Se eu posso segurar tua mão, por segundos que seja, eu posso sentir calor suficiente pra me aquecer por mais um tempo. Eu realmente não sei ao certo o que tu precisa ouvir agora, mas eu quero muito poder te fazer sentir do jeito que tu me faz sentir. Eu tive muito medo no início desse namoro, porque eu já passei por coisas terríveis relacionadas a estar apegada em pessoas. E é por isso que eu disse não no primeiro pedido de namoro. E é por isso que eu fico meio maluca as vezes que me sinto sufocada. E é por isso que eu tenho tantas reações “explosivas” a atitudes bobas. E por muito tempo, eu achei que não poderia amar ninguém, e achei que ninguém poderia me amar. E por muito tempo, eu tive medo. Mas é incrível como tu me trata de uma maneira que parece fazer tudo ter sentido. É incrível como todas as vezes que eu pensei em fugir, eu pensei em fugir contigo. Desculpa ter te dito que não posso morar contigo agora, acredite, eu quero muito. Mas eu só quero poder te dar um vida boa de verdade, e fazer tu se sentir amado como eu me senti, por isso acho que agora não é o momento certo. Não pense que eu não te amo. Não pense que não quero te ter pra mim. Não pense que não quero ter uma casa nossa. Pelo contrário, esse é meu maior objetivo. Eu não sei o que te fez me falar que “não sabe mais” afinal só tu sabe o que passa pela tua cabeça. Mas eu preciso que tu saiba que eu tô aqui, e que eu te amo. E que nada nesse mundo vai mudar isso. Porque tu, meu amor, fez por mim coisas que mais ninguém vai conseguir fazer nesse mundo. Tu fez eu sentir amor de verdade. Tu fez eu escrever um texto inteiro sobre você, e querer que tu leia. Tu fez eu querer sair do meu quarto, no pior momento da minha vida. Estar desempregada e não estar estudando, pra alguém que era depressiva e não tinha tempo direito nem pra dormir de noite antigamente, não é algo fácil, mas tu faz com que isso pareça mais leve. Eu quero muito, muito mesmo que tu possa se sentir bem. E que tu volte pra cá logo, porque tu me disse que não sabia quando voltava, e eu fico numa expectativa infinita que domina tudo que eu sou. Eu fico com meus ouvidos atentos pra ver se a qualquer momento vou ouvir tu chamar meu nome no portão. Eu te amo. E tá tudo bem tu estar estressado. Tá tudo bem tu estar cansado. E tá tudo bem tu dizer isso pra mim. Tu não é de ferro. Ninguém é. Eu te amo, e eu quero que tu saiba disso. Eu te amo, e eu sempre vou estar aqui pra ti.
Namorar um militar é suportar a distância,a saudade,é entender que não dá para estar sempre juntos em momentos especiais, datas comemorativas,é saber abrir mão de um final de semana planejado à vários dias,é desmarcar algo que havia sido marcado à muito tempo por ter surgido uma nova missão. É aprender a conviver com as gírias e sem perceber começar a falar algumas como : "Bizu" é ouvir sobre o nome de guerra dos companheiros de serviço e rir sem entender nada, é ter que parar uma conversa incrível por ter surgido uma missão e só dá tempo falar: Fica com Deus,eu te amo! É ler muitas vezes : Amor vou dormir só um pouco,volto logo e só voltar no outro dia devido ao cansaço, é ter que acostumar com ele dormir cedo por ter que acordar de madrugada no dia seguinte, é estar muito vezes sozinha e nunca se sentir só,é estar longe e sentir a presença constante... É ter certeza que assim que surgir sinal ele dará notícias avisando que está tudo bem e viver em preocupação durante toda missão,é não dormir pensando no que está acontecendo, é passar noites em claro pedindo a Deus que o proteja! É saber sem dúvida alguma que assim que ele tiver uma folga vai vim correndo pra para casa,e vai tentar esticar as horas pra aproveitar cada minuto nos dias juntos as horas passaram em um piscar de olhos,mas nos dias distantes pareciam que não iam passar, parecia ser uma eternidade! Eu te amo muito meu guerreiro!
Amar Um Militar
Amar ensina que a distância às vezes é a mais bela forma de amor.
Autoria
Soldado confessa feminicídio e incêndio de quartel em Brasília
Homem está preso no Batalhão da Polícia do Exército Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Publicado em 06/12/2025 - 15:19 Brasília Versão em áudio
Reprodução: © Maria de Lourdes Freire Matos/Instagram A morte da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos, na sexta-feira (5) à tarde, está sendo investigada como feminicídio, informou neste sábado (6) a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Segundo a 2ª Delegacia Policial (DP), da Asa Norte, o soldado Kelvin Barros da Silva, 21 anos, confessou a autoria do crime e está preso no Batalhão da Polícia do Exército, em Brasília. Em vídeo divulgado pela PCDF, o delegado Paulo Noritika, chefe da 2ª DP, explicou que o soldado contou que o assassinato ocorreu depois de uma discussão com a vítima. Nas palavras do autor confesso do crime, Maria de Lourdes teria exigido que o soldado terminasse o relacionamento com a namorada e a assumisse. Familiares da vítima, no entanto, negaram à imprensa local que os dois tivessem uma relação. Segundo o delegado, o soldado não tinha antecedentes criminais. “O autor está sob custódia no Serviço de Guarda do Exército e responderá por feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual, podendo ser condenado a 54 anos de prisão”, acrescentou Noritika. O corpo da militar foi encontrado na sexta (6), pouco depois das 16h, carbonizado e com um corte no pescoço pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), que apagou um incêndio no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RGC), no Setor Militar Urbano. Em nota, os bombeiros confirmaram que encontraram grande quantidade de combustível após extinguirem as chamas. “No local, havia grande quantidade de material combustível. As edificações vizinhas foram resfriadas, evitando que o fogo se propagasse. O incêndio foi rapidamente controlado e, durante a fase de resfriamento dos materiais queimados, os socorristas encontraram um corpo carbonizado, do sexo feminino, ainda não identificado”, informou o CBMDF.
Pesar
Maria de Lourdes Freire Matos era saxofonista da banda do regimento. Em publicação nas redes sociais, o 1º RCG mostrou pesar pelo assassinato. “O 1º Regimento de Cavalaria de Guardas manifesta profundo pesar pelo falecimento da cabo Maria de Lourdes Freire Matos, cuja trajetória na instituição foi marcada por dedicação, profissionalismo e um compromisso exemplar com o serviço prestado na fanfarra. Neste momento de dor, expressamos nossas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e irmãos de farda”, destacou o comunicado.
Exclusão do Exército
O Exército informou que o soldado foi preso em flagrante imediatamente após a confissão. Segundo o Centro de Comunicação Social do Exército, foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM). O criminoso confesso deverá ser excluído da Força Militar. A corporação informou estar prestando assistência à família. “O Exército Brasileiro presta total apoio à família e lamenta profundamente a perda da cabo Maria de Lourdes de Freire Matos e reitera a sua posição de não coadunar com atos criminosos e punir com rigor os responsáveis”, destacou.
Onda de feminicídios
O caso soma-se a uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país. No último dia 28, duas funcionárias de um Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) no Rio de Janeiro foram mortas a tiros por um funcionário da mesma instituição de ensino, que se matou em seguida. Na capital paulista, uma mulher de 31 anos teve as pernas severamente mutiladas após ser atropelada e arrastada, por cerca de um quilômetro no último sábado (29), enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. Também em São Paulo, um homem atirou com duas armas, contra sua ex-companheira na pastelaria em que ela trabalhava na última segunda-feira (1º). No Recife, um homem de 39 anos foi preso em flagrante também no sábado, suspeito de provocar um incêndio que matou sua esposa, grávida, e os quatro filhos do casal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a onda de feminicídios nesta semana. Em discurso em Pernambuco na última terça-feira (2), ele pediu o engajamento dos homens para mudar a cultura da violência de gênero que predomina na sociedade. Edição: Maria Claudia
Largo do Hospício, Quartel da 7° Região Militar do Recife - Bairro da Boa Vista, Recife Década de 1930.