B-R-A-Z-I-L
E nada é o que parece Essas ausências foram tomadas Suas vitimas foram mortas Testemunhas corrompidas Entre rosas e estômagos A barbárie institucionalizada A farda que cumpre a previsão: Carrasco faça teu dever! Marcha soldado, cabeça de papel Indiferente e pronta ao enxerto Símbolos, oráculos e tradições Platonismo disforme ao passado Mães não enterram seu filhos Pois seus corpos marcados de bala Ainda estão embargados No estômago da farda Mães e viúvas dançam juntas Ao lado de caixões fechados Costuram luto entre lágrimas Tornam-se o murmúrio melancólico O teu perfume de carnificina Faz-me dar-te o filo além da morte A banalização do mal causador de morte A banalização do espírito vingativo cristão Os olhos de luxúria se escondem Entre as frases ditas de guerra Entre o revisionismo e a soberba Cria-se a idealização da masculinidade Reivindica a juventude para si Mas somente a que seja fiel Quem não fores pelo rei está fadado a morte Seja pelas garras do mal ou força da farda...













