Sem alarde, era possível prever-te Noiva empunhando garfos buquês No meio da sala em um casamento blasé Com gestos coordenados como um musical Anel, véu, beijo e aplausos Eu não proponho, eu requento Confesso o meu dilema a procura do belo Com a violência de um velho cão domesticado Orfanato repatriado como manicômio Abrigando todas as loucuras Dando Saúde e eco às vozes Que sem o esconderijo da metáfora, esvaziam-se A crença era um umbigo para fora E essa ambiguidade em três personas O jardineiro, podando seu jardim O ator, fugindo da vaia e o cozinheiro a requentar quereres Um contexto curioso no divã, Censurado por efeitos de mistério Mas certamente haveria uma simbologia Envolvendo santos e o porcelanato de privadas A eternidade era um fragmento do todo Ainda haveria propriedade civis e cínicas Haveria o resgaste à beleza E para o final, a estrutura pirâmide zelo ao corpo Apelo melodramático: Morre ao pé de sua língua Aficionada por mexeriqueiros Desgastadas por tanto morder vitrines O mostruário era o Quasímodo Que nada mostra se não o símbolo Fomentando por um cartel Eurásia Leiloando seu primogênitos como reis...
O Elemento B - Pierrot Ruivo















