Oi, você mesma, tudo bem? Sei que não. Perdoa a invasão, mas acompanho teus passos em rede social faz um tempo e confesso: é preocupante. Como num gráfico matemático, vejo teu eu se desfazendo, decrescendo. O ponto alto era quando vivia em um relacionamento o qual se dizia feliz e se agarrava nisso porque era a única felicidade que tinha em meio a sua vida conturbada, correto? Foi aí que as coisas começaram a desandar, você descobriu que o outro lado não te amava como você merecia, que seus sacrifícios e seus esforços não eram recompensados como esperava, que nada era do jeito que você desejava, mas em algum momento dos vários términos e recomeços você pensou nisso? Vamos pular a parte dos dramas, do choro, da decepção, do discurso que só você era correta e que só você sofre nesse mundo. Hoje, te vejo embriagada, drogada, alucinada, sem rumo algum e teima em colocar culpa no amor, um amor que nunca lhe foi correspondido, mas que você preferiu fechar os olhos por anos e “lutar” sozinha por algo que tem que ser os dois. Você culpa o amor por todas as mazelas que tem acontecido todos os dias, você reclama de tudo e de todos e que ninguém mais a suporta, e mais uma vez, você tem que abrir os olhos. Não era pra ser. O amor não tem culpa, mas a falta de amor por você mesma sim. Não permita se perder em caminhos que você sabe que não tem volta, não se entregue e não sofra sozinha por algo que na verdade nunca existiu, apenas em sua cabeça. Você é jovem, haverá muitos dias do ano ainda para encontrar um amor até na fila do pão, mas só vai acontecer quando se amar, se valorizar e mudar. Não culpe alguém por falhas que são suas, pare de procurar alguém para culpar por seus erros. Viva. Viaje. Conheça. Esqueça. Faça disso tudo que aconteceu na sua vida uma experiência que não deve ser repetida. AME, mas não ame só. Espero que ainda se encontre e que seja feliz.